Publicidade
Esportes
Craque

Artur Mariano, mestre do Muay Thai visita Manaus e comenta sobre o futuro da modalidade e sua relação com MMA

O mestre da arte também relata que vem tentando trazer o campeonato brasileiro da modalidade para Manaus e tenta apoio da prefeitura 16/11/2014 às 15:32
Show 1
Aulão com o mestre Artur Mariano, presidente da Confederação Brasileira de Muay Thai
ANDERSON SILVA Manaus (AM)

Internacionalmente conhecido no mundo do MMA, principalmente do Muay Thai – arte marcial de origem tailandesa – que utiliza as “oito armas” como punhos, cotovelos, joelhos, canelas e pés, no confronto com o adversário, o mestre e presidente da Confederação Brasileira de Muay Thai (CBMT), Artur Mariano, esteve em Manaus para ministrar uma aula sobre técnicas da luta e participar do exame nacional de graduação dos alunos da academia Champions Factory.

O esporte praticado há mais de 10 anos em Manaus está mais em alta do que nunca e têm chamado atenção de mulheres, jovens e senhores que buscam um esporte diferente. Essa “febre” tem originado novos talentos,  que no futuro podem estar brilhando em competições e, principalmente, no  MMA.

(Artur Mariano também comentou sobre a luta de Victor Belfort e Chris Weidman no UFC)

Para saber da qualidade do “produto interno” amazonense e do futuro do MMA no Brasil, conversamos com Artur Mariano que, também é comentarista do canal Combate e cada vez mais tem destacado nosso Estado como uma potência para o esporte de luta.

A Crítica: Como iniciou a sua ligação com Manaus?

Minha ligação começou com o professor Neto Dídimo quando abriu a Champions. Foi aí que vim pra cá para dar suporte e realizar os exames de graduação há dez anos.

A Crítica: Desde a implantação, o muay thai tem crescido muito no Amazonas?

Manaus cresceu muito, quando o muay thai começou aqui não tinha tradição nenhuma, a tradição era o jiu-jitsu e foi um trabalho de formiguinha. A partir do terceiro ano tínhamos uma filial forte e o professor Didímo e o Rodrigo deram essa força, deu uma energia muito grande e temos essa explosão gigantesca.

A Crítica: Os alunos evoluíram no esporte?

Dá para sentir a evolução técnica. Quando cheguei aqui (segunda-feira) tivemos uma luta de boa qualidade com duas mulheres. Uma boa luta que mostra o trabalho desenvolvido aqui em Manaus.

A Crítica: As mulheres ainda procuram muito o esporte?

E muito! Principalmente pela parte da perda calórica. Ela também tem uma aula muito versátil e não é uma mesmice, trabalha com a autodefesa e mexe com a confiança das meninas.

A Crítica: Como você avalia o muay thai no Brasil?

Foi um trabalho de muitos anos e o Brasil hoje é uma potência. Temos ótimos lutadores e campeões. Muitos países nem querem mais enfrentar lutadores do Brasil, pois já estão com o nível técnico muito alto. Só esse ano foram oito campeonatos mundiais com seis pratas e 12 bronzes. O Brasil está muito bem nos mundiais.

A Crítica: Como é a ligação do muay thai no MMA?

Agora todos os atletas que lutam MMA, sem exceção, treinam uma única modalidade com joelho e cotovelos. O muay thai é a modalidade mais completa que tem em pé. É a arte das oito armas. Utilizam-se punhos, cotovelos, joelhos e canelas, por isso é muito procurado. Temos lutadores que se destacam usando o muay thai, o Anderson Silva, Wanderlei Silva e o Mauricio Shogun.

A Crítica: Falando de MMA, ainda teremos lutadores com formação de base no muay thai, campeões no MMA?

Ainda temos atleta de chão como Rener Barão, José Aldo. Agora tem uma nova geração de campeões mundiais (no muay thai) como Alexsander Castilhos, campeão do mundo, e o Victor Santos que vão ingressar no MMA. Eles serão os novos Anderson Silvas e Shoguns. Temos uma nova safra que promete trazer cinturão. São máquinas de bater.

A Crítica: Então teremos uma boa geração vindo aí...

Sim, com toda a certeza. Esse ano foram oito campeões mundiais. São atletas que estão tendo uma bagagem muito grande. Para ser campeão tem que ganhar quatro, três lutas, e não são lutas fáceis, não. Tem que estar muito bem preparados. Esse trabalho que os professores (Dídimo e Rodrigo) estão fazendo dão um nível técnico aos alunos. De qualidade temos o Mario Israel e o resultado  vamos ver... ele luta no dia 29 no Rei da Selva. É um lutador de qualidade.

A Crítica: Por que Manaus sempre revelou bons lutadores?

Primeiro o sangue do povo de Manaus é forte, raçudo, caboclo... Então isso ajuda muito na luta. Juntando isso com a técnica é uma explosão.

A Crítica: Há possibilidades de  recebermos campeonatos nacionais?

Sim! Vamos fazer uma reunião com o mestre Osvaldo Alves e o  prefeito Arthur Neto para podemos realizar uma etapa oficial do Brasileiro. Temos que ter o apoio da prefeitura para fazemos a parceria e temos todo o interesse que Manaus receba um evento de grande porte, os atletas e professores de Manaus merecem.

A Crítica: O Vitor Belfort passa pelo Chris Weidman?

Vai ser uma luta muito dura e Victor não está mais usando o TRT e vamos ver ele lutando pela primeira vez. Vamos ver como vai ser. O Vitor no primeiro round é um fenômeno, no segundo e terceiro... Vamos ver quem vai vencer.

A Crítica: O retorno do Anderson Silva será com a mesma “pegada”?

Depois que você sofre um acidente e tem que fazer uma recuperação traumática é difícil. Ele com aquela perna não vai chutar forte jamais. Ele está próximo do final de carreira e não possui mais 20 anos pra poder ter um amadurecimento psicológico. É pouco tempo para se recuperar de um acidente deste que traumatiza psicologicamente.

Publicidade
Publicidade