Sexta-feira, 15 de Novembro de 2019
DIFERENTE

Artilheiro dos campos virtuais, conheça o lado gamer de Léo, o Índio Negro

Artilheiro do Barezão ao lado de Marinho, Léo Índio Negro revela o que faz quando não está dando suas ‘flechadas’ por aí



SPO.AL-R.01.JPG Leonardo acredita que a experiência de dentro do campo acaba ajudando na hora de jogar no videogame. (Foto: Antônio Lima)
18/06/2017 às 05:00

Veterano, artilheiro do Barezão, e figurinha carimbada do futebol amazonense. Leonardo, o Índio Negro, já escreveu seu nome na história do futebol local, com três títulos do Barezão, mas o atacante ainda tem segredos guardados dentro da mala.

Quando se prepara para viajar, chuteiras, roupas, objetos pessoais, o videogame e televisão não podem faltar. Isso mesmo, o atacante leva uma televisão e um videogame dentro da mochila quando se prepara para disputar jogos fora do Amazonas. Com tudo dentro da mochila, enquanto espera a hora de voar o artilheiro usa o faro de gol para procurar uma tomada e ‘aquecer’ ali mesmo. “Tem até uma história engraçada com o zagueiro Martony, que jogou comigo no Nacional. Ao voltar do jogo na Série D pelo Princesa, o encontrei em uma conexão de vôos em Brasília. Ela jogava pelo São Raimundo do Pará. Faltavam 3 horas pra embarcar no vôo para Manaus, eram umas 7h. Para passar a hora, ficamos jogando um contra o outro. Aí ele estava perdendo pra mim, deu a hora do embarque e ele não queria parar de jogar, pois queria revanche atrás de revanche. Aí, para não perder o vôo, tive que desligar na marra. Ele ficou chateado  e foi embora para o avião e me deixou sozinho guardando o vídeo game. Quase perdi o vôo, fui o último a entrar no avião”, relembrou o atacante. 

Mas levar o hobby para todo lado não é uma missão fácil, Leonardo precisou achar uma mochila em que coubesse todo o seu ‘Kit de sobrevivência’. Ele utilizou a habilidade dos campos até para driblar os vendedores. “Alguns anos atrás eu levava meu videogame nas viagens, mas quando chegava no hotel,  na concentração, algumas televisões antigas não tinham entrada certa ou as tomadas ficavam longe. Aí me veio a cabeça de comprar uma televisão portátil pra usar nas viagens, e  também em casa com a esposa estava tendo uns problemas por causa da televisão (risos). Aí que começou a batalha nas lojas pra encontrar a televisão, foram uns 6 meses procurando na internet e nas lojas. Minha esposa, Sabrina, tinha uma mochila e eu levava nas lojas pra verificar se cabia. A maioria das televisões não cabia. Ainda tinha que ter um diálogo legal com os vendedores, pois eles tinham que pegar no estoque e,  muitas das vezes, eu não levava  pois não cabia na mochila ou o preço não estava acessível. Há uns três anos comprei a tv e ela vem me acompanhando até hoje Até as brigas com a esposa terminaram, ela pode assistir os programas dela em paz (risos)”, relembrou.

Se nos games a idade não faz diferença, longe do mundo virtual, Leonardo até chegou a planejar pendurar as chuteiras em 2017, mas como em um jogo eletrônico, o Índio Negro conquistou mais uma ficha  e passou para a próxima fase.  “Eu venho dizendo sempre sobre o final da minha carreira devido a minha idade: 35 anos. Creio que estava na hora de dar espaço aos mais jovens, mas esse ano que estou tendo está sendo especial.  Deus vem abençoando o trabalho grandemente. Com esse prêmio de artilheiro e seleção do Campeonato  Amazonense, ganhei uma motivação a mais, para jogar mais um ou dois anos. Creio que ganhei mais dois anos de carreira (risos). Ainda vão ver muitas flechadas do Índio Negro”, desligou... ou melhor, encerrou, Leonardo.




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