Sábado, 25 de Maio de 2019
Sonho Dourado

Atacante da Nilton Lins sonha com 'gol de ouro' na final do Peladão Feminino

Aprovada em seletiva da Nilton Lins no ano passado, Thalita Rocha, que ainda não marcou na competição, quer marcar seu primeiro gol no Peladão Brahma 2016 justamente na decisão contra o 3B



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Thalita nasceu em Manacapuru e tentará frear o 3B neste sábado (28), na Arena (Foto: Márcio Silva)
27/01/2017 às 14:28

“É um orgulho a gente poder entrar e jogar num campo como esse, que foi palco de Copa do Mundo e a gente estar aqui agora, com a oportunidade de jogar uma final”. A frase é de uma garota de 18 anos que, vislumbrada com a imensidão e beleza da Arena da Amazônia, não conseguia esconder a emoção.

Era a primeira vez que Thalita Rocha, 18, atacante do time feminino da Nilton Lins, pisava no mesmo palco onde gigantes do futebol mundial como Cristiano Ronaldo e Wayne Rooney já pisaram.

Nascida em Manacapuru (distante 68 quilômetros de Manaus), a jogadora relizava um sonho. No entanto, a atleta que tem pela frente a fortíssima equipe do 3B na decisão deste sábado (28), tem um sonho ainda maior: marcar o primeiro gol dela no torneio justamente na final.

“A gente imagina, né? É o que eu quero! Vai ser difícil, sei. Mas quem sabe?”, disse a atacante observando incrédula o tapete verde da Arena da Amazônia.

Davi contra Golias

Se Thalita ainda não balançou as metas adversárias na categoria feminina do Peladão Brahma 2016, a volante Djenifer Becker, do adversáro 3B, já marcou 16 gols na competição.

Os números do time do 3B - que nada mais é do que a equipe do Iranduba, hexacampeã amazonense -, são impressionantes. Foram oito vitórias em oito jogos. Sendo que, o elenco comandado pelo técnico João Bosco Brasil marcou 107 gols e levou apenas um. O que tornaria o gol tão sonhado pela atacante Thalita o segundo sofrido pelas favoritas ao título.

Vale ressaltar que, mesmo com a campanha avassaladora de mais de uma centena de gols, 3B e Nilton Lins entram em igualdade de condições na grande decisão, que será a segunda final - precede a decisão do Peladinho - deste sábado na Arena.

“A expectativa é de um jogo bem difícil, um jogo corrido. Elas estão aí com esse favoritismo todo, mas a gente se preparou bem e chegamos aqui. Então vamos lutar até o final pra conseguir o título”, comentou Thalita crente na possibilidade de derrubar o gigante 3B.

Jogar por 1 gol

Assim como o 3B, o time do Nilton Lins está invicto no Peladão Brahma. São sete vitórias em sete jogos. Sendo que a equipe da técnica Lilian Rabelo marcou 19 gols e levou quatro.

Sem a mesma magnitude da campanha das adversárias, Thalita, assim como todo o elenco do Nilton Lins, prega o respeito ao 3B, mas que pode surpreender na grande final.

“A gente vai respeitar o adversário. Vamos marcar e vamos fazer as jogadas que a gente vem treinando durante a semana. Os contra-ataques, por exemplo, e estamos prontas pro que vier de lá também”, disse a centro-avante, revelando o ponto forte de suas equipe.

“Nosso ponto forte é a união, a dedicação da equipe dentro de campo. Nossa força de vontade, a raça”, concluiu a jovem que tem a esperança de entrar pra história do Nilton Lins marcando o gol dourado do título.

Peneira e bolsa na faculdade

Assim como o atacante Marcelinho, hoje ídolo na Bulgária, Thalita deixou o município de Manacapuru em busca do sonho de vencer no futebol.

No ano passado, a atleta se aventurou numa seletiva organizada pelo time das faculdades Nilton Lins e foi aprovada. Graças à sua força de vontade, a atacante de 18 anos ganhou uma bolsa para cursar Educação Física na entidade.

Cursando atualmente o segundo período, Thalita relembra as dificuldades de adaptação à nova realidade, longe dos pais e amigos de Manacapuru.

“A adaptação na cidade, já que vinha de uma cidade pequena, e também no começo foi bem difícil ficar longe da família”, disse a jogadora, que mora com os tios na Zona Sul da capital.

Fã da Rainha Marta, a atacante do Nilton Lins tem o mesmo sonho de toda menina que joga futebol: vestir a amarelinha.

“Acredito que toda jogadora sonha em viver do futebol, ou chegar à seleção brasileira, mesmo sabendo ser um sonho distante, pois a falta de apoio ao futebol feminino infelizmente é enorme”, comentou a manacapuruense, revelando o que pretende fazer da vida, caso o futebol não vingue.

“Mas não alcançando esse sonho, pretendo trabalhar em alguma área vinculada ao esporte”, finalizou.


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