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Atleta amazonense concilia vida de lutador e sorveteiro em Manaquiri

Luis Barrosinho escolheu o MMA para superar momento difícil e agora sonha com uma carreira de sucesso. Ele disputa um cinturão na categoria galo do Manaquiri Fight Champioship 01/11/2018 às 13:42 - Atualizado em 01/11/2018 às 16:12
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Além das trocações no octógono, o atleta ainda ajuda o pai com a venda de sorvetes (Foto: Alessandro Raszl)
Dayson Valente Manaus (AM)

Drama, superação, vitórias e um objetivo. Essa é a história de vida que o lutador amazonense Luis Henrique Santos escreve através de golpes e trocações em ringues e octógonos de Manaquiri. Natural do município, o lutador de 20 anos encontrou na Arte Marcial Mista uma forma de superar a perda da mãe, quando criança, e agora pretende construir uma carreira de glórias no mundo do MMA.

Numa rotina entre treinos e o trabalho como sorveteiro, o atleta se prepara para dar os primeiros passos rumo ao grande sonho no próximo sábado (3), quando disputa o cinturão na categoria galo do Manaquiri Fight Champioship. Barrosinho, como é conhecido, encara o coariense Isaías Silva no duelo que antecede a luta principal, marcada para começar às 19h, no ginásio José Lins Caldeirão.

A origem de Luis Henrique é bastante humilde. Nascido na comunidade do Barroso, povoado no interior de Manaquiri que deu nome ao seu apelido, o atleta veio de uma família que tinha a roça como única fonte de renda. Morando com seus pais e avós, Barrosinho conta que sua infância foi sofrida.

“Era muito difícil. Trabalhávamos na roça arrancando batatas, macaxeira, melancia e outras coisas, debaixo do sol quente. Na época da seca, tínhamos que andar seis quilômetros para ir à escola”, conta Barrosinho.

Se já era complicado para Luís, a situação ficou pior quando o lutador recebeu a notícia do falecimento da mãe Gracilene, vítima de derrame com apenas 30 anos de idade.

“Foi a pior coisa que aconteceu na minha vida. Minha mãe era tudo pra mim, morreu muito nova e eu sofri bastante. Sei que ela está num lugar melhor, mas faz muita falta ainda”, comenta Luis, que tinha apenas 11 anos de idade quando perdeu a mãe.

Com a ajuda do pai e dos avós paternos, Henrique conseguiu atravessar o momento difícil após a morte da mãe e concluiu os estudos. Foi aí que as artes marciais apareceram no caminho do amazonense.

“Conheci o projeto de lutas do mestre Ed Gorila e comecei a gostar dos treinos. Ai recebi a oportunidade e ele me acolheu muito bem”, conta Luis, que ingressou na academia Ed Gorila Team, filial da Kratus, aos 18 anos.

Com a expectativa de conquistar seu primeiro cinturão, Barrosinho está confiante na vitória diante do adversário. “Tive um mês de uma preparação intensa, treinando três vezes por dia e espero mostrar que tenho potencial para vencer, que posso acreditar nos meus sonho e de um dia chegar ao UFC, se Deus quiser”, acredita.

Vende sorvete com o pai

Para custear seus gastos, o lutador Luis Henrique ajuda o pai vendendo sorvete na praça central de Manaquiri. Numa máquina do tipo expresso, da própria família, o atleta oferece o gelado pela manhã e à tarde, já que à noite vai para a academia. Segundo Luis, o “bico” garante R$ 100 a R$ 120 por dia.

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