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NA PISTA

Sem equipe para 2019, Pizzonia busca possibilidades dentro ou fora da Stock Car

Aos 38 anos, o piloto definiu a temporada 2018 como a pior dos seus 28 anos de carreira no automobilismo 17/11/2018 às 14:13 - Atualizado em 18/11/2018 às 10:18
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Fotos: Divulgação
Jéssica Santos Manaus (AM)

“Um ano para esquecer”, assim o amazonense Antonio Pizzonia define o seu 2018 na Stock car. Correndo pela equipe Prati-Donaduzzi, o piloto marcou somente 22 pontos nesta temporada, que será encerrada no próximo dia 9 de dezembro, no autódromo de  Interlagos (SP). A temporada vai acabar, Pizzonia não fará mais parte da equipe Prati-Donaduzzi, e agora busca uma nova oportunidade, seja no Brasil, seja no exterior.

Foram quatro temporadas na equipe Prati-Donaduzzi, duas na estrutura da Mico’s Racing (2014 e 2015) e mais duas na R Mattheis (2017 e 2018), mas, no início deste mês, antes da etapa de Goiânia, a equipe anunciou o fim da parceria com o piloto amazonense, na página da empresa na internet.

“O Antonio é um piloto de qualidade excepcional e foi uma grande honra trabalhar com ele. Sem dúvida, é um profissional que tem portas abertas na minha equipe. Neste momento, em conjunto com a Prati-Donaduzzi, optamos por trazer um novo piloto, para experimentar caminhos diferentes em 2019, visando sempre a evolução constante do time”, afirmou o chefe de equipe, Rodolpho Mattheis.

A equipe também agradeceu o piloto pelos anos de parceria. “Gostaríamos de agradecer ao Antonio pelo trabalho realizado nessas quatro temporadas com a Prati-Donaduzzi. Ele foi o responsável pela nossa primeira vitória na categoria (em Santa Cruz do Sul, em 2014) e contribuiu muito para nosso crescimento e consolidação na Stock Car, em função da experiência que trouxe como piloto de Fórmula 1”, ressaltou Lucas Angnes, gerente de marketing da Prati-Donaduzzi.

Para não desacelerar

Agora  Pizzonia começa a saga para não ficar longe das corridas no ano que vem. Ao ser questionado se está conversando com outras equipes, buscando parceria o ano que vem, o piloto disse que sim. “Estamos conversando. Na Stock não tem muitas opções no momento, mas existe a expectativa”, comentou Antonio. Em geral, as equipes da Stock Car planejam o próximo ano com antecedência, então, para não ficar longe das pistas, o piloto disse que está buscando outras oportunidades no automobilismo.

“Estou vendo algumas opções fora do Brasil também, mas nada muito concreto no momento”, disse ele, ao destacar que as categorias IMSA e WEC são possibilidades, carros protótipos e corridas de longa duração, do tipo que Antonio costuma alcançar grandes resultados.

O que deu errado?

Diversos fatores atrapalharam Pizzonia e a Prati na temporada, como conta o piloto. “Não fomos competitivos durante o ano todo. Tivemos vários problemas mecânicos durante a temporada, sem contar os inúmeros erros da equipe durante os pit-stops. Até agora, esse ano foi a minha pior experiência no automobilismo desde a minha estreia em 1990. Ano para ser esquecido mesmo”, lamentou.

Passado brilhante

Antonio Pizzonia construiu uma carreira internacional no automobilismo. Nas categorias de base, foi tricampeão paulista e campeão brasileiro de kart. Em 1997, fez sua primeira temporada na Europa, terminando o ano como vice-campeão da Fórmula Vauxhall Junior, depois participou de diversos outros campeonato.

Em 2002 o brasileiro assinou seu primeiro contrato com a F1, para ser piloto de testes da Williams. Um ano depois disputou sua primeira temporada como piloto titular da F1, na equipe Jaguar. Em 2004 participou efetivamente de seis corridas. Em 2006, participou de todo o campeonato pela Williams, terminando na 10ª posição.

Em 2007 estreou na Stock Car. Em 2008 foi contratado para a temporada de estreia da Superleague Formula, e em 2010, Pizzonia retornou ao Brasil e fez uma temporada completa na Stock Car.

No ano de 2013, ele participou da temporada completa da Grand-Am pela equipe Michael Shank Racing, além de disputar provas do Mundial de Endurance (WEC) pela equipe oficial da Nissan, ADR-Delta, com direito a uma vitória nas Seis Horas de Silverstone. Na Stock Car teve sua primeira vitória em 2014, em Santa Cruz do Sul.

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