Terça-feira, 03 de Agosto de 2021
Superação

Amazonense supera adversidades e brilha mundo afora com o jiu-jístu

Com problemas na saúde dos pais, Samuel Nagai, achou na modalidade, um escape para transformar sua vida



WhatsApp_Image_2021-06-24_at_20.02.45_520A3C64-6029-465F-AC1A-2043BBF87B8D.jpeg Foto: Divulgação
24/06/2021 às 20:05

A vida é cheia de obstáculos e você tem que 'treinar' muito para ser forte e vencer cada um deles. A sua dor precisa virar motivação! Foi o que fez o amazonense Samuel Nagai, lutador de jiu-jístu, que superou problemas familiares e ‘rodou’ o mundo com a modalidade. De volta a Manaus, ele projeta suas disputadas para o segundo semestre do ano de 2021.

Natural de Maués (distante 276 km de Manaus), Samuel Nagai, desde pequeno foi influenciado pelo irmão, Jackson Nagai, a praticar o jiu-jítsu. Aos sete anos de idade, Samuel e a família se mudaram para o Japão, no intuito de começar uma nova vida, mas alguns problemas começaram a surgir. 



"Em 2009 aconteceu muitas coisas difíceis na nossa vida no Japão. Meu pai na época foi diagnosticado com esquizofrenia e minha mãe com uma doença muito rara, que se chama púrpura. Naquele período, foi muito difícil, pois meu pai ficou agressivo e minha mãe sofria por agressão. Daí meu irmão tomou a iniciativa de iniciar no jiu-jítsu para proteger nossa mãe. Eu ‘vivia’ em hospício, por conta do meu pai, e no hospital, com minha mãe. Meu irmão decidiu me levar para praticar a arte com meus 10 anos de idade, desde então não parei", desabafou. 

Depois de quatro anos bem difíceis, o seu pai quando melhorou, acabou abandonando a família. O atleta não se abateu. Vestiu o quimono e, através da modalidade, se transformou em um homem persistente e decidido em seguir a carreira, que virou até mesmo, um grande divisor de águas em sua vida. 

"O jiu-jítsu me ajudou de muitas formas. Desde os 12 a 13 anos meu irmão me incentivava muito, ele me acordava às 5h para treinar. Eu treinava pesado, começa às 18h até às 22h, isso todos os dias da semana. Então o jiu-jíitsu me tornou o que sou hoje: corajoso, independe, confiante e persistente", contou. 

"Se a vida te dê um limão, faça uma limonada", no caso, do mauaense, todo passado sofrido, foi transformado em medalhas. O faixa preta é 5x campeão amazonense (3x categoria, 2x absoluto), campeão brasileiro (Cbjje), campeão Rickson Cup 3x, possui dois cinturões do F2w do Estados Unidos ( peso 69kg) / ( peso 76kg), foi terceiro colocado no ranking da Flograppling faixa preta (mundialmente peso 69kg), campeão mundial 2017 e 2018 em Long Beach (Califórnia), além de ser campeão mundial faixa azul e roxa. 

Projeção

Na capital do Amazonas, Samuel, planeja seu calendário de lutas. Como esse ano é seu primeiro com a faixa preta, ele pretende lutar contra os melhores de sua divisão. 

"Em setembro vai ter o Panamericano nos Estados Unidos e o Mundial está marcando para dezembro, então, quero me preparar bem, para chegar lá e representar o Amazonas. Fora as lutas casadas que acontecem nos Estados Unidos. Estou focado nas disputas", finalizou.

Repórter

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