Quarta-feira, 22 de Janeiro de 2020
PROMESSA

Atleta do AM busca vaga na seleção brasileira de Flag e mira no mundial

Ciente da possibilidade de ser cortada ou realizar o sonho de ser convocada para vestir a amarelinha, Amanda Barros falou de todo o processo nesse novo desafio



WhatsApp_Image_2019-12-07_at_16.48.22_D27BF3B2-DE23-4879-912B-0DE5A327126F.jpeg Foto: Divulgação
08/12/2019 às 19:00

Um verdadeiro fenômeno no Flag Football Baré! Essa poderia ser a definição  perfeita para a jogadora e fundadora da equipe Guerreiras Amazonas, Amanda Barros, de 24 anos. Praticante da modalidade há apenas dois anos, a atleta amazonense embarcou na aventura de buscar vaga na seleção brasileira feminina de Flag 5 x 5 (modalidade que divide cinco atletas no setor de ataque e cinco na parte defensiva) , que disputará o mundial na Dinamarca em agosto de 2020. E a empreitada de Amanda Barros tem seguido firme e forte, pois a ‘guerreira amazona’ foi a única do estado a ser chamada entre as 39 atletaspara segunda fase  de seletiva de treinamentos, em janeiro do próximo ano, para defender as cores do Brasil.

Ciente da possibilidade de ser cortada ou realizar o sonho de ser convocada para vestir a amarelinha, Amanda Barros falou de todo o processo nesse novo desafio. “Agora em janeiro, vai ser a segunda fase, e ainda vai ter corte de meninas. E eu estou muito nervosa porque a cada peneira o nível aumenta. Então agora é treinar, me qualificar fisicamente, psicologicamente e na parte técnica, pra eu continuar, porque eu quero muito. Ainda mais agora que estou representando a região Norte”, enfatizou a jogadora que atua na posição de  running back (realiza função de atacante no time). 

Evolução no Flag

Sem nenhum conhecimento básico do esporte, Amanda Barros mergulhou em um mundo desconhecido chamado Flag, e logo no início da jornada como jogadora da modalidade enfrentou muitas dificuldades.
“Eu não sabia nada, não conhecia nem o futebol americano, que é a viariação do Flag. Eu sempre gostei de praticar o esporte no geral, mas decidi dar uma chance pro Flag, e no início eu me sentia muito perdida. Mas aqui pelo menos a gente consegue aprender nos treinos, porque nós não temos uma cultura muito forte (na modalidade). Então as meninas do meu antigo time me ajudaram e foi assim: com um treino de cada vez”, explicou Amanda.

“E uma das maiores dificuldades pra mim foi segurar a bola, porque tem menina que no primeiro treino já está arrebentando. Mas pra mim foi muito difícil, eu não pegava uma bola no treino”, completou a jogadora das Guerreiras Amazonas.

A dedicação nos treinos diariamente e jogo após jogo fez Amanda Barros chegar a um patamar altíssimo, e a jogadora expressou o sentimento do que tem vivido por meio do Flag.
 “É surreal! Nunca imaginei que elas iam me selecionar, e que eu ia passar pra uma segunda fase, e aqui têm meninas que na minha concepção jogam melhor que eu. Então é muito gratificante, porque todo meu esforço e todo meu trabalho dentro do Flag resultou em alguma coisa positiva, porque retorno financeiro a gente não tem, mas a gente pratica o esporte, porque a gente ama mesmo”, enfatizou a atleta.

Iniciativa

Apesar de pouco tempo no mundo do Flag, Amanda  foi uma das idealizadoras do time Guerreiras Amazonas. Time  que reforçou o cenário local da modalidade. “A gente via coisas no esporte que eram regidas só por homens e a gente discordava. Então nós reunimos meninas que já praticavam Flag e apenas uma que ainda não sabia jogar, e o objetivo disso é crescer e evoluir indivualmente e coletivamente buscando respeito dentro e fora de campo. E nós buscamos sempre um ambiente saudável pra gente praticar um esporte que a gente gosta”, disse. 

Luta pelo esporte

Enfrentando inúmeros desafios fora de campo, a atleta relatou as batalhas travadas para manter viva a prática da modalidade em solo baré.
“Somos independentes, como todos os times, porque a gente não tem ajuda de ninguém e isso é uma realidade não só daqui, mas de todos os times do Brasil. É um pouco complicado, a gente fica chateada porque é um esporte tão prazeroso, nós temos seleção, que é a sexta melhor no mundo. E o equipamento a gente traz de São Paulo, cada menina compra o seu, a gente divide o frete e manda trazer, a mesma coisa a bola”, concluiu Amanda.



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Repórter do Craque
Jornalista formado na Ufam, campus de Parintins. Estudante de pós-graduação em jornalismo esportivo na Universidade Estácio de Sá. Repórter do Caderno de Esporte ‘Craque’ de A Crítica desde novembro de 2018.

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