Quarta-feira, 13 de Novembro de 2019
MMA

Wolverine do Amazonas defende cinturão peso-mosca no Coari Champions

O lutador de 30 anos, Gilliarde Wolverine, coleciona quatro cinturões de MMA em diferentes eventos e categorias



wolver_1BAB6ED5-8AAE-438E-A7BA-244D3F0C3329.JPG Arte: Helinaldo Lima
27/07/2019 às 16:26

O lutador da Equipe Renovação Coari Team, Gilliarde Wolverine (14-6) é faixa preta de jiu-jítsu. Ele começou no MMA aos 18 anos, hoje com 30, ele coleciona quatro cinturões: AFC, Coari Champions em GP, The Best Coari Fight e recentemente sagrou-se campeão do Rei da Selva, também em um GP: três no peso-mosca e um no peso-galo, respectivamente.  Ele defende seu título do Coari Champions, no dia 3 de agosto, às 19h, no Centro Cultural do município, contra Maurício Almeida. O evento tem expectativa de receber mais de 20 mil pessoas.  

Em sua defesa de cinturão, no Coari Champions, Gilliarde enfrentará Maurício Almeida. O lutador comentou a expectativa para a luta e disse já projetar uma carreira internacional. “Sou um dos melhores da categoria 57kg, peso-mosca, quero muito ter uma oportunidade de lutar em um evento televisionado, até mesmo internacional. Estou trabalhando muito para isso, para quando a oportunidade aparecer eu estar totalmente preparado e dar o melhor dentro do ringue”, declarou.



O coariense começou treinando jiu-jítsu apenas, mas logo quis experimentar a luta em pé e no mesmo ano passou a treinar MMA, ele conta que não teve grandes dificuldades na nova modalidade. “A adaptação foi tranquila, mas os treinos ficaram mais fortes, várias vezes fui pra casa com as córneas do olho muito machucadas porque acontecia do dedo entrar no olho, naquele tempo não havia tanta preocupação com proteção também”, afirmou. “Quando era criança não me imaginava sendo lutador, mas a partir da adolescência comecei a me interessar em artes marciais”, completou o lutador que tem como apelido Wolverine por gostar muito do personagem das histórias em quadrinhos.

Ele também analisou a situação dos profissionais do esporte no Brasil. “Minha relação com o MMA é tudo, eu não trabalho, meu único sustento é a luta. Está difícil de conseguir isso, muitos têm esse mesmo sonho, mas por enquanto nós vamos trabalhando nisso”. 

O campeão comentou a preocupação da família com a integridade física e o retorno financeiro do esporte. “O MMA, jiu-jítsu, a academia e os treinos todos os dias são muito importantes para mim. Tenho dois irmãos, que têm profissões normais, um é advogado e o outro pastor. Até hoje eles pedem pra eu parar de treinar, pra sair do MMA, mas eu falo pra eles que não vou fazer isso. Cada um escolheu aquilo que gosta de fazer”, disse. Wolverine chegou a cursar faculdade de Educação Física, mas precisou interromper os estudos devido ao custo mensal. 

Sobre seus cinturões, Wolverine conta que todos são especiais e simbolizam a perseverança do atleta. Os mais difíceis, segundo o lutador, foram os títulos conquistados no formato de GP, nos quais ele realizou duas lutas na mesma noite.

 “Meu primeiro cinturão foi no evento AFC aqui de Coari, o segundo já foi mais difícil porque foi um GP no Coari Champions. O terceiro é pelo The Best Coari Fight e o quarto no Rei da Selva onde fiz duas lutas duras, mas graças a Deus saí campeão. Dois dos quatros são resultados de GP, que exigem muito mais fisicamente. Até hoje fico nervoso nas lutas, ainda mais com cinturão na disputa, todo lutador sente, quem falar que não fica, está mentindo”, revelou o lutador.

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Repórter de A CRÍTICA

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