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Amazonenses conquistam o segundo lugar em Campeonato Brasileiro Infantil de Triathlon

Eduarda e Fernanda competiram no último domingo (15) em Caiobá, Paraná. Foi a estreia das duas em competições da modalidade 17/11/2015 às 12:08
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Eduarda ficou em segundo lugar na categoria 10 anos e Fernanda ( de capacete) foi vice-campeã na categoria nove anos
Camila Leonel Manaus (AM)

Eduarda Córdova, de 10 anos, e Fernanda Sasai,9 anos, participaram, no último domingo (15), do Campeonato Brasileiro de Triathlon Infantil, em Caiobá, Paraná.  Foi a primeira vez que as duas meninas participaram de uma competição de triathlon e o resultado foi o segundo lugar para Fernanda, na categoria nove anos, e para Eduarda, na categoria 10 anos. Elas começaram na natação, mas se interessaram também  pela corrida e pelo ciclismo.

Eduarda e Fernanda treinam na Aquática Amazonas e têm em comum o incentivo por parte da família, mas além do incentivo, elas têm o exemplo dos pais já que o pai de Eduarda, Alcides Córdova, e a mãe de Fernanda, Yuri Sasai, são triatletas. Fernanda competiu na categoria nove anos e no mesmo dia, a mãe dela também competiu em um campeonato de triathlon adulto que aconteceu paralelamente.

Yuri, começou a nadar aos cinco anos de idade, incentivada pelo pai e essa paixão pelo esporte foi passada para a filha, Fernanda. Yuri estimula a filha a nadar desde que a menina tinha quatro anos. Em 2014, Fernanda começou a competir na natação. Em 2015, ela juntou a natação à corrida e começou a competir no aquathlon (modalidade que junta nado e corrida). No mês de março, mãe e filha competiram no Campeonato Brasileiro de Aquathlon, em Aracaju. Foi a primeira vez que Fernanda competiu fora do Amazonas.


Com o passar do tempo, a sede por desafios ficou maior e Fernanda, que já vinha praticando natação e corrida, decidiu incluir a bicicleta e treinar o triathlon.

“Ela treina para natação. Para  o triathlon começou há pouco tempo a pedalar e correr mas não é tanto assim. Ela treina bike e corrida duas vezes por semana. Há dois messes que ela treina. Ela tem uma bicileta qu ela usa para pedalar no fim de semana, mas não é um treino. Ela ainda é criança e não pode forçar muito no início, então é um aprendizado bem natural”, explicou.

Praticando triatlhon  desde 2011, após uma pausa de mais de 20 anos, Yuri diz que antes da prova a ansiedade era grande, mas que sempre deu diversas dicas para Fernanda.

“A gente treina as transições, por exemplo, quando saí da água a gente dá as dicas tem que ser tudo muito rápido. Quando sai da água, tem que tirar a touca, calçar o tênis e não pode perder muito tempo”, disse.

Esta não foi a primeira vez que mãe e filha competem no mesmo dia. No Campeonato de Aquathlon, que aconteceu no mês de março em Aracaju, Fernanda foi a primeira a competir e ficou em primeiro lugar na sua categoria. Em seguida foi a vez de Yuri cair na água e foi campeã na sua categoria.


“No aquathlon, as crianaças nadavam primeiro e depois os adultos. Então eu fiquei bem nervosa porque eu estava torcendo por ela e tinha minha prova depois. E acabou que eu fui meio acabada para a  minha prova porque eu mês desgastei torcendo para ela, mas isso é comum para quem é atleta e mãe”, explicou.

Dessa vez a emoção de Yuri foi ver a filha, Fernanda se superar na prova e conquistar o segundo lugar.

“Foi muita emoção ver a minha filha Fernandinha nadar no mar, pedalar e correr. Foi a primeira prova dela de triathlon, uma experiencia única para todos. Na natação ela tomou a frente logo na primeira bóia e liderou até o fim dos 200 metros. E lá foram os 4km de bike. Neste momento, não conseguimos acompanhar mais e só nos restava  esperar o  retorno da bike. Passaram os 11 minutos e 45 segundos. Agora empatada com a adversária. Foi bem emocionante ver ela correndo, se esforçando e buscando a linha de chegada. Minha pulsação parecia que batia junto com a dela. Foi guerreira até o final, conseguiu a segunda posição”, relembrou Yuri, que na sua prova ficou na primeira colocação.


 Incentivo do pai

No caso de Eduarda, quem incentivou a menina para o esporte foi o pai, Alcides Córdova. Ele iria correr, mas decidiu apenas torcer pela filha.

“Como era a primeira prova dela fora eu fui dar um suporte para ela. Eu até tinha me inscrito, mas decidi não fazer a prova”, declarou.

Alcides foi quem incentivou as primeiras braçadas da filha, e apoiou Eduarda quando ela sentiu vontade de treinar outras modalidades. No mês de setembro, Eduarda participou do Festival Aquático do 1° BIS e ficou em primeiro lugar no aquathlon.

"Ela já vinha fazendo natação, mas aí ela começou a correr e  vinha se saindo bem na corrida, participou do Festival Aquático que teve aqui e eu vi que ela estava gostando, se divertindo nas provas. Ela compete em natação e eu faço triatlon e ela começou a gostar. Aí surgiu o brasileiro infantil desse ano e a gente conversou com ela e começamos a treinar para a prova”, contou.


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