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Esportes
JIU-JITSU

Após 14 anos na Europa, Iran Mascarenhas leva legado da família ao Cazaquistão

Com vasta experiência no jiu-jítsu vinda como tradição na família, ele está fazendo a diferença no país asiático treinando a seleção cazaquistanesa 07/03/2018 às 07:27 - Atualizado em 07/03/2018 às 09:17
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Iran ajudou a desenvolver o jiu-jítsu em vários países da Europa e agora assumiu a função de técnico da Seleção do Cazaquistão (Foto: Divulgação)
Jéssica Santos Manaus (AM)

Ele é integrante de uma família que possui grande importância para o jiu-jitsu amazonense, a família Mascarenhas. Esse nome não possui relevância somente para o Amazonas, mas para o Brasil e para o mundo. Tanto que Iran Mascarenhas, 39, irmão dos lutadores e mestres de jiu-jítsu, Ajuricaba, Cristiano e Dora Mascarenhas, fez da arte suave profissão, ajudou a criar a Mascarenhas Team, que está em vários lugares do mundo e, hoje, após muitos anos difundindo a luta em países da Europa, tornou-se técnico da Seleção do Cazaquistão, e já colhe frutos do trabalho no país asiático.

Iran vive fora do Brasil e é mestre de jiu-jitsu há 14 anos. “Em 2004, recebi um convite de trabalho de um amigo, e me mudei para a Escandinávia, na Dinamarca e, com isso, me tornei o primeiro faixa preta do nosso Estado a morar e viver de jiu-jitsu no exterior. Lá implantei o jiu-jitsu e consegui vários títulos internacionais com a minha equipe Mascarenhas Team”, conta o mestre.

Mudanças

Iran casou, teve dois filhos, mas passou por alguns abalos no ano de 2016. Seu irmão e professor, Ajuricaba Mascarenhas, faleceu após uma cirurgia para perda de peso e, três meses depois, ele se divorciou, e ainda precisou fechar temporariamente a sua academia na Dinamarca. “Foi uma fase difícil, mas superei bem. Tudo na vida tem um sentido a se guiar e percorrer”, disse ele.

Superação

Passada essa fase, Iran mudou-se para a Finlândia, onde também viveu e deu aulas, até que em 2017 recebeu duas propostas de trabalho, uma em Abu Dhabi e outra no Cazaquistão. “Acabei me mudando para o Cazaquistão, onde poderia representar a minha escola e o nome da minha família, a Mascarenhas Team. Moro aqui faz sete meses e agora me tornei treinador da Seleção Nacional de jiu-jitsu e grappling”, afirma.

Hoje, no comando da Seleção, Iran Mascarenhas fala com orgulho dos resultados mais recentes dos seus atletas, no Campeonato asiático, que contou a participação de 25 países, e que sagrou o Cazaquistão campeão. “Nós levamos 26 atletas que participaram das competições de jiu-jitsu com e sem quimono, e grappling, e fico muito feliz. Isso tudo só foi possível por causa do clube onde trabalho, Almaty Fightclub, pois eles vem me dando todo o suporte profissional e financeiro, além de um contrato de trabalho de cinco anos”.

Apesar de as pessoas terem ficado receosas, no início, com relação a ele ir para o Cazaquistão, ele  gosta muito do país. “Pensam que aqui é um país numa zona de guerra ou terrorismo, mas  aqui é muito tranquilo e bonito, e o país possui uma cultura muito acolhedora, assim como a do Brasil”.

Tradição que vem de família

A família Mascarenhas possui grande tradição no jiu-jitsu. Segundo Iran, isso teve início pela dedicação que seu irmão Ajuricaba sempre teve pelo esporte e pela família. Iran conta que Ajuricaba foi um dos primeiros a ganhar o Brasileiro na sua categoria e também na categoria absoluto, nas faixas roxa e marrom. Ele disse também que Ajuricaba gostava de ensinar o jiu-jitsu  aos irmãos, que também tomaram gosto pela arte suave. “Eu era muito apegado ao meu irmão, que era como um pai pra mim, que acreditou e investiu bastante em mim. Ele me ajudou comprando passagens para eu competir, mas contribuiu, principalmente, com seus conselhos e ensinamentos, devido à experiência que já tinha no jiu-jitsu, que me fez crescer  como atleta e pessoa também”, disse.

Hoje, a Mascarenhas Team está em vários lugares pelo mundo: Escandinavia, Dinamarca e Suécia, na Europa; Finlândia, Letônia, e Cazaquistão, na Ásia; e na Venezuela, Colômbia e Brasil, na América do sul. “Hoje vejo a Mascarenhas Team como uma homenagem à toda a minha família pelo o que demos e ainda estamos dando pelo esporte”.

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