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Princesa do Solimões

Alberone fala sobre a receita para conseguir passar de fase na Série D

Questionado pela experiência, já que é treinador há dois anos e sem um resultado expressivo, Alberone sabia que a tarefa não seria fácil 27/06/2017 às 15:22
Show alberone
(Foto: Evandro Seixas)
Camila Leonel Manaus (AM)

Um vendedor de ideias, é assim que o técnico Alberone define o trabalho de treinador. E é o que ele tem feito à frente do Princesa do Solimões desde que assumiu o time: fazer o grupo acreditar que dá para chegar longe. O primeiro passo foi concluído no último domingo: passar de fase na Série D.

Mas um bom vendedor é aquele que consegue convencer as pessoas, desafio que o técnico tenta superar desde que assumiu o time no início da temporada, quando chegou no Tubarão. Questionado pela experiência, já que é treinador há dois anos e sem um resultado expressivo, Alberone sabia que a tarefa não seria fácil. Com passagem pelo Nacional Borbense nos times de base e profissional, quando disputou a Copa Amazonas de 2015, em 2016, foi para o São Raimundo, onde terminou o campeonato na quinta colocação. Porém no Tubarão, a situação seria diferente: calendário cheio e com competições nacionais. Sobre a guinada de chegar tão rápido a competições nacionais, ele disse que esperava esse salto na carreira, mas sem esquecer que não só ele quanto os jogadores precisavam provar algo.

“Quando cheguei aqui em relação ao parâmetro do ano passado, o Princesa tinha uma folha salarial enorme que girava em torno de R$ 120, R$ 130 mil e a gente já sabia  das dificuldades, já sabia que não seria uma tarefa fácil. A gente sabia que teria que estar provando algo todo o tempo. Eu como treinador e eles como jogadores”, explicou o técnico, que  conta com um elenco composto principalmente por jogadores da região, a maioria velhos conhecidos da torcida amazonense.

“Do nosso elenco, 90% é regional e a gente abraçou a causa. A cada dia  a gente coloca na cabeça deles que a gente tem que dar uma resposta para o torcedor amazonense, que é um torcedor inteligente e exigente”, acrescentou.

E a resposta tem vindo dentro de campo, principalmente quando o Princesa joga no Gilbertão. Dos oito jogos que fez no Barezão - competição que terminou em terceiro lugar - o Princesa perdeu apenas um. Na Série D, o aproveitamento é ainda melhor: três jogos, três vitórias, sete gols marcados e nenhum sofrido. Além da força dentro de campo, o treinador destaca que a torcida também acreditou no time mesmo com as limitações do plantel. “A torcida abraçou a causa nossa. Sabe das nossas limitações, mas a gente, jogo a jogo, conseguiu subir degrau por degrau. Eles sabem da limitação que a gente tinha mas, ao mesmo tempo acreditaram no nosso trabalho”, elogiou.

Filosofia

Mas qual é a ideia que Alberone tanto prega para seus comandados? A resposta é imediata: o conceito de time.

“Uma das características do Princesa é que nós não temos nenhuma estrela no nosso grupo. Então quando você coloca para o grupo que você não tem estrela e que precisa trabalhar as nossas limitações, fica mais fácil de trabalhar. O grupo tem uma qualidade muito grande, jogador a jogador. O treinador é um vendedor de idéias e eles compraram a minha idéia tanto de sistema tático quanto técnica”, declarou o treinador

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