Domingo, 15 de Dezembro de 2019
FORA DO ABU DHABI

Atletas classificados para o World Pro de Jiu-Jitsu tem visto negado

Enquanto isso, atletas não classificados viajam para o World pro a convite da federação da modalidade e com o apoio da Sejel



jIU.jpg Lutadores de jiu-jítsu venceram a seletiva e se dedicaram aos treinos, mas não puderam ir à Abu Dhabi competir porque seus vistos foram negados. (Foto: Mauro Neto/Sejel)
18/04/2017 às 05:00

Era para ser uma grande oportunidade para os lutadores brasileiros de jiu-jítsu, mas o direito de viajar para participar do World Pro da modalidade, em Abu Dhabi (Emirados Árabes), com todos os custos pagos pelo Ministério dos Esportes, se transformou em um pesadelo para alguns atletas, e também se converteu em muitas reclamações contra a Secretaria do Estado da Juventude, Esporte e Lazer (Sejel). Atletas qualificados para a disputa protestaram nas redes sociais por não terem conseguido o visto para viajar e, também, por atestarem que atletas não-qualificados viajaram para Abu Dhabi.

O torneio que classificou 55 atletas de todo o Brasil para o World Pro de jiu-jítsu aconteceu em Manaus, nos dias 11 e 12 de fevereiro. Desse total, 24 atletas são amazonenses, mas, no último domingo,  cerca de 10 lutadores do Amazonas foram ao Aeroporto Eduardo Gomes, Zona Oeste, e não conseguiram viajar pela falta de visto para entrar nos Emirados Árabes. 



Arcângelo Oliveira, 21, foi um dos atletas prejudicados. Após meses de dedicação e ansiedade para a viagem, o atleta viu seus planos frustrados ao chegar ao aeroporto e receber a notícia de que não iria viajar para o World Pro de Jiu-jítsu.


 “Para mim foi decepcionante, um choque pesado demais. O atleta fica sem saber como lidar com isso porque todos apostavam muito em mim para essa competição, então, eu e os outros atletas ficamos indignados. Lá tinham vários atletas que ganharam a seletiva e não puderam viajar pela falta de visto, e tinham também vários atletas que viajaram sem terem vencido suas lutas na etapa classificatória”, ressalta Arcângelo. 

A mãe de Arcângelo, Izabel de Jesus, explicou que a Sejel se responsabilizou por dar entrada no pedido de visto dos atletas para entrar nos Emirados Árabes, mas agiu com grande atraso. 

“O visto ficou sob a responsabilidade da Sejel. Tinham feito antes, e não deu certo o pedido do visto não sei por que, depois, às vésperas da viagem, nos solicitaram os documentos novamente para fazerem o pedido, mas claro que não deu tempo de o visto sair, daí a Sejel não nos deu mais nenhuma satisfação. Também vimos atletas que nem estavam classificados indo viajar, e isso nos chateou”, disse Izabel. 

Segundo a assessoria da Sejel, os vistos de todos os atletas foram solicitados pela Secretaria no mesmo dia ao Consulado, três semanas atrás, sendo que 16 vistos de atletas de todo o Brasil foram negados. A Sejel não sabe informar a razão disso. 

"Isso não depende de mim"
O secretário da Sejel, Fabrício Lima, afirmou que irá solicitar uma explicação formal do Consulado árabe sobre a razão de alguns pedidos terem sido negados. “Os vistos foram negados, e esta é a única coisa que não depende de mim. É uma situação que não temos controle. Apesar disso, a maioria conseguiu vir, e vamos torcer para que eles se saiam muito bem aqui (em Abu Dhabi). Sobre os prejudicados, vamos tentar diminuir o prejuízo deles, então vamos verificar a possibilidade de levarmos os atletas para outro evento”, afirmou Fabrício.

Quanto aos atletas não classificados através do Manaus Pro, mas que foram disputar o campeonato, Fabrício explica que eles foram para o World Pro a convite da Federação amazonense de jiu-jítsu. “Foram atletas que ficaram em segundo na seletiva, e que ganharam outras competições, correram atrás, e tinham méritos para vir, então a Sejel apoiou esses atletas”, conta.


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