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Adriano Paredão chega ao Rio Negro e sonha em virar ídolo

O arqueiro de 39 anos, que já teve passagens pelo Remo, Águia de Marabá e ABC de Natal, chega ao Rio Negro para passar experiência ao time 26/03/2015 às 09:11
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Adriano chega para fechar o gol Rionegrino
Camila Leonel Manaus (AM)

Adriano Paredão, ídolo do Remo, que ganhou o apelido pelas defesas praticadas quando jogou no Leão, chega a Manaus para reforçar o Rio Negro. Em um time de jovens jogadores, o goleiro, com jeito calmo disse que esperar somar tanto com experiência como com boas defesas. Aos 39 anos, o goleiro fala que quer conquistar a fiel torcida rionegrina da mesma forma que conquistou os remistas.

O convite para reforçar o Galo surgiu do auxiliar técnico do Rio Negro, Mozart Carlos, amigo de longa data do goleiro. Segundo Adriano, o projeto agradou e foi o que o fez aceitar vir para Manaus.

“Eu sou amigo do Mozart há mais de 10 anos e como ele está a frente junto com  o presidente e o Roberley, me fez o convite e ele falou para dar uma força, que tinha um elenco muito bom, com moleques novos e ele estava querendo acrescentar um pouco de experiência. Eu gostei do projeto, aceitei o convite e vim para o Rio Negro”.

Apesar de ser o mais experiente do time, Adriano acredita que o desafio trará muito aprendizado para ele também.

“É um desafio novo, eu acho que a carreira do atleta é feita de desafios e esse é um desafio diferente, tem uma formação muito boa do grupo que são rapazes novos procurando seu espaço, procurando vencer e estão no caminho. Eu vejo que é todo mundo esforçado, trabalhando, buscando o melhor e eu venho para acrescentar procurar passar um pouco da minha experiência, aprender com eles. No futebol você aprende a cada dia com os mais jovens, com os mais velhos então acho que é uma troca de informação e vai ser importante para todo mundo”, afirmou.

Antes de vir para o Rio Negro, o goleiro já acompanhava alguns jogos daqui e sabia da situação do clube.“Fiquei sabendo do jogo do Princesa que eles tomaram gol aos 49, 50, não sei. Acho que ali faltou um pouquinho da experiência não só de goleiro, mas de cada setor do campo então acho que vai ser importante você conversar com cada setor do campo. Como eu falei. Troca de informações eu acho q tem jogadores experientes apesar da pouca idade e agente procura agregar tudo isso”, contou.

Preparação

Sobre a condição física, o goleiro admite que ainda não está 100%. Na tarde desta quarta-feira, ele apenas correu pelo gramado e hoje inicia os trabalhos com bola, mas não garante que sua estréia aconteça no sábado.

“Não estou ainda 100%, venho trabalhando fisicamente, estava trabalhando agora a parte técnica e eu preciso conciliar a parte física com a parte técnica. Acho muito difícil (estrear no sábado), não adianta meter os pés pelas mãos. Até pela experiência que eu tenho já tive resultado negativo em outros clubes por chegar e querer estrear naquela ansiedade. Então eu vou usar isso e através do trabalho ver a hora certa de entrar e corresponder à altura”, explicou. Além disso, o jogador falta ser regularizado no BID, mas de acordo com a diretoria do Rio Negro, isso será resolvido até o final da semana.

Ídolo no gramados

Apesar de ser de São Paulo, o goleiro natural de Alambari, é figurinha tarimbada no futebol do Norte. Paredão chegou ao Remo em 2006, após fazer sucesso no ABC de Natal. Na época que chegou ao Remo, Adriano conta que a equipe passava por uma situação difícil na Série B do campeonato brasileiro.

“Em 2006, o Remo passava por um momento difícil da Série B, era o penúltimo clube no primeiro turno e graças a Deus fizemos um bom trabalho. Quando eu assumi a camisa 1, o Remo estava há nove jogos sem vencer. Nós vencemos o Marília e onde a minha carreira começou a crescer, a identificação com a torcida, quando fui considerado o melhor goleiro do Estado. Conseguimos se manter na Série B através de muito trabalho junto com toda a equipe”, disse.

Além da fama de paredão, Adriano tornou-se ídolo da torcida, por quem disse ter muito carinho. E esse carinho tinha um motivo em particular: o bom retrospecto em clássicos contra o Paysandu, maior rival do Remo. Dos 16 “ReXPas” em que atuou, venceu oito,  empatou seis e perdeu apenas duas partidas. E a esperança do goleiro é conquistar a torcida da mesma forma. “Espero que aqui no Rio Negro não seja diferente, que a gente possa com o trabalho conquistar um espaço e o carinho da torcida”, disse.

Mas o goleiro não atuou apenas no Pará. No ano 2000, Adriano desembarcou em terras barés onde atuou pelo Clíper. Depois ainda chegou a atuar no Fast, Rio Negro e São Raimundo.

Eu estava no Fast e, infelizmente, não chegamos ao nosso objetivo, que era chegar às finais e não e me fizeram um convite para vir para o Rio Negro. O time foi montado às pressas e, infelizmente, não conseguimos chegar ao nosso objetivo”, contou.

Conhecedor do futebol do Norte, Adriano vê que o esporte já evoluiu na região, mas acredita que ainda precisa crescer.

“ A gente está bem abaixo do que poderia render tanto no Pará como aqui no Amazonas, mas eu creio que isso vem mudando, né? Tenho acompanhado alguns jogos aqui e a gente vê a evolução das equipes e eu acho que precisamos profissionalizar as equipes, porque não adianta você ser semi-profissional. Ou você é profissional ou você é amador. Então, temos que profissionalizar todos os setores para que haja uma crescente no futebol” disse.




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