Quinta-feira, 21 de Novembro de 2019
Craque

Além da fronteira: Vai nascer um campeão?

Atlético-MG vai ao Paraguai para enfrentar o Olimpia, no primeiro round rumo título inédito da Libertadores



1.gif Galo conta com o talento de R10 e com o retorno do zagueiro Réver
17/07/2013 às 12:48

A semente do tão aguardado grande título do Atlético-MG foi plantada há pouco mais de um ano. Mais precisamente no dia 8 de junho de 2012. Foi nesta data que, “desquitado” com o Flamengo, o craque Ronaldinho Gaúcho acertou seu casamento, após curtíssimo namoro, com o Galo de Belo Horizonte. Desde então, o que era improvável para muitos passou a ser um relacionamento estável de amor e sucesso.

O primeiro fruto quase veio no ano passado mesmo, mas o clube terminou o Brasileirão em segundo lugar. A posição interessante valeu o direito de retornar a Taça Libertadores da América após sete anos. No primeiro semestre de 2013, a conquista do 42º título estadual foi apenas uma ultrassonografia se comparado a sensacional campanha na primeira fase da Libertadores – a melhor entre os clubes que a disputavam. Mas, hoje, às 20h50 (Manaus), contra o Olimpia do Paraguai, no estádio Defensores del Chaco, em Assunção, o time de maior torcida de Minas Gerais dá início ao “parto” mais esperado de sua história: a conquista da América.



Mesmo com um time estrelar, comandados pelo gênio Ronaldinho Gaúcho, e invicto dentro de casa, no estádio Independência, contrações não faltaram na “gestação”. Nas duas últimas fases, quartas e semifinal, o braço do goleiro Victor foi sentido pelos adversários ao defender penalidades decisivas, contra o Tijuana (quando salvou o time da eliminação nos acréscimos do tempo regulamentar) e diante o temido Newell's Old Boys, quando a classificação para a final de hoje à noite foi decidia nos pênaltis.

Para “parir o rebento” tão esperado, o Galo mineiro terá que mostrar sua força diante 32 mil torcedores rivais e um time que luta pelo aumento de sua prole de títulos da Libertadores de três para quatro. Diferente das outras fazes eliminatórias do período “pré-natal” atravessadas pelo Atlético-MG, fecundar um gol – ou mais - na baliza do goleiro Martín Silva não tem peso dobrado. Mesmo assim o técnico Cuca – o pai da criança, que ontem foi chamado de “pé frio” pela Fifa – pensa em levar para a “mesa de parto”, confirmada para o Mineirão, na semana que vem, um grande resultado. Sem poder contar com a revelação Bernard, suspenso, o treinador terá o retorno do zagueiro Réver.

Empolgada e confiante, a fanática torcida atleticana nem esperou o resultado da partida de hoje e já faz fila na bilheteira do Mineirão. Ela tem certeza que o “filho” nascerá, jogando com a soberania da primeira fase ou no sufoco como nas duas últimas etapas. Nem mesmo o fato dele ter “a cara” de Ronaldinho Gaúcho importa.


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