Publicidade
Esportes
Craque

Artilheiro da Arena: zagueiro do Remo volta a encarar o Nacional no estádio onde fez história

Max Lélis retorna a Arena da Amazônia um ano e cinco meses após ter marcado seu nome como o primeiro goleador do estádio da Copa do Mundo em Manaus. Em novo duelo com o Naça, o defensor já pensa em ampliar a artilharia 02/02/2016 às 10:35
Show 1
Max Lélis já teve uma atuação de gala contra o Nacional
Denir Simplício Manaus (AM)

Domingo, 9 de março de 2014. Tarde cinza e quente na capital amazonense. Um dia de festa para o torcedor Baré, que respirava Copa do Mundo  por todos os poros na tão esperada inauguração da suntuosa Arena da Amazônia - palco que receberia, meses depois quatro jogos do Mundial da Fifa.

O jogo de abertura do estádio multiuso não poderia ser mais emblemático para o povo da Amazônia. Duas equipes decidindo uma vaga nas semifinais da Copa Verde 2014: Nacional e Remo, um dos maiores clássicos do Norte do País. Nas arquibancadas, paraenses e amazonenses travavam uma batalha de provocações, em campo 22 jogadores lutavam bravamente, não apenas pela vitória, mas pela chance de ter seu nome marcado eternamente na história de um estádio de Copa do Mundo.

Entre meio-campistas e atacantes, coube a um zagueiro marcar o primeiro gol na Arena da Amazônia. Seu nome? Max Lélis, e ele estará em  campo novamente amanhã contra o mesmo Nacional no mesmo gramado tentando marcar mais uma vez no “Duelo dos Leões”.

Na memória

Eram jogados 32 minutos do primeiro tempo. Escanteio pela esquerda e Thiago Potiguar cobra  na cabeça de Lélis. Gol. Estava inaugurada uma das redes da Arena da Amazônia. Festa do lado remista, silêncio entre os nacionalinos. Aos 15,  da segunda etapa, Diogo Silva cobra falta pela direita e Max mergulha para batizar também o outro gol do estádio. 

“As lembranças são as melhores, um jogo decisivo pra gente e ainda iríamos inaugurar um estádio da Copa do Mundo. E graça a Deus fui feliz em fazer os dois gols e ajudar nosso time a sair com a classificação”, relembra Lélis.

O defensor, que marcou os dois primeiros o gols da história da Arena, sabe que o novo confronto com o Nacional é tão decisivo quanto o de um ano atrás. “Mais uma vez um duelo decisivo sim. Porém, não é mata-mata como na Copa Verde, então as duas equipes têm chances de se classificar. Mas, é claro que vamos dar o nosso melhor em busca da vitória para somar pontos e garantir a nossa classificação o quanto antes, que é o nosso objetivo”, salientou o “artilheiro” Max Lélis.

Por mais incrível que pareça, o zagueiro - que não perdoou time do Nacional -, é  nascido na cidade de  Perdões, em Minas Gerais. E parece ter escolhido o Leão da Vila como maior vítima. O defensor marcou quase a metade dos gols na  carreira em cima do Naça. O “carrasco” do Leão tem apenas cinco gols em sua trajetória no futebol, e  deixou bem claro que se tiver oportunidade, vai marcar. 

“Então, nosso dever primeiramente é defender. Vamos procurar fazer nossa parte lá atrás bem feita e quando tiver uma oportunidade no ataque, vamos em busca do gol também”, avisou Lélis.

Max Lélis responde:

1 - Você fez poucos gols na carreira, sendo que quase a metade desde foram aqui em Manaus. A Arena te traz sorte?

Não sou muito de fazer gols. Foi uma surpresa pra mim ter feito logo dois em um jogo só. A principal função do zagueiro é defender. É bom voltar a Arena.

2 - O Remo passou por dificuldades no início do ano. Salários atrasados, torcida protestando, mesmo assim vocês acabaram sendo campeões do Parazão 2015, isso uniu mais o elenco?

Verdade, passamos por situações difíceis no início, mas no contexto geral conseguimos dar a volta por cima,  ser campeões e garantimos nossa vaga na Série D. Agora é uma nova competição e a mais importante para o Clube do Remo nos últimos anos. Por isso o grupo está bem unido sim, sabendo de nossas obrigações e assim acreditamos tirar o clube dessa situação.

3 - O treinador Cacaio assumiu o Remo para apenas quatro jogos na vaga do Zé Teodoro. Mas o time engrenou,  ganhou novo ânimo, o que mudou?

Zé Teodoro é uma excelente pessoa e também treinador, tanto que já conquistou vários títulos e acessos por onde passou. Mas aqui, infelizmente, não deu certo. Cacaio chegou, foi mostrando seu trabalho, mas dentro disso o grupo também passou por situações difíceis dentro e fora de campo e através disso nós fechamos e caminhamos juntos e fomos abençoados com o título do paraense.

Publicidade
Publicidade