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Antonio Pizzonia sela a paz com Frank Williams

Depois da discutível saída do amazonense da escuderia da Fórmula 1, piloto visita chefão no Tropical Hotel 22/11/2013 às 09:41
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Frank Williams fez uma rápida passagem por Manaus nesta quinta (21)
Paulo Ricardo Oliveira Manaus, AM

Oito anos após levar “bolo” de Frank Williams, que prometeu levá-lo à poderosa equipe que leva seu sobrenome na F-1, Antônio Pizzonia teve oportunidade de fazer as “pazes” com o chefão da equipe inglesa.

Durante rápido encontro, nesta quinta (21), nos corredores do Tropical Hotel Manaus, Frank e Pizzonia trocaram algumas palavras.

O chefão da Williams fez parada de um dia em Manaus, vindo dos EUA em direção a São Paulo, para o GP Brasil, domingo, no autódromo de Interlagos.

O amazonense faz negociações para 2014 e conversa com patrocinadores para disputar a Stock Car (Brasil), a Grand-Am (EUA) e a WEC (carros endurance), que tem como um dos principais GPs, o de Le Mans, na França.

Pizzonia soube da presença de Frank na capital amazonense por acaso e resolveu visitá-lo. “Conversamos um pouco no corredor (do hotel), porque havia muita gente. Falamos no geral sobre a cidade. Havíamos perdido o contato”, disse o amazonsense, afirmando que não houve qualquer proposta do chefão para a F1. “Quem dera (risos). A F-1 é um sonho bem distante hoje em dia. Estou em negociação com a Stock Car, com a Grand-Am, nos EUA e com a WEC, de corridas de longas distâncias de 24 horas. Essa é a minha realidade”.

Preterido na Williams
Em 2005, Frank Williams havia prometido a Pizzonnia a condição de piloto oficial de testes da equipe para, no ano seguinte, disputar os principais GPs pelo mundo. Mas como a equipe de Frank assinara contrato com a fornecedora de motor alemã (BMW), houve uma pressão política e econômica para que o piloto fosse oriundo da Alemanha. “Eu tenho, por escrito, a justificativa do diretor técnico Patrick Heat para a minha saída da Williams. Foi pura força política para me tirar. Mas isso é passado, Quando você perde a grande chance na F-1, fica difícil surgir outra. Na época, eu descartei propostas da Toyota e de outras equipes interessadas, porque haviam me prometido uma vaga na Williams”, detalha o piloto, sem revelar mágoas. “Eu fiquei muito triste e desapontado na época. Mas a vida segue”.

Grana é que manda
Pizzonia analisa que hoje o circo da F-1 é determinado em primeiro lugar pelo dinheiro e depois pela habilidade do piloto nas pistas. “Hoje, na F-1, quem fala mais alto é o dinheiro. Então para eu pensar em voltar à F-1 eu teria que arrumar um patrocínio milionário. É exatamente assim que funciona com os novos pilotos de hoje. Depois, sim, vem a competência do piloto”.

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