Segunda-feira, 18 de Novembro de 2019
Craque

Aos 56 anos, morre Gilvandro Costa, a 'voz do Vivaldão'

Acometido por um câncer identificado em outubro de 2014, a “voz do Vivaldão” se calou para sempre na madrugada desta quarta-feira; deixou dois filhos – Ítalo, de 13, e Ícaro, de nove anos



1.jpg Gil ao lado do filho mais novo, Ícaro, de nove anos
28/01/2015 às 21:49

"A administração do estádio Vivaldo Lima informa...”, dizia a voz que ecoava pelos auto-falantes do saudoso Vivaldão, antigo palco do futebol amazonense. O timbre marcante e a entonação cuidadosamente trabalhada era as marcas registradas de Gilvandro Ferreira Costa, responsável pelos anúncios do estádio em dias de jogos durante 20 anos.

Acometido por um câncer identificado em outubro de 2014, a “voz do Vivaldão” se calou para sempre na madrugada desta quarta-feira (28). Deixou dois filhos – Ítalo, de 13, e Ícaro, de nove anos, oriundos do relacionamento de 16 anos com a ex-esposa Yonara, que se dedicou a cuidar de Gilvandro em seus últimos dias de vida.



“Sempre foi um excelente marido e um pai muito presente na vida dos filhos”, falou Yonara, que também falou sobre a paixão de Gilvandro pelo esporte – como funcionário da Vila Olímpica de Manaus, ele também era responsável pelo sistema de som do parque esportivo. “A Vila Olímpica e o Vivaldão eram a vida dele”, declarou.

Responsável por ter convidado Gilvandro para comandar os microfones do antigo Vivaldão e da Vila Olímpica, o então gestor da entidade, Ariovaldo Malízia afirma que o amigo prestou um grande serviço ao esporte amazonense e é uma perda irreparável, ressaltando também o nível de dedicação e profissionalismo demonstrado por Gilvandro.

“Ele estava sempre antenado, sabia o resultado de todos os jogos que interessavam à torcida presente no estádio. Além do mais, tinha um tom de voz belíssimo, que parecia ter sido talhado para estádios de futebol. Eu já fui em estádio do Brasil inteiro e nunca vi uma voz igual a dele”, falou Malízia.

O secretário estadual de esporte, juventude e lazer (Sejel), Ricardo Marrocos, também se compadeceu com a notícia do falecimento do companheiro de mais de 20 anos de trabalho. “Estou lá (na Vila Olímpica) há 20 anos e quando cheguei ele já estava. E realmente viveu ali dentro. Foi um grande amigo nosso”, declarou.

Trabalhou até o fim

Apaixonado pelo trabalho, Gilvandro Costa, que tinha 56 anos de idade, dedicou uma vida inteira ao esporte, por vezes, infezlimente, em detrimento da própria saúde. “Bom ou doente ele ia trabalhar todos os dias”, contou a ex-esposa Yonara, num depoimento repetido por quem o conheceu de perto.

Ariovaldo Malízia, que era presidente da Fundação Vila Olímpica de Manaus no período em todo o período em que Gilvandro trabalhou na instituição, contou já havia notado que o amigo não estava em perfeita condição de saúde, embora ele, encantado com a continuidade do trabalho de locutor do estádio, não admitisse isso.

“Ele chegou a trabalhar no jogo do Corinthians (em outubro contra o Botafogo, na Arena da Amazônia), passou mal aos 45 do primeiro tempo, e saiu. Foi pro hospital e praticamente não saiu mais”, lamentou Malízia, que já havia até convocado um substituo imediato para Gilvandro no estádio. “Já estava prevendo alguma coisa, não imagina o que era”.


Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.