Domingo, 24 de Janeiro de 2021
Entrevista exclusiva

Jogador amazonense Werton fala sobre atual momento vivido no Flamengo

Nascido de Benjamin Constant, atacante de 17 anos assinou, no fim de 2020, seu primeiro contrato profissional com o Rubro-Negro



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03/01/2021 às 14:23

Uma inspiração para aqueles que sonham em ser jogadores profissionais, especialmente os atletas nascidos no Amazonas. Assim podemos definir o jovem Werton de Almeida Rêgo, de apenas 17 anos.

Natural de Benjamin Constant, Werton é jogador do Flamengo desde os 9 anos de idade. E, no dia 22 de dezembro de 2020, o atacante assinou seu primeiro contrato profissional pela equipe da Gávea. O vínculo da joia rubro-negra é válido até o fim de 2023 e a multa rescisória é de 50 milhões de euros, equivalente a R$ 315 milhões - de acordo com a cotação das moedas no dia 1 de janeiro.



Na atual temporada, Werton balançou as redes 11 vezes em 16 oportunidades, atuando entre as equipes Sub-17 e Sub-20 do Flamengo, que segue vivo em duas competições: a Copa do Brasil Sub-17 e o Campeonato Brasileiro Sub-20.

No torneio Sub-17, Werton é o goleador máximo do Rubro-Negro e vice-artilheiro da competição, com 4 gols marcados em 2 jogos disputados. Atualmente na fase de quartas de final, o clube irá enfrentar o Sport, em jogos de ida e volta, na quarta (6) e no próximo domingo (10).

No Brasileirão Sub-20 - competição na qual o Flamengo é o atual campeão -, o atacante atuou na vitória sobre o Fluminense por 3 a 1, na partida de ida do torneio. O jogo da volta acontece na segunda (4).

Em entrevista exclusiva ao CRAQUE, Werton fala a respeito de tudo que vem vivendo nesta temporada com a camisa do Flamengo. Uma jornada que, como o atacante destaca, jamais seria possível sem a valorização de todos aqueles que fizeram seu sonho se tornar possível.

Como você chegou ao Flamengo e como é estar em uma das bases mais vitoriosas do Brasil?

— Cheguei aos nove anos de idade no futsal do Flamengo. Meu pai me levou para fazer um teste, acabei ficando e estou até hoje.

Você marcou 11 gols em 16 partidas disputadas em 2020, entre Sub-17 e Sub-20. Qual desses jogos foi mais especial para você? E a que você atribui esse retrospecto positivo?

— O jogo que mais marcou foi diante do Santos, no início de novembro. Estava voltando de uma lesão e, como jogador de futebol, lesões sempre te deixam preocupado. Mas, graças a Deus, esse jogo marcou a minha volta ao time e eu pude contribuir com a importante vitória do Flamengo, marcando um gol. Sobre o retrospecto positivo, não adianta negar, isso é treino, alimentação e descanso adequados. Tem que ter foco também. Talento só não resolve. Precisa de treino e foco.

O valor da multa rescisória de seu contrato é de 50 milhões de euros. Isso, de alguma forma, motiva ainda mais você neste início de carreira, com contrato profissional?

 — Minha motivação surgiu quando meus pais pegaram o barco, em Banjamin Constant, e partiram para Manaus numa viagem de três dias e meio para tentar a sorte na cidade grande. Desde então, aprendi a dar valor a todo esforço deles. Eu tinha seis anos, e aos nove, cheguei no Flamengo. Agora com 17 anos, com contrato profissional assinado, a motivação é triplicada e valorizada. Claro que são números impressionantes, mas eu tenho a cabeça no lugar. Se eu baixar meu rendimento, os numeros caírão. Tenho consciência de que preciso manter e melhorar ainda mais a minha performance e, principalmente, o Flamengo estar bem nas competições, para que essa minha geração seja lembrada. Não adianta trabalhar sozinho. Futebol é coletivo. 

O que você guarda com carinho nessa sua caminhada até o dia de hoje, que começou desde os 6 anos de idade, quando saiu de Benjamin Constant com sua família?

— Os gritos do professor Carlito na minha primeira vez na escolinha de futsal em Manaus. Inesquecíveis. Eu estava perdido, corria a quadra toda atrás da bola (risos).

Quem é seu ídolo no futebol, em quem você se inspira e por quê?

— Kaká e João Félix. Pelo estilo de jogo de ambos. Curto muito o futebol e maneira que se portam dentro de campo. O Kaká não mais, pois se aposentou, mas o João Félix é um jogador que acompanho muito, desde os tempos de Benfica.

Mesmo com apenas 17 anos, você já serve de inspiração para muitos jovens, principalmente do Amazonas. O que você diria à todos que, assim como você, buscam virar profissionais em um grande clube?

— Não desistam dos seus sonhos. Jamais. Valorize cada gota de suor. Tenham disciplina, força de vontade, foco, força e fé.


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