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Meteoro Kamilla

Com apenas três anos no futebol profissional, atacante do Iranduba chega à Seleção

A mineira Kamilla era caixa de restaurante até 2015, quando largou a casa em Minas Gerais pra jogar no Rio Preto; passados três anos, a jogadora é destaque no Hulk e foi chamada para vestir a "amarelinha" 26/06/2017 às 11:38 - Atualizado em 26/06/2017 às 11:40
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Kamilla falou da emoção de poder encontrar sua ídola, a Rainha Marta, quando vestir a camisa amarelinha pela primeira vez (Foto: Denir Simplício)
Denir Simplício Manaus (AM)

“Nunca é tarde demais para ser aquilo que sempre se desejou ser”. A frase da poetisa inglesa Adelaide Anne Procter se encaixa perfeitamente à trajetória da jogadora Kamilla Morais Sotero, 22, ou simplesmente, Kamilla.

A atacante, que há três anos trabalhava como caixa de restaurante em Minas Gerais, tem sido um dos destaques na campanha do Iranduba no Brasileirão. Com a mesma velocidade que parte em direção ao gol adversário, Kamilla “voou” do futebol de várzea em BH para a Seleção Brasileira, onde foi convocada esta semana para defender a “amarelinha” contra a Alemanha em jogo amistoso, em julho.

Como um meteoro

Ainda surpresa com o chamado para a Seleção, Kamilla recorda como reagiu ao saber da convocação. “A primeira reação foi de não acreditar. Aí fui ver se era verdade. Fiquei chamando minha amiga: ‘Bruna, Bruna, vem ver isso aqui!’. Mas a vontade mesmo foi gritar”, revelou a camisa 11 do Hulk relembrando no início da ascensão meteórica nos gramados.

“Eu era caixa de um restaurante onde eu morava. Tive uma filha bem mais nova e a gente tem de começar tudo na nossa vida mais novo. Assim eu trabalhava e nas minhas folgas e finais de semana jogava futebol”, rememora a mineira revelando que não levava o futebol muito à sério.

“Fui campeã mineira e sempre jogava nos campeonatos de lá, mas não era nada sério, tipo profissionalmente. Ninguém recebia pra estar ali, era mais porque a gente gostava mesmo. Era mais uma diversão. Eu trabalhava e às vezes chegava cansada e ia treinar. Muitas vezes nem treinava e já ia direto pro jogo”, comenta a jogadora que saiu de casa pra atuar em São Paulo.

Kamilla já marcou seis gols pelo Hulk no Brasileirão (Foto: Antônio Lima)

“Em 2015, uma colega me chamou e falou: ‘Kamilla, você tem coragem de sair da sua casa pra jogar futebol em São Paulo?’. Eu disse: ‘Não sei, a gente pode tentar’. Foi assim que surgiu a oportunidade de sair de casa pra jogar em São José do Rio Preto”, relembra Kamilla, que logo no primeiro ano de profissional foi campeã brasileira.

“No primeiro ano, em 2015, fomos campeãs brasileiras (com o Rio Preto), e em 2016 fomos vice. Depois surgiu a oportunidade de vir pra cá, pro Amazonas, atuar no Iranduba, e Deus me deu essa oportunidade também de agora estar na Seleção”, disse Kamilla.

Autora de seis gols com a camisa do Hulk no Brasileirão 2017, Kamilla relembra da emoção dos pais ao saber da convocação.

“Minha mãe, coitadinha, e meu pai se emocionaram muito, porque na verdade, meus pais acreditaram mais em mim do que eu mesma. Hoje, falo que só saí de onde eu moro por causa da minha mãe, que sempre me apoiou”, confessa a atacante que não vê a hora de estar perto de sua maior ídola no futebol.

“A Marta é o ídolo do futebol feminino e é minha ídola também. Quando eu a ver acho que nem vou acreditar. Imagina jogar do lado da Marta? É o sonho de qualquer jogadora e vou ficar meio que de boca aberta, sem acreditar”, concluiu Kamilla.

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