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Amazonense já está na Índia, onde vai disputar uma ultramaratona de 200km

Maria Rita de Cássia, que viajou pela primeira vez ao país, contou para o CRAQUE como está sendo esta grande aventura 20/01/2015 às 08:47
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Maria Rita se espantou com a "muvuca" que é a Índia
Lorenna Serrão ---

Após encarar 22 horas de voo e mais 5 horas de estrada, a amazonense Maria Rita – única brasileira inscrita para participar da ultramaratona Índia Race - já está na cidade de Munah, na Região de Kerala, no Sul da Índia. Ao lado de grandes maratonistas, a atleta, que desembarcou no domingo (18) em solo asiático, se prepara para encarar uma prova com percurso de 200 km que começa amanhã e termina apenas no domingo (25).

Maria Rita, que  já participou da corrida "Vale da Morte", na Califórnia, nos Estados Unidos, disse que conhecer a Índia era um sonho antigo que ela começou a realizar nesta segunda-feira (19). A amazonense declarou que ficou encantada com a simplicidade do povo, mas que a agitação de Munah a deixou bastante assustada.

“Sempre gostei da cultura indiana, gosto muito das músicas e tinha um sonho de fazer essa viagem. Em 2013, pesquisando sobre ultramaratonas, encontrei a Ultra Índia Race. Entrei em contato, solicitei o visto e este ano deu tudo certo. Estou aqui!”, comentou.

“A Índia ainda é um País que assusta pela extrema pobreza. Muitos corredores de longa distância não se aventuram. As ruas da cidade são sujas, o rio tem um cheiro ruim, mas há uma magia que paira no ar, as pessoas são muito simples. O que me assustou foi a agitação, o barulho, eu não sei como eles conseguem se entender (risos)”, completou.

Sobre a ultramaratona, Maria Rita revela que sabe que vai ser bem difícil, mas que se sente pronta para completar o percurso. “Estou preparada, mas admito que correr em média 40 km todos os dias, subindo montanhas, não será fácil. Mas vou lembrar que foi bem complicado chegar até aqui e isso com certeza irá me ajudar a seguir em frente”, afirmou.

Com 9 horas de diferença, Maria Rita acredita que o fuso horário não atrapalhará o seu desempenho. “Nada vai tirar a minha concentração, nem o fuso horário. Estou aqui para viver um momento único, participar de uma das maiores provas de longa distância. Corre em mim o sangue caboclo e isso fará toda diferença”,  acrescentou.



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