Segunda-feira, 16 de Setembro de 2019
Craque

A UGP Copa contratará empresa por R$ 1 milhão para identificar viabilidade econômica da Arena da Amazônia pós-Copa

A Unidade Gestora da Copa (UGP Copa) deve concluir, até o fim de outubro, licitação para escolha da empresa que fará o “processo de modelagem” para utilização e viabilidade econômica do empreendimento após o mundial de futebol



1.jpg Arena da Amazônia, quando recebia a estrutura metálica da cobertura
05/10/2013 às 11:13

Construída para sediar apenas quatro jogos da Copa do Mundo de 2014 e condenada a ser um ‘elefante branco’, a Arena da Amazônia deverá ter uma finalidade mais rentável, segundo intenção do Governo do Amazonas.

Até o fim deste mês a Unidade Gestora da Copa (UGP Copa) deve concluir a licitação para escolha da empresa que fará o “processo de modelagem” para utilização e viabilidade econômica do empreendimento após o mundial de futebol. A ideia é que a Arena da Amazônia seja aproveitada como complexo de lazer, cultura, esportes, entretenimento e negócios, gerando renda própria para se manter sem dar prejuízo aos cofres públicos.

A empresa contratada pela UGP Copa terá R$ 1.057.299,37 para liderar um grupo de profissionais - entre eles gerente de projetos, consultor econômico, engenheiro, arquiteto e assessor jurídico - que vão identificar as experiências de gestão de outros espaços poliesportivos, a exemplo do estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, o Bilbao Expo Conventions, na Espanha, e o Toyota Center, em Dallas, nos Estados Unidos.

Segundo o diretor da UGP Copa, Miguel Capobiango, até o primeiro trimestre de 2014 o Estado vai anunciar qual será o destino da arena após a Copa. “Não temos um formato ainda, estamos buscando isso. Se será o Estado que fará a gestão, ou uma empresa privada ou uma empresa terceirizada que entregará à Sejel (Secretaria de Juventude, Esporte e Lazer)”, disse.

Com manutenção mensal estimadas em R$ 500 mil, bem maior que os R$ 100 mil do antigo estádio Vivaldo Lima, a conta da arena é considerada salgada pelo Governo do Estado, que está financiando a construção do complexo orçado em R$ 605 milhões com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A obra que está 84,03% concluída deve ser entregue até dezembro desde ano pela construtora Andrade Gutierrez.

“Entendo que pode surgir como um centro de convenções, espaços que podem ajudar na sua rentabilidade”, completou Capobiango.

No Plano de Negócios entregue à Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan) a UGP COPA consta que “realizou estudos preliminares visando à adoção de solução que contemple simultaneamente a utilização do espaço como legado e a não incidência de ônus que venha impactar o orçamento público estadual com custos decorrentes de sua futura manutenção”.

A Arena da Amazônia terá capacidade para aproximadamente 44 mil espectadores, além de 400 vagas de estacionamento subterrâneas, camarotes, elevadores, pontos de venda de alimentação e acessibilidade para portadores de necessidades especiais.

Plano de negócios da Arena da Amazônia

*Identificação das edificações públicas que serão inclusas na concessão e o respectivo Plano de Negócios;

*Indicação descritiva de intervenções urbanísticas e prediais eventualmente necessárias à alavancagem do negócio;

*Análise de mercado: linhas de negócio a serem exploradas e seus potenciais de mercado;

*Plano Econômico-Financeiro incluindo, no mínimo receitas; tributos; depreciação; investimentos (inclui intervenções urbanas e novas edificações na área da concessão, se necessário); custos operacionais; entre outros;

*Mapa de riscos associados à implementação do plano;


Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.