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Ala amazonense que atua nas seleções de base e principal festeja bom momento

Pimpolho é apontado como uma das novas promessas do futsal brasileiro e tem encantado dirigentes da Confederação Brasilera e o craque Falcão 02/01/2015 às 17:34
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Habilidade e alto astral são algumas das marcas registradas do ala Pimpolho
Anderson Silva Manaus (AM)

Mal sabia o jovem Luiz Henrique, 19, que o apelido Pimpolho, recebido ainda com sete anos de idade, iria “correr” as quadras de futsal do Brasil e do mundo. As estripulias feitas quando criança e a inquietude de manter os pés dentro de casa renderam a “homenagem” aliada ao estouro da  música “Pimpolho”, da banda Art Popular.

“Eu não era fácil em casa; aí meu padrinho me apelidou e pegou”, sorri Luiz Henrique, que o Brasil conhece como Pimpolho.

Assim como a música relata, ele é um cara bem legal. E a vida tratou de copiar a arte e deu um dos mais belos presentes ao cara legal amazonense: a dupla convocação para a seleção brasileira Sub-21 e principal e o convite para integrar o time do maior ídolo do futsal Brasileiro, o craque Falcão.

“Os diretores da seleção brasileira me viram jogar quando eu defendia o Goiás e perguntaram de mim de onde eu vinha. Um mês depois recebi o convite para integrar a seleção Sub-21. Como tinha dois amistosos acabei participando da seleção principal”, contou o ala que defendeu o Goiás de 2011 a 2013.
No primeiro dia da apresentação, o jovem atleta, ainda com 18 anos, teve uma surpresa inesperada.

“Na apresentação eu fui para o hotel. Peguei a chave e não estava conseguindo abrir a porta. Depois de tentar muito e bater, abriram a porta e quando vi era o Falcão abrindo a porta com a cara de sono. Ele olhou pra mim e disse: “Entra aí, moleque”. Fiquei meio perdido. Se eu soubesse que era o Falcão que estava no quarto eu teria ficado no corredor esperando ele acordar”, conta Pimpolho, que precisou de horas para se convencer que o maior ídolo estava dividindo o quarto.

“Ir pra seleção já é um sonho e ficar concentrado com o Falcão... eram duas coisas que não esperava tão cedo. Vivi as cinco primeiras horas com timidez e vendo que o meu ídolo estava ao meu lado. Depois de algum tempo nos estávamos brincando um com o outro”, disse.

Na mesma concentração, o craque brasileiro fez um convite para o jovem participar do projeto que estava prestes a ser lançado.

“Quando estava no Goiás jogamos contra o time dele (Falcão) e perdemos por 4 a 3, e eu ainda fiz os três gols da equipe. E topei na hora o convite para integrar o time de Sorocaba (SP), o Brasil Kirin que é o time do Falcão”, contou o atleta.

Ainda no primeiro ano com a seleção brasileira de futsal, Pimpolho conquistou o Campeonato Sul-Americano Sub-20 de Futsal e hoje é visto como uma das grandes promessas do futsal brasileiro.

‘Mae’ incentivadora
O sucesso de Pimpolho se deve a uma pessoa que “lutou” para que o jovem se tornasse a potência no futsal.

Sizia Freitas, professora de Ensino Fundamental da escola pública é o “anjo” do jovem atleta. Foi ela que decidiu investir no garoto.

“Ele veio através dos meus filhos que jogavam bola juntos. Me informaram que ele jogava muito e conversei com a mãe dele para trazer ele pra casa.  Nesse tempo ele estava afastado da escola e passou a ficar em casa. A mãe dele trabalhava muito e não tinha tempo de dar muita atenção para os filhos, são cinco, e o pai abandonou a família. A mãe dele me viu como uma luz e hoje cuido dele, mas temos uma boa relação e ele gosta muito dela”, disse.

Em meio às idas e vindas por diversos clubes do Brasil, Sizia revela que as dificuldades sofridas por Pimpollho para se tornar um jogador de qualidade quase foram interrompidas pela própria vontade do jovem.

“Ele jogou no Vasco, ficou por lá alguns anos. Mas tinha dificuldade de se alimentar por conta dos treinos e o Rio de Janeiro é muito perigo. Antes disse ele foi para o Goiás tentar o futebol de campo, nós ajudávamos”, contou Sizia que, junto com o marido Antonio Jorge, insistiu para que Pimpolho tentasse a sorte mais uma vez no time goiano.

“O treinador do Goiás ligou pedindo para ele voltar para o time de futsal. Ele não queria ir por conta das dificuldades que já passou. Nisso ele foi, arrebentou na liga futsal e a chamou atenção da seleção e do Falcão”.

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