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Após dispensa e goleada, relação entre Jefferson e Botafogo fica quase insustentável

Alegando cansaço depois de servir a Seleção Brasileira, o goleiro pediu para não enfrentar o Santos. Equipe carioca sofreu derrota humilhante, está fora da Copa do Brasil e crise aumenta ainda mais 17/10/2014 às 11:39
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Jefferson pediu pra não enfrentar o Santos e o Botafogo levou de 5 dos paulistas.
ACRITICA.COM Manaus (AM)

O Botafogo parece levar à risca uma das Leis de Murphy que diz: “Nada está tão ruim que não possa piorar”. O clube carioca soma mais um problema na sua infindável lista de confusões: depois de ser eliminado impiedosamente pelo Santos na noite desta quinta-feira (16) da Copa do Brasil, o Fogão ainda tem que lidar com uma “briga” com seu maior ídolo. O goleiro Jefferson pediu pra não jogar pelo clube e a diretoria está enfurecida com o fato.

O camisa 1, que estava defendendo a Seleção Brasileira, se disse cansado da viagem e achou melhor não jogar contra o Peixe, no Pacaembu. O jogador era esperado pela comissão técnica do Botafogo ainda em São Paulo, onde a delegação do Brasil desembarcou. No entanto, Jefferson achou melhor pegar outro voo e foi para o Rio de Janeiro, deixando a equipe sem seu goleiro titular - sendo que o atacante Diego Tardelli e o volante Elias estiveram em campo um dia antes, defendo o Atlético-MG e o Corinthians, respectivamente, na mesma competição.

O goleiro se explicou, por meio de sua assessoria de imprensa, os motivos da dispensa. “Após me apresentar com a Seleção nesses dois últimos amistosos, tive uma viagem muito desgastante de 26 horas. Assim que cheguei ao Brasil entrei em contato com a diretoria, conversamos e chegamos ao entendimento que seria mais prudente para mim e para a equipe não estar em campo nessa quinta-feira, e que no domingo (19), contra o Sport, eu já estaria apto ajudar o clube", disse.

A diretoria do Glorioso não gostou nada da atitude do atleta e rebateu duramente. “Nós analisamos a logística da Seleção e vimos que era possível sim encaixar o Jefferson neste jogo. Ele foi comunicado para se apresentar aqui em São Paulo e tínhamos um funcionário para recebê-lo no aeroporto, mas ele tomou a posição de ir para o Rio. Ele estava na relação, Mancini contava com ele, mas o Jefferson disse que não tinha condições de jogo, que estava cansado, com dores nas pernas. Falei que ele tinha que ter se apresentado para comunicar a mim e ao Mancini. Foi uma decisão dele. Pode ser um ídolo do clube e titular da Seleção, mas o Botafogo não concordou. Existem regras", desabafou o diretor Wilson Gottardo.

A relação entre o goleiro e a diretoria do Botafogo está estremecida desde o início do ano, principalmente após a saída do recente ídolo Seedorf, que atuou como jogador e treinador interino no clube carioca em 2013. Depois que o holandês deixou o clube para dirigir o Milan, na Itália, Jefferson, então, se tornou um dos líderes do grupo. O camisa 1 do time assumiu a condição de representantes dos jogadores e começou a cobrar com vigor os salários atrasados do elenco.

No episódio que culminou nas demissões dos atletas Emerson Sheik, Júlio César, Edilson e Bolívar, o nome do titular da Seleção e do Botafogo só não foi incluído por conta da sua condição de ídolo da torcida. Tantas crises e confusões envolvendo o clube podem tirar o goleiro do clube, mesmo admitindo que pretenda encerrar sua carreira no Glorioso, Jefferson estaria revendo seu futuro na equipe.

O que pode amenizar a relação tão desgastada entre goleiro e diretoria é a provável saída do atual presidente do clube, Maurício Assumpção. O mandato do cartola termina no fim de novembro e uma derrota na eleição, que mudaria o quadro de diretores do Botafogo, poderia manter Jefferson na equipe.

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