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Após vitória contra Japão, amazonenses renovam confiança na Seleção Brasileira

Boa vitória na estreia deixou torcida animada, mas alguns manauenses destacam a fragilidade japonesa 17/06/2013 às 10:18
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O vendedor Armando Miranda festeja a alegria da torcida
André Viana ---

A desconfiança da torcida manauara sobre o desempenho da Seleção Brasileira na Copa das Confederações diminuiu bastante após a boa vitória sobre o Japão, por 3 a 0, no último sábado (15), no estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília.

Os gols de Neymar, Paulinho e Jô trouxeram de volta a esperança na conquista do tetracampeonato da competição, que está sendo disputada em seis das 12 cidades-sedes da Copa do Mundo do próximo ano.

Antes mesmo de a bola rolar contra os japoneses, os torcedores da capital amazonense  demonstravam a mudança de comportamento. Dono de um ponto de vendas de bandeiras na Bola do Eldorado, Armando Miranda, 33, se surpreendeu com a procura dos adereços por parte da população. “Vendi 40 bandeiras pequenas para colocar nos vidros dos carros antes do jogo de sábado, e também cinco grande e seis médias. Hoje (ontem) vendi umas 10 pequenas. Acredito que se vencermos o México, na quarta-feira, a procura de bandeiras para o clássico contra a Itália no próximo sábado será triplicado”, contou Armando, que confecciona as bandeiras que vende. O preço de uma bandeira para carro é de R$ 10, a média sai por R$ 40 enquanto a grande custa R$ 100.

O engenheiro vascaíno Antônio Lopes, 50, não comprou bandeiras para assistir o jogo, mas é uma prova de que a confiança de parte da torcida cresceu com a vitória na estréia. “Foi uma apresentação convincente. Muito boa mesmo. Superou a expectativa. O Felipão soube montar bem o time brasileiro”, frisou Antônio. Ao lado da esposa, Lenice Costa Lopes, o engenheiro lembrou-se de um fator fundamental para que o time deslanchasse contra o Japão. “Ter feito um gol no início da partida foi crucial. Ainda mais um golaço como só o Neymar sabe fazer. Esse gol trouxe tranquilidade para a equipe, o apoio da torcida, tirou a pressão que existia sobre o Neymar e fez o Japão se abrir”, descreveu o empolgado torcedor.

Embora satisfeito com o placar de 3 a 0, e convicto que o time titular deve ser mantido pelo técnico Felipão, Antônio Lopes apontou o goleiro Júlio César como o melhor jogador da Seleção Brasileira na estreia. “Ele mostrou segurança quando foi exigido. Quando o placar estava 1 a 0, o Japão pressionou bastante. Chutou bolas perigosas e ele (Júlio César), que estava sendo bastante criticado fez belas e difíceis defesas”, analisou.

A defesa, por sinal, foi o setor do time mais criticado pelos torcedores entrevistados. Para uma torcida que sempre valorizou o ataque, os anos de insucessos serviram como aprendizado.

Fragilidade

 A falta de expressão da seleção japonesa, segundo os torcedores manauenses, também foi citado como um facilitador da vitória brasileira. “O Japão nunca ganhou nada e veio para o Brasil ainda comemorando a classificação para a Copa do Mundo, que é o que interessa para toda seleção. E mesmo assim o Honda (meia-atacante) teve liberdade para concluir em gol. Isso tem que ser levado em conta. E melhor esperar”, destacou Ivan dos Santos, 40, bancário.

União pela Seleção, mas há insatisfação


A amizade do tricolor Rodrigo Roeles, 26, carioca e do mineiro de Juiz de Fora, botafoguense, Marcelo Faria, 27, começou há dois anos quando o segundo foi transferido para a Base Aérea de Manaus, onde Rodrigo já se encontrava.

A rotina desgastante da vida militar e a distância da família é quebrada nos momentos em que assistem o esporte preferido: o futebol. Torcedores de clubes diferentes, a rivalidade foi colocada para escanteio quando a bola rolou entre Brasil e Japão, na partida que iniciou a Copa das Confederações.

O resultado agradou aos dois militares, mas ambos ainda não estão satisfeitos com a atuação da Seleção. “Gostei do resultado, mas ainda acho a defesa muito lenta na marcação”, disse o tricolor Rodrigo, que aposta na subida de produção do time com o decorrer da competição e confia no poder de decisão do atacante do seu time. “O Fred é meu ídolo. Ontem (no sábado), ele passou em branco, mas na hora do aperto, contra um time mais forte, ele sempre aparece. É decisivo”, confia.

Para o botafoguense Marcelo Faria, o maior erro do técnico Felipão é apostar em Júlio César e não no goleiro alvinegro Jefferson. “Não dá pra entender isso. O Jefferson está jogando muito há anos e não ganha a camisa 1 da Seleção. Até mesmo o Cavalieri (goleiro do Fluminense) vive fase melhor. Aí o Felipão insiste em colocar o Júlio César...!”, reclama enfático.  Os momentos de torcedores unidos têm data para terminar. Botafogo e Fluminense se enfrentam no dia 7 de julho na primeira rodada do Brasileirão após a paralisação para a Copa das Confederações.

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