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Amazonense Marcelinho, ídolo do Ludogorets, da Bulgária reencontra o ‘Colosso do Norte’

Em papo na Arena da Amazônia, o meia-atacante, que ganhou notoriedade mundial depois de balançar as redes do todo poderoso Real Madrid pela Liga dos Campeões, revelou o desejo de atuar pela seleção do Leste europeu, assim que completar cinco anos atuando na Bulgária 02/01/2015 às 18:31
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Marcelinho bateu bola na Arena da Amazônia
Denir Simplício Manaus (AM)

“Bbnrapckn haynohaneh ot6op no oyt6on” Calma, caro leitor, não foi um erro de diagramação do jornal. Nós, do CRAQUE, sabemos que a maioria não deve entender nada do que está escrito na primeira frase deste texto. Mas para um atleta nascido e criado nas ruas do bairro da Terra Preta, no município de Manacapuru (distante 68 quilômetros de Manaus) ela não só faz muito sentido, como também é um sonho que não deve durar muito para ser realizado.

“Seleção Búlgara de Futebol”, eis a tradução que Marcelo Nascimento da Costa ou, simplesmente Marcelinho, ídolo do Ludogorets, da Bulgária, revelado no Rio Negro, sabe de cor. O jogador amazonense passa período de férias em sua cidade natal e aproveitou para visitar a Arena da Amazônia e conversar com o CRAQUE sobre suas metas para o futuro e o sonho de jogar pela Seleção da Bulgária.

O meia-atacante, que ganhou notoriedade mundial depois de balançar as redes do todo poderoso Real Madrid pela Liga dos Campeões, revelou o desejo de atuar pela seleção do Leste europeu daqui a um ano e meio, assim que completar cinco anos atuando na Bulgária.

“O país me acolheu muito bem. Tenho muito carinho pela Bulgária. Estou há três anos e meio lá e sonho em vestir a camisa da seleção búlgara. Existe a regra da Fifa que diz que um atleta só pode vestir a camisa de uma seleção depois de cinco anos atuando no país. Então daqui a um ano e meio eu estarei apto a vestir a camisa da Bulgária”, relevou.


Marcelinho foi revelado pelo treinador Mirandinha, que o levou para o time júnior do Rio Negro, no ano 2000. Em 2002 o meia-atacante foi tentar a sorte em São Paulo. Um imbróglio com o Galo acabou atrasando o desenvolvimento da carreira do atleta, que passou cerca de dez anos por clubes do interior paulista antes de acertar sua ida para a Europa.

“Saí do Bragantino direto para a Bulgária. No começo o frio era a maior dificuldade, mas fora isso, ocorreu tudo bem”, afirma o ídolo do Ludogorets.

De contrato renovado até 2017, o jogador goza tranquilas férias ao lado dos amigos e familiares fugindo do rigoroso inverno do Leste da Europa. Como tem duas folgas durante a temporada, o atleta passou por Manaus em junho, durante a Copa do Mundo. Porém o meia-atacante não assistiu a nenhuma partida na Arena da Amazônia, mas achou o local muito bonito. “Não vi nenhum jogo no estádio, mas visitei a Arena com um amigo jornalista búlgaro em um treino da Seleção da Inglaterra. Preferi ver os jogos daqui (Manacapuru) pela televisão. Mas a Arena ficou linda. Estádio padrão Fifa mesmo”, disse.

Marcelinho revelou outro sonho, o de jogar no novo estádio com a camisa do clube do coração, antes de encerrar a carreira. “Pretendo encerrar a carreira jogando em alto nível. Talvez daqui a cinco anos. Mas desejo voltar e terminar minha carreira pelo clube que sempre torci. Sou Tubarão e quero jogar na Arena com a camisa do Princesa do Solimões um dia”, profetizou o camisa 84 do Lodugorets, da Bulgária. 


Futebol baré nos planos futuros


O filho de Manacapuru confessou que não acompanha muito o futebol amazonense. Mas sempre que pode, procura saber notícias do Princesa.

“Vou ser sincero. Não acompanho muito o futebol do Amazonas. Só o Princesa mesmo, pois é o clube da minha cidade. Sempre que posso procuro saber como anda o clube” disse o jogador, que lembrou do amigo e técnico Marquinhos Piter.

“Procurei ter mais notícias do Princesa esse ano (2014) durante o Campeonato Amazonense em que o Marquinhos estava no comando do time. Eu cheguei a jogar com o Marquinhos na época do Rio Negro. Eu estava com  16 anos e ele estava parando de jogar”, relembrou.

Se dizendo muito feliz com a atual fase do futebol manacapuruense, Marcelinho comentou o fato da dupla Princesa do Solimões e Operário estarem na elite do futebol amazonense no Estadual deste ano.

“Fico muito feliz que os dois clubes da cidade estejam se destacando no futebol amazonense. Isso só prova que Manacapuru tem bons jogadores de futebol e merece estar na elite do futebol local”.

Apesar da grande rivalidade entre Tubarão do Norte e Sapão da Terra Preta, Marcelinho revelou ter um grade carinho pelos dois clubes. Muita gente não sabe, mas antes de passar pelo Rio Negro, o meia-atacante jogou tanto no Princesa, como no Operário de Manacapuru.

 “Torço para ambas as equipes conseguir ter bons resultados. Mas é claro que sou Tubarão, afinal, eu joguei aqui e, apesar de ter atuado pelo Operário quando o clube ainda era considerado time amador, sou torcedor do Princesa”, brincou.

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