Segunda-feira, 27 de Janeiro de 2020
Craque

Antonio Pizzonia sela a paz com Frank Williams

Depois da discutível saída do amazonense da escuderia da Fórmula 1, piloto visita chefão no Tropical Hotel



1.jpg Frank Williams fez uma rápida passagem por Manaus nesta quinta (21)
22/11/2013 às 09:41

Oito anos após levar “bolo” de Frank Williams, que prometeu levá-lo à poderosa equipe que leva seu sobrenome na F-1, Antônio Pizzonia teve oportunidade de fazer as “pazes” com o chefão da equipe inglesa.

Durante rápido encontro, nesta quinta (21), nos corredores do Tropical Hotel Manaus, Frank e Pizzonia trocaram algumas palavras.



O chefão da Williams fez parada de um dia em Manaus, vindo dos EUA em direção a São Paulo, para o GP Brasil, domingo, no autódromo de Interlagos.

O amazonense faz negociações para 2014 e conversa com patrocinadores para disputar a Stock Car (Brasil), a Grand-Am (EUA) e a WEC (carros endurance), que tem como um dos principais GPs, o de Le Mans, na França.

Pizzonia soube da presença de Frank na capital amazonense por acaso e resolveu visitá-lo. “Conversamos um pouco no corredor (do hotel), porque havia muita gente. Falamos no geral sobre a cidade. Havíamos perdido o contato”, disse o amazonsense, afirmando que não houve qualquer proposta do chefão para a F1. “Quem dera (risos). A F-1 é um sonho bem distante hoje em dia. Estou em negociação com a Stock Car, com a Grand-Am, nos EUA e com a WEC, de corridas de longas distâncias de 24 horas. Essa é a minha realidade”.

Preterido na Williams
Em 2005, Frank Williams havia prometido a Pizzonnia a condição de piloto oficial de testes da equipe para, no ano seguinte, disputar os principais GPs pelo mundo. Mas como a equipe de Frank assinara contrato com a fornecedora de motor alemã (BMW), houve uma pressão política e econômica para que o piloto fosse oriundo da Alemanha. “Eu tenho, por escrito, a justificativa do diretor técnico Patrick Heat para a minha saída da Williams. Foi pura força política para me tirar. Mas isso é passado, Quando você perde a grande chance na F-1, fica difícil surgir outra. Na época, eu descartei propostas da Toyota e de outras equipes interessadas, porque haviam me prometido uma vaga na Williams”, detalha o piloto, sem revelar mágoas. “Eu fiquei muito triste e desapontado na época. Mas a vida segue”.

Grana é que manda
Pizzonia analisa que hoje o circo da F-1 é determinado em primeiro lugar pelo dinheiro e depois pela habilidade do piloto nas pistas. “Hoje, na F-1, quem fala mais alto é o dinheiro. Então para eu pensar em voltar à F-1 eu teria que arrumar um patrocínio milionário. É exatamente assim que funciona com os novos pilotos de hoje. Depois, sim, vem a competência do piloto”.


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