Segunda-feira, 14 de Junho de 2021
Vacinado contra Covid

Atleta-guia do time paralímpico, Sandro Viana é vacinado contra Covid

Ex-atleta e medalhista olímpico, o amazonense recebeu a primeira dose em programa de imunização do Comitê Olímpico e Paralímpico do Brasil



WhatsApp_Image_2021-05-17_at_20.33.31_0E02A844-60F5-4DAA-98EB-A289E215010B.jpeg Foto: Arquivo Pessoal
17/05/2021 às 20:45

Medalha de bronze em Pequim pelo revezamento 4x100, o ex-atleta Sandro Viana recebeu nesta segunda-feira (17) a primeira dose da vacina contra Covid-19. Atleta-guia da Seleção Paralímpica, o amazonense recebeu o imunizante no programa de vacinação do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

As aplicações da vacina acontecem no Centro Paralímpico, em São Paulo, desde a última sexta-feira (14) e terminam nesta terça-feira. De acordo com o CPB, cerca de 1.800 pessoas - entre esportistas e credenciados - participarão dos Jogos de Tóquio. Até agora, cerca de 400 atletas já receberam a primeira dose do imunizante da Pfizer.



De acordo com Sandro, o Comitê havia organizado grupos onde as prioridades eram os paratletas. Como atleta-guia, ele esperava que sua vez chegasse apenas nas próximas semanas, até que foi surpreendido com a notícia de que receberia o imunizante na segunda-feira.

“Eu não estava nesse grupo, porque é lógico, a prioridade são os atletas. Eu já tinha ido levar outros atletas para serem vacinados, tinha retornado e já me preparava para o treinamento diário, quando eu fui informado que fui colocado junto com os atletas para Tóquio, na mesma lista para serem vacinados praticamente uma hora antes da minha vacinação. Então, eu fui pego um pouco de surpresa. Até acreditava que minha vacinação viria mais uns dias pra frente, daqui a algumas semanas, não pelo paralímpico, mas talvez pelo Olímpico, mas o Comitê Paralímpico me convocou para essa vacinação e nós fomos vacinados”, explicou o atleta-guia, que deverá receber a segunda dose no dia 7 de junho.

Apesar de receber a imunização, Sandro Viana disse que isso o deixa à disposição do Comitê para ir ou não aos Jogos Paralímpicos de Tóquio, marcados para começar dia 24 de agosto. A lista dos convocados deve sair na próxima semana.

“Eu fui convocado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro e fico à disposição. O Comitê ainda não definiu qual atleta eu devo guiar especificamente. Dos atletas que eu treino, uma atleta está com o pé na Paralimpíada e outro atleta está em uma, como se fosse, repescagem, mas tudo indica que ele deva se aproximar da melhor marca dele também. Inclusive, nós estávamos treinando hoje (ontem)”.

Sandro é atleta-guia da categoria T12, com deficiência visual. Nessa categoria em específico, a utilização de atletas-guias são opcionais e a escolha fica à cargo do atleta.

“São eles que decidem quando eles vão correr guiados ou não. Então nós ficamos, convivemos com eles e ficamos à disposição”, explicou.

Após receber a primeira dose, o amazonense se disse aliviado, mas que mesmo com toda a alegria que sentiu no momento da vacinação, um filme triste passou pela cabeça dele.

“Deu tudo certo, graças a Deus, foi tudo muito rápido e isso me dá realmente um alívio. Eu penso, claro, nos milhares de mortos que, infelizmente, não tiveram a mesma oportunidade de se proteger. Eu perdi colegas e amigos próximos, perdi vários vizinhos da minha rua em Manaus. Então, ao longo desse último ano, foi muita tristeza. Acompanhei com muito pesar tudo que aconteceu na minha cidade, na minha Manaus, e no momento da vacinação passou um filme na cabeça, né?”, disse o ex-atleta, que está esperançoso pela imunização em massa nos próximos meses.

“Eu fui vacinado e a minha mãe já foi vacinada (esta pelo Programa Nacional de Vacinação), alguns familiares meus ainda não, mas a gente continua em oração, né? Continua com fé, buscando, esperando que todos consigam sair dessa situação o mais rápido possível, para que a gente se livre dessa doença que tá trazendo tanto problema, tanta morte, tanta tristeza e tanto desemprego”.

Protocolos

Como atleta-guia da Seleção Brasileira de Paratletismo, Sandro Viana treina diariamente com cerca de 60 atletas que compõem o time brasileiro, que competem a nível internacional e para garantir a segurança da Seleção, Viana explica que uma série de protocolos de segurança foram seguidos até a chegada das vacinas, que incluía testagens semanais de atletas e comissão técnica em parceria com o Hospital Albert Einstein.

“Fazíamos os testes toda semana e se você for reprovado em algum teste, você já não entra na semana subsequente. Tudo isso pra garantir o máximo de segurança para os atletas e agora, chegando próximo dos jogos, os atletas estão mais focados, mas tinha essa preocupação sobre a questão da Covid, sobre a questão do vírus, até que surgiu a vacina”.

A ação é fruto de um acordo interministerial entre os Ministérios da Defesa, da Saúde e da Cidadania, em coordenação com o Comitê Olímpico do Brasil (COB) e o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). As vacinas foram doadas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), que ofereceu doses a todos os Comitês Olímpicos e Paralímpicos Nacionais, além de vacinas para imunizar ao menos mais dois cidadãos dos países beneficiados pela doação.


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