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Atletas do Princesa relembram colegas da Chapecoense mortos em acidente

Jogadores do time amazonense recordam da equipe de Santa Catarina, que jogou contra o Tubarão, em Manacapuru, em abril passado, pela Copa do Brasil 29/11/2016 às 12:17 - Atualizado em 29/11/2016 às 12:34
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Equipe da Chapecoense atuou em Manacapuru contra o Princesa do Solimões, em abril deste ano, e venceu por 2 a 1. (Foto: Evandro Seixas)
Denir Simplício Manaus (AM)

A tragédia que vitimou a delegação da Chapecoense, que viajava para disputar a final da Copa Sul Americana, na Colômbia, na madrugada desta terça-feira (29), deixou consternada em especial uma equipe do Amazonas. O Princesa do Solimões recebeu a Chape, em abril deste ano, em partida válida pela Copa do Brasil. Jogadores que estivem em campo pelo clube amazonense relembram o duelo com o time catarinense.

O lateral-esquerdo Guilherme não poupou elogios aos atletas da Chapecoense, no qual disse serem bastante humildes desde a chegada ao estádio Gilberto Mestrinho, o Gilbertão, em Manacapuru, e mesmo durante o jogo.

"É um momento muito triste e que a gente não podia imaginar e não esperava. E no momento em que eles estavam passando, super merecido por tudo que eles fizeram esse ano. É uma sensação muito ruim. Acredito que o Brasil inteiro e o mundo está se sentindo como eu estou no momento", comentou Guilherme, recordando que ao acertar contrato com o Princesa, já sabia do duelo com a Chapecoense.

"Lembro que quando fui acertar com o Princesa, uma das primeiras coisas que me chamou a atenção foi que a gente teria o confronto contra eles na Copa do Brasil e um dos motivos de ter acertado minha transferência para o Princesa no começo do ano foi esse", revela o lateral.

Manacapuru em festa pela Chape 

Guilherme recorda que a "Terra das Cirandas" estava em festa com a vinda da Chapecoense, um time da elite do fuitebol brasileiro, para jogar contra o Princesa. "Recordo que a cidade se mobilizou para aquele jogo. No nosso grupo não se falava de outra coisa, só do jogo. E foi aquela sensação de todo jogador de clube menor tem de enfrentar um clube de primeira divisão e foi o aque aconteceu", disse o ex-camisa 6 do Tubarão comentando sobre os jogos com a Chape.

"Nos dois jogos que fizemos contra eles, nós fizemos dois bons jogos. Batemos de frente em duas partidas equilibradas, não conseguimos a classificação, mas fizemos bons jogos e fomos reconhcidos por isso", pontuou Guilherme.

Colega de Santo André

O ex-jogador do Princesa ainda recordou que atuou com o volante Gil, uma das vítimas do acidente com o time da Chapecoense. "Já tinha jogado com o Gil no Santo André, em 2010, um dos que, infelizmente, faleceu. Tinha uma certa amizade com ele, apesar de não sermos tão próximos... um colega de trabalho, raçudo demais e excelente pessoa. E a maioria de jogar contra, em outros lugares e esse ano principalmente", disse.

O volante Gil e ação com a camisa da Chapecoense (Foto: Reprodução)

"A dor é muito forte porque são colegas de profissão e seres humanos. A gente não espera passar por isso, a sensação é muito ruim. Fico imagindo como está a família de cada um", concluiu Guilherme.

Sem soberba 

Outro jogador do Princesa do Solimões que recorda com carinho e emoção dos atletas da Chapecoense que morreram no acidente na Colômbia foi o zagueiro Pastor. O defensor recorda que os atletas da Chape em nenhum momento se mostraram arrogantes nos dois jogos pela Copa do Brasil.

"Não recordo os nomes, mas lembro bem da fisionomia dos jogadores. Eram caras super humildes, por mais que eram jogadores de Série A e tudo. Em nenhum momento mostraram soberba, sempre humildes, conversavam direitinho, puxando assunto. São caras que eram da nossa profissão e sinto muito. Estou muito triste.", disse o defensor comentando o momento mágico que o time catarinense vivia.

"Ninguém esperava essa notícia. Era o momento mais feliz das vidas deles e num momento muito bom, na final da Copa Sul Americana... agora é orar junto aos familiares e pedir para os que conseguiram sobreviver se recuperem bem e que Deus os abençoe e conforte a família porque não é fácil", desejou Pastor afirmando que o acidente poderia ter vitimado inclusive o elenco do Princesa.

"E pensar que poderia ser com a gente, que de vez em quando voa para alguns estados. Principalmente nesse Brasileiro (Série D) pelo Princesa, onde viajamos muito. Muito difícil... só Deus mesmo", finalizou Pastor.

 

 

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