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A vida sem Neymar na Seleção: Brasil tenta passar pela Venezuela e seguir na Copa América

Com a expulsão do camisa 10 do time canarinho, Dunga terá que achar um substituto para o melhor jogador da equipe. Duelo com os venezuelanos é decisivo e pode fazer o Brasil passar por mais um vexame 19/06/2015 às 16:32
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Neymar desfalca a Seleção Brasileira diante da Venezuela e Dunga tem problemas pra achar um substituto.
Denir Simplício Manaus (AM)

Há quase um ano, após a notícia de que Neymar sofrera grave lesão nas costas e não atuaria mais na Copa do Mundo, o Brasil inteiro se perguntava: E agora, quem substituirá Neymar na Seleção? Muito bem, a mesma situação se repete agora na Copa América e cabe ao técnico Dunga encontrar um salvador para a “pátria de chuteiras”.

Na ocasião do Mundial no Brasil, o então treinador Felipão escalou o jovem Bernard - aquele tinha  “alegria nas pernas” -, na semifinal contra a Alemanha. Bem, o final dessa história todos, infelizmente, sabemos.

A “Neymardependência” está cada vez mais evidente. Nas 11 vitórias seguidas da Seleção sob o comando de Dunga, o camisa 10 só ficou de fora do amistoso com o México. Isso porque acabara de ser campeão da Liga dos Campeões com o Barcelona. Sem boa atuação do capitão, o Brasil foi derrotado pela Colômbia e corre o risco de ser eliminado logo na primeira fase da Copa América. Para não passar mais um vexame mundial, a seleção brasileira precisa vencer a Venezuela, às 17h30 (hora Manaus), no estádio Monumental, em Santiago.


Os candidatos à vaga do craque do Barcelona podem ser o eficiente Diego Tardelli, o surpreendente Douglas Costa ou até mesmo o  astro do Liverpool, Philippe Coutinho. Mas, assim como Neymar,  um outro  “menino da Vila” pode pintar como a solução para a falta de brilhantismo  do time canarinho.

Pedala Robinho

O “rei das pedaladas” pode ser a bola da vez no ataque da seleção. Mesmo pouco utilizado por Dunga durante os dois amistosos de preparação para a Copa América,  Robinho tem a confiança e a experiência que o capitão do Tetra almeja para um time que mostra total falta de equilíbrio emocional nos momentos mais complicados.

O craque do Santos entrou nos minutos finais da vitória contra Honduras, em Porto Alegre, e não estreou ainda no torneio continental. 

Uma improvável dupla de ataque com Firmino e Tardelli, como aconteceu no fim da partida em que o Brasil foi “engolido” taticamente pela Colômbia, não está descartada. A  entrada de Philippe Coutinho, que fez suas duas melhores aparições com a Seleção quando entrou na vaga de Neymar, também pode ser uma opção de Dunga contra a “La Vinotinto”.


Vale lembrar que a Seleção da Venezuela já surpreendeu nessa Copa América ao bater a Colômbia na primeira rodada da competição. O Grupo C ficou mais embolado com a vitória do Peru sobre os venezuelanos na última quinta-feira (18). Agora todas as quatro seleções têm o mesmos três pontos. O Brasil só é líder por ter marcado dois gols, assim como os peruanos, mas no confronto direto com o time de Paolo Guerrero, o Brasil leva a melhor.

Para não depender de outros resultados o Brasil, mais do que nunca, precisa mostrar que existe futebol no time, mesmo sem a genialidade de Neymar.

Coutinho pode ser a bola da vez

Philippe Coutinho, meia que vem se destacando do Liverpool, é um dos candidatos à vaga do craque Neymar. Após o treino de finalização de sexta-feira (19), o camisa 10 dos Reds pode ser os substituto ideal do camisa 10 da seleção de Dunga, se mostrou confiante com o grupo e rechaçou a ausência de Neymar.

“Todos estão preparados, focados naquilo que queremos. Temos um grande jogo. Perdemos o nosso principal jogador, mas o grupo é forte e todos estão focados para superar a perda do Neymar...”, comentou o jogador.


Coutinho desconversou sobre uma possível escolha de Dunga por sua escalação e aposta que quem entrar vai dar o melhor pela equipe. “Posso dizer que estou preparado. Quem vai jogar ou não quem vai decidir é o treinador. Todos que estão aqui estão preparados se tiverem a chance de jogar. O mais importante é o grupo e quem entrar vai ter que dar conta do recado”, disse.

O jogador ainda confirmou que a Copa América está sendo difícil. “Hoje em dia no futebol não tem mais time bobo. Todo jogo é difícil, todos estão preparados”, finalizou.

Venezuela vem pra cima

Mesmo chateados pela  derrota para o Peru - que poderia ter lhes dado a classificação antecipada na Copa América –, os venezuelanos não se abalaram por ter de decidir a vaga com a seleção brasileira.

Para o capitão da La vinotinto, Juan Arango, o Brasil não tem a mesma força sem Neymar em campo. “O Brasil não vive o seu melhor momento. E esse Brasil se complica sem Neymar. Mas não deixa de ser o Brasil. Sempre será um adversário perigoso. Vai ser um jogo muito difícil”, analisou o jogador, lembrando dos resultados surpreendentes ocorridos na chave. “Já aconteceram muitas surpresas. Nós ganhamos da Colômbia, que não era favorita contra o Brasil e também venceu. Nessa Copa América pode acontecer qualquer coisa. O Brasil não anda em seus melhores dias e nós estamos muito bem”, comentou.


Salomón Rondon, atacante da Seleção da Venezuela, é mais cauteloso e acha que o duelo será decisivo. “Perdemos para o Peru e teremos uma verdadeira final contra o Brasil. Todo mundo está igualado e o jogo contra o Brasil será uma final. Mas estamos preparados para isso”, disse.


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