Quarta-feira, 28 de Outubro de 2020
EXEMPLO

Atleta de Roraima e AM funda escola de MMA e ajuda lutadores nos EUA

Naldo ‘Faveloso’ Silva possui trajetória de sucesso no MMA e agora busca ajudar novos talentos com seu evento próprio: o Silva Combat Fighting



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27/11/2019 às 07:41

O mundo das lutas sempre foi marcado pela grande presença de atletas brasileiros, muito devido à garra e força dos nossos guerreiros tupiniquins, ao pensar em MMA é impossível não remeter aos nossos ‘brazucas’: José Aldo, Anderson Silva, Vitor Belfort, a famosa família Gracie e muitos outros. As artes marciais mistas, certamente figuram entre os esportes mais democráticos do planeta, sendo capaz de transformar o mais humilde lutador em uma grande estrela, além é claro da melhoria na qualidade de vida.

Foi perseguindo esse sonho que o atual diretor e fundador do Silva Combat Fight, o roraimense Naldo “Faveloso” Silva se mudou para Manaus. ‘Nocautean- do’ imensos adversários durante sua trajetória, no início da árdua caminhada a fé de conseguir um bom retorno através das artes marciais foi o que manteve seu corpo no ‘ringue’, mesmo aguen- tando duras ‘pancadas’ no meio do  caminho.



“Fui pra Manaus em 2007, morar na Vila Olímpica, pra fazer parte da seleção amazonense de boxe. Um ano depois, me mudei para morar na academia Elvys Damasceno. Eu gostava muito mais de MMA do que do boxe, então comecei a treinar lá. Muitas vezes eu não tinha o que comer. Eu sabia que não podia voltar pra minha cidade. Então eu fiquei em Manaus e foquei nos treinos. Sabia que tinham coisas grandes sendo guardadas para mim”, declarou o lutador e empresário.

Hoje, aos 33 anos, Naldo mora nos Estados Unidos onde dá aulas de MMA e agencia lutadores brasileiros em grandes eventos. O mesmo lutador que um dia chegou a passar fome, agora está vivendo o “sonho americano” junto de sua família. Mas antes disso, houve muita batalha e perseverança no caminho.

“Em 2008 fiz minha estreia num evento em Coari e me consagrei campeão. A partir dali não parei mais, fui entrando em todos, eu estava vindo de duas derrotas em 2009 e apareceu a oportunidade de lutar o MR Cage. Eram duas lutas pra ser campeão da categoria pena, na época. Lutei e consegui sair com o cinturão. Nesse mesmo evento conheci o Cristiano Marcelo, que estava montando uma equipe em Curitiba e fui para o Sul do Brasil correr atrás dos meus sonhos”, disse sobre a ‘virada da maré’ há uma década.

Aventurando-se bem longe de sua terra natal, Naldo emplacou boas vitórias durante sua estadia em Curitiba, foram seis vitórias que o credenciaram a receber prêmios no  cenário nacional.

“Voltei para Manaus em 2010, passei uns anos e voltei para Curitiba em 2014. Nesse tempo já estava entre os cinco melhores lutadores do Brasil. Em 2015/2016 fui considerado o melhor lutador da minha categoria e recebi um prêmio do melhor nocaute do ano”, afirmou o guerreiro que passou a lutar no Jungle Fight após ganhar maior dimensão no cenário nacional.

E foi no Jungle Fight que Naldo Faveloso fez sua projeção internacional. As vitórias maiúsculas no evento, que é um dos mais tradicionais da América Latina abriram as portas necessárias para a exportação do seu talento.

“No Jungle Fight lutei contra o Anderson Berinja que agora é atleta do UFC. Consegui aplicar um nocaute no 3º round e isso me deu oportunidade de lutar contra o Maike Linhares. Atleta que passou pelo Rizin, no Japão. Fiz 3 rounds com ele, dentro da cidade dele em Palmas e saí de lá com o cinturão do maior evento da América Latina”, comentou sobre a fase iluminada na organização brasileira.

Após virar unanimidade em território nacional, o próximo passo era claro: lutar e nocautear adversários mundo afora.

“No final de 2016 eu vim para os Estados Unidos, lutar no antigo World Series Of Fighting (WSOF) atual Professional Fighters League contra o Marlon Morais, mas infelizmente não con- segui sair com a vitória”, declarou sobre sua caminhada em solo estadunidense.

Porém se engana quem pensa que Naldo saiu “derrotado” em sua passagem por eventos da terra do ‘Tio Sam’, foi lá que segun-do ele seus olhos ‘abriram’ para o mundo empresarial do MMA.

“Atualmente eu moro em Salt Lake City, no estado de Utah. A luta abriu as portas necessárias para eu morar aqui, hoje eu posso olhar o mercado da luta com outros olhos, foi aqui que tive a ideia de fazer meu evento, o Silva Combat Fight (SFC)”, revelou.

Ele conta que é muito grato ao universo do MMA, pela chance de uma vida melhor para si e também aos familiares.

“Consegui trazer minha família pra cá, meus filhos estão bem e tendo a melhor educação possível. Eu amo muito o MMA, me deu tantas oportunidades de viajar e conhecer tantos lugares, fazer muitas amizades e acumular várias experiências”, destacou sobre o esporte ao qual dedica a sua vida.

E se o MMA trouxe tantas coisas boas para Naldo, ele agora tenta devolver ao esporte e aos atletas as grandes mudanças positivas das quais usufrui hoje.

“Eu penso que é uma forma de retribuir o que esse esporte fez por mim em todos esses anos, mudou minha história de vida. Montei a Team Silva School que além de dar aulas, também agencio lutadores do Brasil que estão em busca de oportunidades e fazer um gerenciamento de carreira no MMA”, afirmou com carinho sobre o esporte.

Para matar a curiosidade, Naldo também revelou o motivo de seu curioso apelido. “O meu apelido veio do meu primeiro professor, lá em Roraima, o Daniel Trindade. Eu vivia brigando nas ruas de Boa Vista e ele colocou esse apelido, segundo ele eu parecia um favelado de rua”, concluiu o faveloso, que agora precisa encontrar um apelido em inglês.

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Repórter de A CRÍTICA

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