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Esportes
RUMO À FRANÇA

Amazonense conquista vaga para o Mundial de Ironman 70.3, na França

O triatleta André Martins conseguiu se inscrever na competição e agora vai batalhar por patrocínio para ir ao Mundial 12/08/2018 às 06:10
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Foto: Antônio Lima
Jéssica Santos Manaus (AM)

Ele está com a vaga garantida para o Mundial de Ironman 70.3, que será realizado em setembro de 2019, em Nice, na França. Ele é o jovem triatleta André Martins, que, aos 23 anos, vai realizar um sonho antigo – competir entre os melhores triatletas do mundo, numa das provas mais esperadas do triathlon mundial. André conquistou a vaga no último final de semana, no Ironman 70.3 Maceió, e agora vai buscar patrocínio para custear a viagem ao Mundial, e se tornar o primeiro amazonense a ir para a competição. 

Raça e sorte

Ao todo, 1.500 atletas de 14 países participaram da etapa do Ironman 70.3 Maceió, que distribuiu somente 30 vagas para o Mundial Ironman 2019. André ficou em sétimo lugar na sua categoria (18-24), com o tempo de 4:32:09. Na sua categoria, havia somente uma vaga, mas André não perdeu as esperanças, e ficou com a vaga porque os atletas que chegaram à sua frente não atenderam à chamada para a inscrição, feita durante a premiação. 

“Fui para lá com o objetivo de conseguir a vaga, e, no decorrer da prova, não consegui fazer o tempo que eu esperava, não consegui me posicionar melhor na categoria, mas estava com esperança de que na ‘rolagem’ das vagas, eu ia conseguir, então foi uma sensação bem legal de que eu cumpri o meu objetivo, não da forma como eu imaginava, mas consegui a vaga pro Mundial”, destaca André. 

Agora, com a vaga assegurada, André pretende conseguir patrocínio para participar do Mundial na França. “Vou buscar apoio para conseguir ir pra prova; vou procurar outros meios também de conseguir recursos, fazer feijoada, meu trabalho mesmo e, assim, vou me programar direitinho pra ir, para representar o Amazonas e o Brasil lá, já que tenho mais de um ano pra me organizar para a viagem, para a prova, já que o Mundial será só em setembro de 2019”, destaca o triatleta.

Tudo novo

André é um triatleta experiente, venceu a Primeira Etapa do Campeonato Amazonense de Triathlon, foi o melhor atleta amador do Sesc Triathlon Manaus, que aconteceu em julho, também se destaca em provas de ciclismo há anos, mas, apesar de toda a sua experiência, disse que a prova de Maceió foi a sua primeira competição de triathlon fora do Amazonas, que essa foi sua primeira prova de Ironman 70.3 e disse que nunca tinha feito uma competição no mar.

“Em princípio, não senti dificuldades no treino no mar, senti que a água é mais leve pra nadar, porém, na hora da prova, na confusão da largada, bateram no meu olho, e isso complicou porque caíram os óculos e deu reação alérgica no meu olho, então, no ciclismo, acabei segurando um pouco mais, e meu resultado foi abaixo do esperado, mas na corrida deu pra recuperar bem”, explicou.

Sonho antigo

André iniciou no triathlon com apenas 14 anos, em 2009, e sempre teve o sonho de vivenciar o Mundial de Ironman. “Inicialmente a gente sempre tem esse sonho de ir a um mundial, ou Kona ou o Mundial 70.3. Ainda não foi para o Mundial de Kona que eu consegui ir, foi para o ‘Half-Iron’, que será em Nice, mas será incrível, o percurso é muito legal, muito bonito, mas eu  ainda busco o sonho do Ironman ‘Full Iron’”, destaca André. 

Mas esse sonho de ser oficialmente um ‘homem de ferro’, disputando a distância que é o dobro do Ironman 70.3, ainda vai demorar um pouquinho para ser realizado. “Eu não pretendo fazer tão cedo um ‘full’ porque pela minha idade quero buscar o máximo de currículo possível, fazer o máximo de Ironman 70.3 que eu puder, para só então partir para distâncias mais longas ainda. Acredito que preciso ficar mais competitivo para isso”, disse.

Equipe compete unida

Dos 39 triatletas que foram à Maceió, 14 deles eram da equipe Pit Tri, que participa sempre unida das provas fora do Amazonas. “Gostamos de combinar para fazermos as provas porque um pode dar apoio para o outro. Para essa prova, foram as famílias de dois atletas, além de mim e do ‘Coronel’, que também é técnico, e isso foi legal porque fizemos torcida e demos apoio aos atletas”, disse João Pereira, o ‘Pit’, técnico da equipe. Para ele o resultado da equipe foi satisfatório.

“No geral, foi tudo dentro do esperado. Claro que alguns tiveram alguns errinhos de atletas na prova, mas ninguém foi punido, todo mundo foi muito bem. As nossas atletas se destacaram, fizeram abaixo de 6 horas, Dadá e Rafaela, e os demais também foram muito bem, incluindo os estreantes na prova”, finaliza João. Agora, a equipe que treina unida e viaja unida, já pensa no próximo destino: o Ironman 70.3 Argentina. “Vamos fazer as provas de Manaus, mas já temos atletas inscritos para a prova de Buenos Aires”, disse João.

Papo de Craque

Por Jéssica Santos: Ir ao Mundial de Ironman é para poucos. E, para o Amazonas,  uma classificação é algo histórico. O Mundial de Ironman, que acontece no Havaí, por exemplo, o mais sonhado pelos triatletas, só recebeu até hoje o amazonense Carlos Dinelly, com três classificações consecutivas, nos anos de 96, 97 e 98. Quanto ao Mundial de Ironman 70.3, André é um dos primeiros a conseguir vaga. Alexandre Peres, que é baiano, mas reside em Manaus, também conseguiu vaga para o Mundial que acontece nos dias 1 e 2 de setembro, na África do Sul. Além dos dois, tenho orgulho de também ter me classificado em 2012, com o 3º lugar no Ironman 70.3 Miami (cat.25-29). Fiquei animada, fiz a inscrição, mas não fui ao Mundial de Ironman para ir ao Mundial da ITU, a organização internacional da modalidade. No final, apesar das dificuldades para conseguir a vaga e pagar os custos da viagem, vamos torcer que André e outros amazonenses realizem o sonho de competir entre os melhores dos melhores.

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