Sexta-feira, 22 de Novembro de 2019
Craque

Ao mestre com carinho! Campeões do atletismo amazonense rendem homenagem ao professor Geraldo Teixeira

Ex-atletas e treinadores da fase áurea do atletismo amazonense se reúnem para homenagear o técnico Luiz Geraldo Pontes Teixeira, um dos maiores incentivadores do atletismo no Estado 



1.png Antigos alunos do professor se reuniram na última sexta-feira
09/02/2015 às 09:30

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“Foi uma época de muito trabalho e persistência. Nós treinávamos na pista de barro do campus da universidade. Tudo era muito difícil, mas para o Geraldo não existia barreira, não existia dificuldade. Ele era muito motivador. Nós tínhamos três coisas essenciais: planejamento, treinamento e trabalho”. É com um brilho no olhar que Lucy Queiroz, ex-treinadora da seleção de atletismo do Amazonas, relembra o período de 1975 ao final de década de 80, quando fazia parte da equipe comandada pelo professor Luiz Geraldo Pontes Teixeira.



E foi para homenagear o responsável pelo período mais vitorioso do atletismo amazonense que aproximadamente 70 ex-atletas e treinadores se reuniram para homenagear o treinador morto em no dia 15 de outubro de 1990, coincidentemente na data em que se comemora o dia do professor.

Entre os atletas treinados pelo professor Geraldo, estavam Lindon Jonhson, atleta dos 110 metros com barreiras que competiu nas Olimpíadas de Seul, em 1988; Orlane dos Santos recordista sul-americana do salto em altura; Wellington Nóbrega, Maria Nilba Reis Fernandes, Aldo Albuquerque, Luiz Borges, Eliane Campos, João Lima, o  João do Peso, Marleide Borges (atual presidente da Federação Amazonense de Atletismo) e tantos outros.

“O Geraldo foi meu segundo pai. Passava muito tempo com ele entre treinos e competições”, relembra Lyndon Johnson. Natural de Coari, Lyndon Jonhson, foi o primeiro atleta representante do Amazonas a disputar um Pan-Americano no ano de 1987 em Indianápolis, Estados Unidos.

O atleta dos 110 com barreiras também foi recordista sul-americano adulto e juvenil, disputou o Mundial Intercontinental de Atletismo em Roma, no ano de 1988. No mesmo ano, representou o Brasil nas Olímpiadas de Seul, aos 20 anos, mas parou na terceira bateria. Por falta de patrocínio, ele se aposentou aos 22 anos. Hoje o ex-campeão sul-americano é formado em psicologia e se tornou pastor evangélico. “Gostaria de ter disputado as Olimpíadas de Barcelona em 92, mas pelas dificuldades, não foi possível e parei antes”, disse.

Heptatlo

Orlane dos Santos, do heptatlo (modalidade que reúne sete provas no atletismo) até hoje detém o recorde sul-americano do salto em altura na categoria adulto. A Amazonense cravou 1,92 metros na Copa América realizada em Bogotá em 1989. Orlane, na época, foi uma das promessas do atletismo brasileiro. A atleta, que hoje mora em São Paulo contou que um dos diferenciais do professor Geraldo era a preocupação com os seus atletas.

"O Geraldo era um treinador diferenciado, tanto que quando eu passei a treinar em São Paulo, na USP, eu vi exercícios e técnicas que o professor Geraldo já havia nos ensinado anos antes. Ele era um homem que estava à frente”.

Especialista

Luiz Geraldo Pontes Teixeira, era professor universitário do então departamento de Educação Física da Universidade do Amazonas (UA), hoje UFAM. O professor criou um Projeto de descoberta de talentos e posterior ao treinamento nas instalações do Colégio Militar  até se transferirem para Campus da Ufam, utilizando principalmente a pista de Atletismo do local, feita de barro o Projeto teve início em meados da década de 70 e foi até o final dos anos 80.   

Lucy Queiroz explica que uma estratégia para encontrar talentos era  os Festivais de Atletismo. “Nós tínhamos o Festival de Atletismo que reunia escolas e quem quisesse  participar. Quem ganhava ou percebíamos que tinha talento, chamávamos para a escolinha e levávamos para os campeonatos. A briga era grande porque Manaus sempre teve o problema da distância, mas quando conseguíamos levar alguém para um campeonato era a glória. O Geraldo tentava levar o máximo de atletas possível. Esse projeto deu certo e serviu por um bom tempo” contou.



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