Sábado, 20 de Julho de 2019
Brazucas espanhóis

Amazonenses dão dicas sobre o estilo 'tic-tac' dos espanhóis

Jogadores que fizeram história no futsal espanhol, relatam como funciona o estilo'tic-tac' do time espanhol



1.png Celino Alves e Pica-pau,que segura um relógio em alusão ao tic-tac
30/06/2013 às 15:12

Não é preciso explicar  qual é a dança folclórica que tem a denominação “dois pra lá, dois pra cá” para um amazonense. Mas, dois amazonenses, dos vários que fizeram história no futsal espanhol relatam como funciona o decantado estilo de jogo denominado “tic-tac”, que também poderia ser descrito como “um pra cá e um pra lá”.

“A Espanha nada mais fez do que levar a fórmula do futsal para os gramados. A maioria dos jogadores de ponta do time, como Iniesta, Xavi e o Fábregas, são oriundos da bola pesada. Por isso eles prezam o toque de bola, a aproximação dos jogadores, e encurtamento dos espaços do campo”, informou Jocivaldo Lima, o Pica-Pau, 44 anos. Um dos pioneiros amazonenses a ir para a terra das touradas.

O ex-ala-pivô, Pica-Pau, atuou por nove equipes espanholas, nos 20 anos em que esteve no país que hoje faz a final da Copa das Confederações contra o Brasil, no Maracanã, às 18h (Manaus). De volta a Manaus, onde pretende seguir a carreira de treinador, Pica-Pau, que mistura o português com o espanhol, disse que a crise financeira na Europa pesou na decisão de retornar com a esposa e os dois filhos, e que apesar da gratidão e do carinho que sente pela Espanha, torcerá pelo Brasil. “Claro que vou torcer pelo meu País. Aliás, eu torço contra a Espanha sempre. Depois que eles foram campeões do mundo na África do Sul e bicampeões da Eurocopa estão se achando os ‘reis da cocada preta’. Eu digo pra eles que só vou dar atenção às provocações quando a Espanha colocar mais quatro estrelas no peito”, brinca  Pica-Pau.

Se Pica-Pau encerrou sua passagem pelas quadras espanholas, Celino Alves, 25 anos, ainda tem muito futebol e provocação pela frente. O ala, que, diferente do amigo, atuou profissionalmente nos gramados, pelo Nacional – onde foi revelado – e pelo São Raimundo, revela que o estilo “tic-tac” utilizado pelo Barcelona e pela Fúria tem levado os treinadores adversários a buscar informações nos especialistas das quadras. “Grande parte dos treinadores dos times menores do campeonato espanhol procuram os técnicos das equipes de futsal para saber como é que se marca, quem toca a bola de forma rápida”, conta Celino.

Dias de ‘Fúria’ contados

Para os dois amazonenses experts em futebol espanhol, a hegemonia da Fúria está com os dias contados. “É normal que se crie uma fórmula para conter quem está no apogeu. A Itália foi humilhada na final da Eurocopa no ano passado e só não foi para a final de hoje contra o Brasil porque perdeu gols inacreditáveis. A Alemanha também evoluiu bastante. Vale lembrar a aula que o Bayern de Munique deu no Barcelona na Liga dos Campeões. Tudo bem que o Messi estava contundido e o Xavi tinha problemas físicos, mas ninguém pode negar que foi uma surra”, cita Celino, que arrisca o placar de 2 a 1, com Fred marcando um dos gols.

Pica-Pau também acredita que os dias de Fúria da Espanha estão contados, aliás, segundo ele o começo do fim será hoje. “O sonho deles é vencer o Brasil. Eles já venceram todo mundo na Europa, a Argentina e o Uruguai aqui da América do Sul, mas ainda não enfrentaram o Brasil. Meus amigos e a imprensa espanhola tem obsessão por esse jogo”, projeta Pica-Pau.

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