Sábado, 24 de Agosto de 2019
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Após Weidman quebrar a mão, Vitor Belfort só lutaria com Jacaré se valesse o cinturão interino

A disputa do cinturão dos médios do UFC precisou ser adiada para fevereiro de 2015, após o atual campeão, Chris Weidman, quebrar a mão. O brasileiro Vitor Belfort se sentiu prejudicado e afirmou que a criação de um cinturão interino seria justo



1.gif Belfort (à esquerda) afirma que estava pronto para o combate contra Chris Weidman
30/09/2014 às 09:55

Inicialmente programada para o dia 6 de dezembro, a disputa do cinturão dos médios do UFC precisou ser adiada para fevereiro de 2015. Isso porque o atual campeão, Chris Weidman, quebrou a mão e não terá condições de se apresentar na data esperada.

Grande prejudicado pelo adiamento, Vitor Belfort, que não luta desde novembro de 2013, alfinetou o adversário e afirmou que a criação de um cinturão interino nesses casos seria “o mais justo”. Além disso, já que não vai poder atuar pelo título neste ano, ele explicou sua única condição para fazer um combate antes do encontro com o americano.

O Fenômeno não escondeu a insatisfação por não poder brigar pelo seu terceiro cinturão do Ultimate (ele já foi campeão do GP dos pesados e deteve o cinturão dos meio-pesados) em dezembro.

O brasileiro relembrou que essa foi a segunda vez em um ano que Weidman se machuca e faz a organização alterar data do confronto. Para Belfort, quando acontece um fato desses, todo mundo sai perdendo.

“Foi frustrante não poder lutar agora em dezembro, pois estava pronto desde o início do ano e de repente tudo mudou. Acho que se lesionar faz parte do esporte, mas se lesionar e adiar luta duas vezes seguidas assim não pode acontecer. É ruim para todo mundo, mesmo para o lesionado”, afirmou o ex-campeão dos meio-pesados do UFC em entrevista por e-mail.

Apesar de Dana White já rechaçar a ideia da criação de um cinturão interino para os médios, Belfort explicou os seus motivos para lançar essa iniciativa. Essa é a segunda ocasião que Weidman se machuca em um espaço de menos de seis meses, já que em maio, o detentor do cinturão enfrentaria Lyoto Machida, mas também teve uma lesão e o duelo foi remanejado para julho. Questionado se, dessa maneira, já que está sem compromisso até o fim do ano, toparia um embate contra Ronaldo Jacaré, que também está sem luta desde que venceu Gegard Mousasi e é o segundo colocado do ranking dos médios, Vitor foi direto e impôs sua única condição.

“Acho que deveria existir uma regra para quando o detentor do cinturão se machucar pela segunda vez no mesmo ano, o UFC poderia lançar um cinturão interino até o campeão voltar. Seria mais justo. Eu só enfrentaria o Jacaré agora se fosse por uma disputa de cinturão interino”, comentou.

Chris Weidman respondeu a Belfort: “Eu quero deixá-lo completamente envergonhado. Quero fazer ele parecer um velho”, detonou o campeão do UFC.

Três perguntas para Vitor Belfort:

1º Como você lidou com o adiamento? 
Na bíblia diz que um dia é como mil anos e mil anos como um dia para Deus. Portanto esses dois meses serão como apenas dois dias, mas ao mesmo tempo serão dois mil anos de aprendizado.

2º Você acredita que vai compensar o tempo sem lutar ajudando seus colegas na Blackzilians?
Quanto mais tempo adiam a luta, mais tenho tempo para aprender novas técnicas e ensinar meus companheiros de treino. Isso na verdade é bom para mim e muito ruim para meu adversário. Eu me reinvento a cada dia e todo dia aprendo algo novo.

3º Você divulgou nas redes sociais a delegacia especializada em pessoas desaparecidas e lembrou da sua irmã. Qual é a importância dessa iniciativa?
A delegacia atual em Belo Horizonte tem cerca 80% dos casos resolvidos, ou seja, com a abertura da delegacia especializada em pessoas desaparecidas teremos muitos mais casos solucionados. Isso para mim é uma grande vitória, sem dúvida.

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