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Arena da Amazônia terá memorial do futebol local, mas FVO ainda procura financiamento

Museu - que será localizado na área onde é o acesso VIP do estádio multiuso - vai se chamar Flaviano Limongi, em homenagem e reconhecimento ao fundador da Federação Amazonense de Futebol (FAF) 03/10/2014 às 10:29
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Flaviano Limongi (à esq.) e Carlos Zamith: amizade que deixa saudade nos desportistas
Felipe de Paula Manaus (AM)

O presente e o passado estão prestes a se encontrar na Arena da Amazônia Vivaldo Lima. O projeto do Memorial Flaviano Limongi, um museu dedicado à história do futebol amazonense, foi apresentado ontem pela Fundação Vila Olímpica de Manaus (FVO), entidade que administra o estádio, aos representantes dos clubes profissionais e parte da imprensa local.

A promessa é de que o espaço, que ficará numa área de 200m² na área onde hoje é o acesso VIP do estádio, esteja aberto ao público até o fim do mês de outubro. No evento de ontem os dirigentes dos clubes foram convidados a ceder material histórico que possa contribuir para enriquecer o acervo do memorial.

Orçado em torno de R$ 100 mil, o projeto, no entanto, ainda não conta com financiamento para sua execução. Segundo o diretor-técnico da FVO, Ariovaldo Malízia, não houve reserva de orçamento para este fim. “A gente tem esse objetivo de buscar apoio na iniciativa privada para patrocinar o museu. Caso não aconteça isso, vamos ter que acionar o governo, se for o caso, mas tem que sair esse ano!”, declarou Malízia.

Segundo o diretor-presidente, o valor do ingresso cobrado será de R$ 20 para o turista nacional e estrangeiro e R$ 10 para estudantes e residentes de Manaus e do interior, desde que apresentem documentação comprovando a moradia no Estado.

Com média de visitação de 500 pessoas por semana, a Arena da Amazônia deve multiplicar seu potencial de interesse do público a partir da criação do acervo. O presidente do Rio Negro Clube, Thalles Verçosa, aprovou a iniciativa e diz que pretende ceder objetos do arquivo do clube para que sejam expostos como peças históricas no museu.

Na Sala de Memórias do Rio Negro, são cerca de 8 mil itens, entre troféus, atas, medalhas, camisas históricas e um grande número de fotos. “Temos até a bola de prata que o Berg (ídolo do Rio Negro) conquistou no Campeonato Brasileiro, único amazonense a atingir tal feito jogando dentro do Estado”, exemplificou Verçosa.

Justa homenagem

O nome do memorial - Flaviano Limongi - é justa homenagem ao fundador da Federação Amazonense de Futebol (FAF), um dos entusiastas do futebol amazonense de todos os tempos.

“Ele alavancou o futebol amazonense na década de 60, quando o nosso futebol se tornou profissional e ainda trouxe a Seleção Brasileira na inauguração do Vivaldão”, conta Carlyle Zamith, 54, filho do amigo de longa data de Limongi, Carlos Zamith, e herdeiro do acervo de milhares de fotografias e textos sobre o esporte bretão em terras amazonense, material que ele também pretende compartilhar com o museu.


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