Terça-feira, 23 de Julho de 2019
Craque

Amazonenses disputam chance no ‘4º Tuf Brasil’

Estado tem 20 representantes na seletiva do disputado, e competitivo, programa de MMA



1.jpg No Tuf Michel Sassarito, Diego Davella e Heliton dos Santos estão na seletiva
26/10/2014 às 09:50

Uma das maiores potências das artes marciais no Brasil, o Amazonas terá mais uma vez a oportunidade de mostrar a força e a técnica de seus lutadores ao Brasil. Nesta segunda-feira, cerca de 20 atletas do Estado participam, no Rio de Janeiro, da seletiva das categorias Leve e Galo para a quarta edição do programa “The Ultimate Fighter” - o TUF Brasil, reality show da Rede Globo em parceria com o UFC, principal marca de eventos de MMA do mundo.

Diego Davella, 26, Heliton dos Santos, 24, e Michel Sassarito, 25, são os representantes da academia SD Trainning System, da Cachoeirinha, no evento que pode ser o cartão de acesso para o primeiro escalão do MMA mundial, onde já estão outros amazonenses, como José Aldo, Adriano Martins e Diogo Brandão - este campeão de uma edição do Tuf nos Estados Unidos. Em conversa com o CRAQUE, eles falaram sobre a expectativa iminente de participar da atração nacional.

Diego, peso leve (até 61kg), garante que, há poucos dias da seletiva, não existe pressão nenhuma que lhe tire o foco do objetivo final, que é conquistar um lugar ao sol entre os melhores lutadores de MMA do Brasil. “Eu estou tranquilo. Vou fazer o que já sei fazer desde pequeno”, disse Diego Davella, que tem base nas técnicas do jiu-jitsu e chega a treinar seis horas por dia. Na carreira, Diego tem 12 vitórias e quatro derrotas.

Heliton dos Santos acredita que o MMA amazonense tem tradição de bons lutadores e, no que no que depender dessa nova geração, os adversários vão continuar temendo os atletas oriundos do Amazonas.

“O pessoal já tem medo de lutar contra o pessoal de Manaus, porque o pessoal daqui é bom de porrada (risos)”, brinca o lutador da categoria leve (até 61kg), que tem 13 vitórias e quatro derrotas na carreira.

Já Michel Sassarito é o atleta número um da categoria Galo (até 70kg) e oitavo do ranking brasileiro. Com uma envergadura invejável e técnica apurada de jiu-jitsu, ele busca o sonho do profissionalismo por meio da visibilidade do programa, cuja participação depende da qualidade do MMA apresentado amanhã aos organizadores do programa. “Minha expectativa é das melhores. Se Deus quiser vai dar tudo certo. Que eu fique na casa, leve o nome do Amazonas e de Deus também, que eu sou cristão”, diz ele, que já participou de uma edição do TUF. “Eu fiquei até o final, mas não teve a minha categoria”, lamenta Sassá, que vai ter sua segunda chance agora. Será que vai?

Pela porta principal

Um dos atletas com mais chances de barganhar uma vaga na quarta edição da atração que alia reality show e MMA, Mario Israel (categoria Leve - até 61 kg), ex-campeão do Jungle Fight, principal evento de MMA do Brasil. Aos 30 anos, o lutador quer entrar pela porta mais glamurosa do UFC.

“O TUF é o melhor modo de entrar no UFC, porque quando você assina contrato normal não é conhecido e tem que provar mais que nunca. No TUF, que já é um programa do UFC, os finalista e semifinalistas já passam a ser conhecidos. Fazendo uma boa luta nessas fases, é 90% de chance de assinar com o UFC”, diz ele, que tem nove vitórias e uma derrota em seu cartel de lutas no MMA profissional.

O atleta que vem treinando pesado há quatro meses para se preparar para a seletiva, diz que agora o momento é de se focar em sua participação no evento. “Agora não tem mais o que treinar, só a parte psicológica. A expectativa é a melhor de todas. É um sonho que eu tenho e que pode se realizar como fruto do trabalho que fiz ao longo desses anos”, diz Israel.

O preparador físico do atleta, Leandro Paiva, explica que Israel tem treinado não só MMA em si, que mistura várias técnica de luta, mas as técnicas específicas de boxe, luta olímpica e jiu-jitsu. Segundo ele, Mario é um dos atletas como mais chances de integrar a participação nacional. “Ele é o número um do ranking nacional, é completo em tudo, jogo de trocação, nocaute, a mão muito pesada”, diz ele, que já pesquisou o porquê de o Amazonas exportar tantos atletas de alto nível sem uma estrutura de primeiro mundo para esportes de luta: o livro “Pronto pra Guerra”, um sucesso de vendas dentro e fora do Estado do Amazonas.

“O Amazonas tem massificado o número de lutadores, o que é uma cultura atípica. No Rio (de Janeiro, terra natal de Leandro), as pessoas são apaixonadas por luta, mas não como aqui. Apesar de também gostar muito de futebol, o esporte do amazonense é a luta”, diz Leandro Paiva.

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