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Esportes
AUXÍLIO

Uso de monitor cardíaco é importante durante atividades físicas, defende médico

O cardiologista Rizzieri Gomes fala sobre a importância do apetrecho que pode auxiliar na melhora do desempenho de atletas e evitar eventuais problemas durante o treino 25/02/2018 às 15:14
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Medidor cardíaco ou frequencímetro mede os batimentos por minuto e é ótimo aliado para atletas de esportes de longa duração. Foto: Divulgação)
Juan Gabriel Manaus (AM)

Durante a prática de qualquer atividade física que exija um esforço mais do que o comum, é normal que os batimentos cardíacos fiquem mais acelerados e intensos. Ter o controle sobre o ritmo com o qual o coração bate ajuda não só a evitar eventuais problemas cardíacos durante a prática, mas também a melhorar o desempenho do praticante que passa a administrar esses batimentos. Uma forma de se fazer essa medição é através de monitores cardíacos – também conhecidos como frequencímetros. 

O uso do apetrecho é indicado para praticantes de modalidades esportivas de longa duração como corrida e triátlon. Além dos batimentos cardíacos (medidos em batimentos por minutos, ou BPM), alguns modelos oferecem a opção de medir a distância percorrida, o número de passos dados e até o oxigênio consumado durante a atividade. Com isso, é possível ter uma análise de como o corpo reage as diferentes intensidades na prática esportiva, gerando informações valiosas para um melhor desempenho em competições.

“Na atividade física a gente recomenda (o frequencímetro) também a quem está em reabilitação cardíaca, pacientes com insuficiência cardíaca e pacientes pós-infarto do miocárdio. Agora pessoas que são saudáveis não existe uma obrigatoriedade, mas existe a recomendação”, salienta o médico cardiologista Rizzieri Gomes, que atua há mais de quinze anos na área. 

Segundo o médico, existem tipos diferentes de frequencímetros, sendo os mais populares na forma de um relógio de pulso ou como uma tira elástica que deve ser colocada na região do tórax. Apesar de diferentes, ambas são capazes de exercer a mesma função, captando a freqüência cardíaca por meio das ondas de pulso.

“Quando o coração bate ele gera uma onda e é isso que os monitores cardíacos captam. Eles possuem sensores, tanto esses de pulsos como os de tiras, que pegam tuas ondas de pulso pra fazer a medição da frequência cardíaca. No caso dos medidores de pulso, são pegos da artéria radial, já as cintas são das incursões no tórax, do próprio batimento cardíaco”, explica o médico sobre o funcionamento do 
aparelho.

Frequência cardíaca

Para se fazer o monitoramento adequado é importante ter em mente qual sua frequência cardíaca máxima (FCM). Para calcular este valor, Rizzieri aponta o uso da fórmula “220 – idade atual”. Portanto uma pessoa com 25 anos tem sua freqüência cardíaca máxima de 195 BPM (220 – 25 = 195). Isso indica que é necessário evitar qualquer esforço que ultrapasse o valor e é ai que o frequencímetro entra em cena para auxiliar.

“Às vezes há uma variação cardíaca durante o treinamento ou até na rotina e o monitor cardíaco pode te dar uma luz de que algo pode estar errado. Já vi o caso de um homem que ao correr percebeu pelo frequencímetro que os batimentos estavam acima da freqüência cardíaca máxima mesmo sem tanto esforço e, ao ir a um cardiologista, descobriu que estava tendo um principio de infarto. É uma ferramenta importante no dia a dia e as pessoas não sabem utilizar”, pontua o cardiologista.

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