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Associação de futebol de mesa quer aproveitar estrutura para entrar 2015 alcançando jovens

Com o fim das atividades de 2014, a associação quer aproveitar a estrutura conquistada neste ano para entrar 2015 alcançando jovens de várias escolas da rede pública e municipal de ensino 04/01/2015 às 09:53
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Botonistas Cléber Farias, Alexandre Macedo e Walerson
Anderson Silva Manaus (AM)

Muito praticado na década de 1980, o futebol de mesa voltou em 2014 com força máxima e inúmeras competições em Manaus. Graças à Associação Manauara de Futebol de Mesa (AMFM), os jogadores que são chamados de botonistas não se ausentaram e estão fazendo o esporte ganhar mais adeptos.

Com o fim das atividades de 2014, a associação quer aproveitar a estrutura conquistada neste ano para entrar 2015 alcançando jovens de várias escolas da rede pública e municipal de ensino.

“Temos material próprio para realizar qualquer projeto independente de ajuda. Temos mesas oficiais, bolas, traves e times reservas para fazer parcerias com as escolas. Queremos valorizar os alunos e fazer com que muitos deles não fiquem ociosos ou corram riscos nas ruas”, disse o botonista e presidente da AMFM, Cléber Farias.

O projeto, que será repassado às escolas de Manaus, terá o início no local no qual o esporte começou na cidade: a escola Marechal Hermes, no bairro Nova Esperança, Zona Centro-Oeste.

“Começamos na escola Marechal Hermes no ano de 1994. Queremos que o projeto piloto comece por lá. Temos os botonistas que possuem um trabalho social como uma escolinha de futsal na comunidade. Vamos conversar com a diretoria e nós pretendemos fazer com que os alunos aprendam sobre o esporte”, frisou.

O pensamento da associação é atender 30 alunos por escola, com a atual estrutura.

“Inicialmente atenderemos 30 crianças e se tivermos apoio logicamente teremos mais vagas e vamos colocar nossos botonistas profissionais como monitores”, explicou.

Expansão
A meta é atingir alunos a partir de oito anos de idade. Se o projeto for aceito nas escolas as aulas poderão ocorrer durante a semana, ou ate mesmo aos finais de semana.

“Existem projetos nas escolas em que há alunos apenas correndo na quadra e jogando queimada. Com o futebol de mesa podemos estimular a concentração. Também queremos levar o projeto para o Centro do Idoso. Os próprios idosos, filhos, netos e comunidade poderão participar”, destacou Farias.

Seguindo o exemplo do xadrez
Além da diversão, o futebol de mesa quer seguir o exemplo do xadrez que vem conquistando espaço nas escolas, ganhando adeptos e aprimorando as técnicas dos alunos.

“O futebol de mesa e o xadrez possuem uma forma didática semelhante. No futebol de mesa se trabalha a concentração assim como no xadrez. Se o jogador não tiver concentração só vai só bater na bola e não vai fazer gol. Assim como no xadrez os participantes precisam se respeitar e não podem comemorar com euforia. Tem que se respeitar”, disse o assessor de Educação Física da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), professor Jorge Lelis, que também coordena o projeto de xadrez nas escolas da Zona Leste.

“Conseguimos bons resultados em 2014. Temos o Thales Ferreira, de 14 anos, que ganhou medalha bronze e é aluno da Escola da Polícia Militar. Foi a primeira medalha que o Amazonas conseguiu nos Jogos Escolares da Juventude”.

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