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Esportes
Gordinhos do peladão

Atletas 'gordinhos' fazem sucesso no Peladão

Mesmo acima do peso, os craques 'gordinhos' fazem sucesso no Campeonato de Peladas e mostra quem os quilinhos a mais não atrapalham na hora de entrar em campo 06/09/2013 às 10:50
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Mesmo acima do peso, gordinhos fazem sucesso e querem comer o prato principal do Peladão
Jornal A Crítica ---

Algumas pessoas tem um verdadeiro pavor de engordar e exibir suas “gordurinhas” salientes em público. Há, inclusive, quem insista em dizer que está “em forma”, mesmo que sua aparência prove o contrário.

Mas, no mundo do futebol, os “gordinhos” estão cada vez mais em alta. A vergonha com os quilos a mais, desaparece com a bola nos pés. Matadores como o paraguaio Salvador Cabanãs e os brasileiros Ronaldo Fenômeno e mais recentemente Walter, estão aí para provar que dentro de campo, o tamanho da barriga não faz tanta diferença assim.

E no Peladão Verde 2013, não faltam “rechonchudos” dispostos a abocanhar a artilharia da competição e completar o banquete com o título do maior campeonato de peladas do mundo.

Centroavante do Arsenal/Usifal, Ronney Castro Guedes, 32, atua nos campos do torneio desde 1996, quando exibia uma silhueta bem mais enxuta. Mas, os anos se passaram e Ronney foi mudando de forma no mesmo ritmo que fazia gols. Atualmente, ele possui 109 kg, distribuídos em 1,79m, corpo esculpido à base de muitos pastéis e salgados produzidos em abundância pela esposa Ironeide.

Chamado carinhosamente pelos companheiros de time de “urso”, Ronney está entalado com o título de vice-campeão do torneio no ano passado. A conquista do quadrangular de abertura do Peladão Verde 2013, no último sábado, já serviu de “entrada” para saciar a fome de títulos do matador. E ele promete não abrir mão do prato principal e da sobremesa. “Fizemos a feira literalmente batendo Panair e Manaus Moderna. Mas o objetivo é ir comendo pelas beiradas, como fizemos no ano passado. Eu já fui vice duas vezes e quero muito ser campeão do Peladão. Tenho certeza que neste ano, a vitória será nossa”, confia Ronney. O centroavante diz não se lembrar de ter sido menosprezado em campo por seus “quilinhos” a mais. “O pessoal do Peladão já me conhece. Como jogo há muito tempo o torneio e outros campeonatos de bairro, eles já sabem do meu potencial. Meus marcadores sabem que não podem me deixar fazer o pivô, proteger a bola com o corpo ou girar. Porque se isso acontece, é caixa! (risos)”, enumerou o artilheiro de peso.

Fora dos campos, Ronney trabalha como operador de máquinas na Moto Honda da Amazônia. O futebol, que já foi paixão incondicional, hoje divide espaço com a filha Raica, 2. Em fase final de recuperação de uma tendinite no pulso esquerdo, ele decidiu entrar em um leve regime antes do Peladão. “Dei uma maneirada no refrigerante, na farinha, no feijão. Até a cervejinha eu parei de tomar. O cardápio é salada, frango. Mas, às vezes, não resisto à comida da minha sogra. E lá tem festa fim de semana sim, fim de semana não (risos)”, confessou. As calorias são um mero detalhe.

 

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