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Esportes
FORTALECIMENTO

Amazonense ganha dois novos campeonatos e comemora sucesso das categorias inéditas

Federação Amazonense de Futebol (FAF) comemora o sucesso dos campeonatos das categorias Sub-11 e Sub-13 17/07/2018 às 03:32 - Atualizado em 17/07/2018 às 09:48
Show guerreirinhos
Foto: Divulgação
acritica.com Manaus (AM)

No último fim de semana foram conhecidos os campeões amazonenses Sub-11 e Sub-13. O grande vencedor foi o Guerreirinhos, que levou o título na Série Ouro das duas categorias. Já nas Séries Prata, o São Raimundo faturou no Sub-13 e o Tarumã no Sub-11. Em mais de 100 anos de Campeonato Amazonense, esta foi a primeira vez que o estadual contemplou as categorias como parte de um projeto para fortalecer a base no Estado e, a médio e longo prazo, abastecer os times profissionais do Amazonas com talentos locais.

Cada competição contou com oito equipes vindas das bases de times profissionais e também de escolinhas franqueadas de times como Flamengo, Fluminense e Santos. As medidas do campo e traves também foram adaptadas. Se em um jogo oficial o campo mede 105 por 78 metros na competição os campos foram reduzidos para 70x50 metros. Já as traves passaram de 7m15 para 5m2. Outro diferencial foi a criação das Taças Ouro e Prata, que visava premiar mais times como forma de incentivar os jogadores.

“Do primeiro ao quarto colocados nós criamos a Taça Ouro, já do quinto ao oitavo, disputaram a Taça Prata para dar mais oportunidade para que as crianças se sintam valorizadas e acabou que todos foram premiados”, explicou o Coordenador de Categorias de Base da Federação Amazonense e Futebol (FAF), Thiago Durante que também destacou a boa presença do público nas finais que aconteceram no estádio Carlos Zamith, Zona Leste de Manaus.

“Tivemos um bom público de mais de mil pessoas e a resposta foi positiva, Era uma torcida composta a maioria por pais e esse prestígio vem coroar a final”.

O técnico do Guerreirinhos, Jairo Seixas já está acostumado a participar de competições com as suas equipes de base, mas reconheceu a importância que o Amazonense tem na formação de um atleta. o Guerreirinhos, que é uma escola franqueada do Fluminense, levou a Taça Ouro nas duas categorias.

“Foi uma ideia genial porque em todo o Brasil já temos competições sub-9, Sub-11 e Sub-13, inclusive alguns atletas nossos viajarão para fazer testes no Fluminense justamente visando as competições de base no Rio de Janeiro e os meninos entenderam a ideia. Voltamos a treinar impedimento, já que era um campeonato com essa regra e deu tudo certo. Ganhamos as duas categorias invictos”, destacou o técnico. No Sub-11 foram oito vitórias e um empate, no Sub-13, nove vitórias em nove jogos.

No caso do São Raimundo, a escolinha começou do zero e conseguiu chegar às semifinais do Sub-11 e conquistou a Taça prata no Sub-13, um orgulho para Cícero Júnior, que coordena a escolinha do time colinense.

“A experiência foi a melhor possível. A maioria dos nossos jogadores nunca participaram de um torneio oficial e a experiência foi muito importante para usar na formação desses meninos. O objetivo maior da escolinha é suprir a carência que o São Raimundo tem nas categorias de base e chegamos à semifinal no Sub-11 e final Prata no Sub-13 com os atletas se sentindo valorizados”, explicado.

Para o ano que vem, a FAF espera implantar a categoria Sub-9 também utilizando o campo de jogo reduzido. Já o Campeonato Sub-13 terá a mudança nas medidas do campo, que passará a ser as mesmas de um campo oficial, deixando apenas o Sub-11 e o Sub-9 com o campo reduzido assim como foi no ano de 2018.

Um projeto a longo prazo

Apesar de ser a primeira edição do Sub-11 e Sub-13, o projeto de implantar campeonatos para fortalecer a base começou há cinco anos com reuniões, planejamento e cursos em outros estados para fortalecer o processo de formação de novos jogadores.

“Nós exigimos que os clubes deveriam ter categorias de base, caso o contrário não participariam dos torneios profissionais. O Thiago Durante fez cursos na Federação Paulista de Futebol justamente para integrar essa parte da base e com os campeonatos de base contemplamos cerca de 800 crianças”, explica o presidente da FAF, Dissica Valério Tomaz. Ele espera que daqui a alguns anos, o Amazonas consiga ter jogadores formados.

“É um trabalho que começou dando certo e daqui uns cinco anos eu espero que os clubes aproveitem essa molecada nos seus times para que, quem sabe, a gente possa sair dessa inércia de não sair da Série D e ter essa mão de obra porque se há 20 anos tínhamos craques amazonenses quando Manaus tinha 600 mil habitantes, porque não poderemos ter hoje que temos mais de 2 milhões?”.

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