Sexta-feira, 23 de Agosto de 2019
Craque

Amazonense do infantil do Fluminense busca realizar seus sonhos no Rio de Janeiro

Hugo Pantoja, amazonense de 14 anos que mudou junto com a família para Xerém, no Rio de Janeiro, luta pelo sonho de ser um jogador profissional



1.gif Victor (com 11 anos na foto), com Marcelo, que também foi da base do FluArquivo Pessoal
07/10/2014 às 12:17

Nove entre dez brasileiros sonharam um dia em ser um jogador de futebol. Porém, além do talento necessário a todo garoto que sonha em brilhar nos gramados, há um fator que pode ser determinante no sucesso de qualquer um deles: o apoio total e irrestrito da família.

No caso de Victor Hugo Pantoja, amazonense de 14 anos que mudou para Xerém, no Rio de Janeiro, lutando pelo sonho de ser um jogador profissional nas categorias de base do Fluminense, é exatamente esse apoio que tem feito a diferença.

O sonho do jovem camisa 11 do infantil do Tricolor das Laranjeiras, que vem se tornando realidade à medida que ele cresce dentro do clube (já são três anos e um título carioca no currículo), é compartilhado pela família, que não mede esforços para acompanhá-lo.

Quando, indicado pelo olheiro Paulinho Nascimento para uma peneira no Fluminense, Victor passou nos testes e ganhou vaga na equipe de base do Flu, sua avó se mudou para morar com ele em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro.

Mas a saudade do restante da família batia forte. Depois de dois anos morando apenas sem os pais, foi a vez de pai e mãe deixarem tudo para trás em Manaus e seguirem rumo à Cidade Maravilhosa. “Filho nosso a gente quer perto, né? A gente ficava longe, sabia da saudade, mas partia dele a vontade de ficar”, diz o pai, que foi considerado “maluco” por alguns colegas de trabalho.

“Eu tinha avisado na empresa e perguntaram o motivo e quando eu falei, me chamaram de doido, de maluco. Eu estou arriscando, mas não tenho medo de errar”, diz o pai-coruja, que por sua vez também quis ser jogador de futebol, mas conta não ter tido tantas oportunidades quanto o filho. “Eu acredito muito no futuro dele como jogador”, fala Cleuto.

No Rio de Janeiro, o casal vive com o filho próximo ao Centro de Treinamento do Fluminense em Xerém, na subida da Serra Fluminense. Ainda sem trabalho formal, os pais de Victor Hugo, que recebem ajuda de familiares e guardaram dinheiro para se manter um tempo no Rio, fazem a maior questão de ver os treinos do filho. E mesmo quanto este se dá de portões fechados.

“Nós não temos autorização para acompanhar os treinos dentro do CT. Então a gente vai pro muro do lado de fora, levamos um banco, uma cadeira, e assistimos ao treino do lado de fora”, diz o pai dedicado, que ainda filma os treinos do filho para apontar-lhe os erros mais tarde. É, parece que se um dia o garoto deslanchar para os melhores clubes de futebol do mundo, vão ter que alugar um quarto pra família inteira na Europa.

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