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Após Governo do Estado quitar dívida, gramado da Arena voltará a receber manutenção

Em entrevista coletiva na manhã desta terça (24), FVO anunciou que a dívida foi paga, que a praga está controlada e que o gramado voltará a receber os cuidados necessários 24/11/2015 às 14:41
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Ali Almeida (à esquerda) e o agrônomo Ricardo da Silva explicaram a situação do gramado da Arena da Amazônia
Camila Leonel Manaus (AM)

Após mais de 20 dias sem receber manutenção, o gramado da Arena da Amazônia voltará a receber os cuidados da empresa Greenleaf, responsável por tratar da do campo de jogo do estádio.

As atividades serão retomadas após o Governo do Estado efetuar o pagamento referente ao serviço que estava atrasado há seis meses. O anúncio do pagamento foi feito na manhã desta terça-feira (24) pelo diretor-presidente da Fundação Vila Olímpica (FVO), Aly Almeida.

Almeida explicou que o principal motivo para o atraso nos pagamentos foi a crise econômica que o Brasil atravessa e, por causa da queda de arrecadação, setores como educação e saúde foram prioridades do governador José Melo. Porém, em reunião realizada na manhã de terça (24), o governador acertou o pagamento dos seis meses que estavam em débito.

“O pagamento já foi realizado e agora está  naquele trâmite que acontece, tem a  burocracia de documentação, mas está tudo acertado com a empresa sem problema nenhum.  Os R$ 400 mil já foram pagos”, explicou.

O diretor-presidente da FVO também salientou que o período em que o gramado passou sem tratamento bem como a recuperação do que foi prejudicado pela praga, não trará custos extras para os cofres públicos.

“O custo é zero. A empresa é contratada para a manutenção então não tem custo nenhum a mais do que ela recebe todo mês. Já foi sancionado esse problema do pagamento deles ontem (na segunda-feira,23) já está tranquilo”, acrescentou.

O gramado está vivo

De acordo com o agrônomo da Greenleaf, Ricardo Silva, o gramado da Arena foi infestado por lagartas e devido a paralisação da manutenção, a praga se profilerou. Apesar da praga, o prejuízo foi apenas na estrutura foliar da grama, do tipo Bermuda – tipo exigido pela Fifa e que é desenvolvida em laboratórios fora do Brasil – o que significa que a grama está viva e as raízes não foram prejudicadas.


“A grama continua viva. O que perdeu foi parte da área foliar, mas isso a gente consegue recuperar com facilidade. A gente tem maquinário, produtos e conhecimentos suficientes para fazer a revitalização desse gramado e com 60 dias a gente já tem um gramado exatamente como estava antes”, disse o técnico da Greenleaf.

A previsão é que a vegetação seja recuperada em torno de 60 dias e um dos fatores determinantes para que o prejuízo não fosse maior foi o fato da manutenção não paralisar totalmente. Ricardo explicou que apesar da interrupção da manutenção, foi feito um esforço para manter o gramado vivo.

“Assim que a gente soube do processo de negociação com o Governo, para evitar que o problema se alastrasse,  a gente fez um combate da lagarta na semana passada, dia 19. A lagarta já está morta,. Não existe mais nenhuma lagarta viva no gramado o que precisa são atividades para recuperar o gramado. A questão de irrigação não parou, se manteve todo o tempo e até esse controle das lagartas foi uma das nossas estratégias para manter o gramado vivo”, contou.


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