Quarta-feira, 17 de Julho de 2019
São Silvestre

Amazonenses que disputaram a São Silvestre falam sobre participação na prova

Franciane Moura e Leandro Costa foram de Manaus para São Paulo participar de uma das corridas de rua mais tradicionais do mundo



SAOSILV_7DEDF965-578B-442C-A699-DEF28250FE6F.JPG (Arquivo pessoal dos atletas)
31/12/2018 às 15:01

Entre os milhares de corredores que disputaram a 94ª Corrida de São Silvestre, na manhã desta segunda-feira (31), em São Paulo, havia representantes do Amazonas. Franciane Moura era um desses amazonenses que encerraram o ano correndo uma das provas mais tradicionais do calendário nacional. Ela largou no pelotão de elite – que reúne atletas de alto rendimento – e mostrou que superação é seu forte.

Em recuperação após sofrer uma lesão no pé, ela conta que o desempenho não foi tão bom quando desejava, mas que ficou alegre por completar a prova e correr entre os melhores. “Esse ano não foi tão bem quanto eu imaginava porque tive pouco tempo para me recuperar de uma lesão no pé. Tive que ficar fazendo tratamento por muito tempo, mas só de estar no pelotão da frente já é uma alegria”, conta a fundista, que pelo segundo ano participa da prova na elite.

Outro amazonense que disputou a prova foi Leandro da Silva Costa e também precisou enfrentar dificuldades ao longo do caminho. A primeira delas foi antes mesmo da prova. Cotado para participar da elite, ele teve que correr junto com os outros participantes já que não disputou muitas provas oficiais este ano devido à uma lesão no joelho. A troca de pelotões fez diferença no desempenho, mas nada que abalasse o atleta.

“Eu esperava largar na elite, mas a coordenação da prova não permitiu, então larguei com o povão. Mesmo assim consegui correr bem, fiz um bom tempo de 50 minutos porque largar no meio do povo é difícil. É muita gente e não temos como fazer um aquecimento correto. A largada foi 9h e estava desde as 7h em pé, então isso dificulta um pouco, mas ainda consegui alcançar alguns atletas de ponta que estavam no pelotão de elite”, explica.

Prejudicado por não disputar muitas provas de rua no calendário oficial por lesão, ou por falta de condições financeiras, Leandro diz que competir e fazer os melhores tempos já estão nos planos para o próximo ano. “Eu queria parabenizar 2018 porque apesar de não competir fora, mas as provas que disputei em Manaus, as que não ganhei, cheguei em segundo. Ou seja, sempre estava no pódio e foi um bom momento na minha vida e quero que 2019 seja melhor ainda. Por isso vou focar nos treinamentos, bater tempos bons nas provas para no próximo ano voltar aqui em São Paulo e representar o Amazonas na elite, fazer um tempo bom e brigar pelas primeiras posições”, concluiu.

Hegemonia africana

Mais uma vez, os africanos dominaram a Corrida de São Silvestre. No masculino, o etíope Belahy Bezabh venceu com o tempo de 45min03s seguido de Dawitt Adamsu, do Bahrein (46min06s) e do etíope Amdework Tadese (45min13). Na categoria feminina, a campeã foi Sandrafelis Tuei, do Quênia (50min02s). A compatriota dela Pauline Kamulu ficou em segundo (50min19s) e a etíope Mestawut Truneh (52min45s) completou o pódio.

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