Quinta-feira, 22 de Agosto de 2019
Memórias

Armando Belém relembra a saudosa fase na Chapecoense

O amazonense Armando Belém jogou no Verdão do Oeste durante o Campeonato Estadual de 1981, e lembra com carinho de tudo que viveu no clube.



Capturar.JPG O Falcão do Norte relembra com saudade a boa fase que teve na Chapecoense (Foto: Aguilar)
30/11/2016 às 10:45

No ano de 1981, o amazonense Armando Belém, também conhecido como Falcão do Norte, jogava no time do Nacional quando foi emprestado para jogar uma temporada do campeonato Estadual de Santa Catarina, pela Chapecoense.

“Lembro que meu treinador me levou de Manaus para lá, e eu nem sabia por que, daí ele me disse que o time precisava de alguém como eu, estilo ‘Falcão do Norte’ (risos), que desse mais cadência ao jogo, sem muita correria, justamente para segurar um pouco o ritmo dos jogadores catarinenses, que correm muito”.

O jogador amazonense conheceu o time Chapecoense ainda no início de sua história, e relata como ele era nessa fase. “Na época, eles já vislumbravam a ascensão do time que aconteceu agora, já havia excelente gestão, eram muito organizados e diziam que iam chegar a estar entre os melhores”. Armando também disse que lá todos se envolvem e apoiam o time, pois são ‘fanáticos por futebol’.

“Lembro do estádio lotado (Arena Condá, na época, Índio Condá), da paixão e do carinho da torcida, que achei maravilhosa; então foi muito boa minha passagem por lá, fiz várias amizades, além de tudo”, disse Armando.

“Fiz gols que não esqueço, contra o Figueirense, contra o Internacional de lajes, e gostei bastante de jogar no time, pois tivemos uma temporada muito boa. Antes, a Chapecoense ficava lá atrás no campeonato e, no ano em que eu estava, ficamos em terceiro, atrás apenas de Joinville e Criciúma, que haviam investido muito naquele ano de 81”.

Armando disse que a Chapecoense tinha academia, alimentação de primeira qualidade para os atletas, hotel, etc. “Era tudo perfeito, eles davam todas as condições favoráveis para os jogadores”.

Emoção
Armando disse que quando soube da notícia do desastre aéreo ficou bastante emocionado. “Fiquei chocado, triste, e sem palavras, pois são seres humanos, e ao pensar que já estive nesse time, que já tive o carinho da torcida de Chapecó, fica mais complicado, e pensamos que só Deus mesmo para amenizar a dor dos que ficam”.

Armando relatou que após ver as notícias sobre o acidente lembrou-se de muitas coisas da sua carreira como jogador, da fase no clube e, também, da viagem que fez com o Nacional em excursão, saindo de Manaus, passando pelo Acre, e seguindo até Cochabamba, na Bolívia. “Fizemos um trajeto parecido com o que eles fizeram nessa viagem que terminou em tragédia, e me lembrei de como foi complicada e assustadora a viagem, porque o clima é sempre irregular naquela região, e ainda tem as colinas, então lembro que ficamos apavorados, e imagino o que eles devem ter passado momentos antes da queda do avião”, relatou Armando.

Dias de hoje
Armando tem hoje 60 anos, formou-se em administração, faz pós-graduação e trabalha em multinacional, mas não deixou de lado o futebol. “Me sinto bem mais jovem do que a idade que eu tenho,  trago boas lembranças do meu tempo de profissional, e sigo jogando pelo time máster do Nacional”.

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