Sábado, 24 de Agosto de 2019
CURLING

Dupla do AM faz sucesso nas pistas de curling ao redor do mundo

No Canadá, Márcio e Luciana descobriram o esporte no gelo e agora se destacam nas pistas. Dupla manauara já coleciona troféus na modalidade



M_rcio_Luciana_Curling_76D6D345-F24C-409C-86FC-3F0C397A1390.JPG Foto: Divulgação
11/08/2019 às 15:10

A dupla é natural de Manaus, uma das cidades mais quentes do Brasil, mas faz sucesso no frio de Vancouver, no Canadá. Jogando o curling, modalidade tradicional nos Jogos Olímpicos de Inverno, Márcio Cerquinho e Luciana Barrella representam não só o Brasil, mas o Amazonas, nas pistas de gelo. Formando dupla há três anos, os manauaras conciliam suas vidas profissionais com a dedicação necessária para competir em alto nível na modalidade. 

Indo ao país buscando uma nova vida, Márcio e Luciana, embora tenham nascido na mesma cidade, acabaram se encontrando somente no Canadá. Ambos descobriram o curling através de uma comunidade de brasileiros que já praticava a modalidade no país. Além disso, a dupla se aproximou logo do esporte mais popular do país. De acordo com os atletas, assim como o futebol no Brasil, o curling está enraizado no esporte canadense, com arenas de gelo e pistas disponíveis para o aprendizado.

Empatia a primeira vista

Cada um descobriu o ‘jogo do rugido’ - nome pelo qual o curling é conhecido, por conta do som que a pedra faz ao correr sobre o gelo - em uma época diferente. Primeira da dupla a chegar ao Canadá, Luciana se aproximou do curling por indicações de amigos. O passado esportista - com disputas no atletismo, natação e tênis - auxiliou para que o interesse existisse, mas a memória muscular foi adversária na hora da adaptação ao novo esporte. “Iniciamos bem mais tarde. As pessoas lá começam muito cedo, então eles têm essa facilidade para desenvolver os movimentos”, afirmou Luciana.

Para Márcio, a modalidade já se havia apresentando pela televisão. No ano das Olimpíadas de Inverno de Vancouver - cidade onde a dupla mora hoje em dia -, em 2010, o manauara conheceu a modalidade à distância e se interessou. “Lembro que quando o sinal de TV HD foi instalado em minha casa, era a época dos Jogos Olímpicos de Inverno, em 2010. Eu liguei o aparelho e, na sequência, estava passando o curling. Achei muito legal, sempre gostei de esportes”, comentou Márcio, que, chegando ao novo país, se juntou ao grupo de brasileiros praticantes da modalidade para não largar mais.

E além de toda atenção dada à vida de atleta, a dupla precisa encaixar os horários de trabalho durante o dia a dia. Missão mais fácil para Márcio, que concilia a profissão com o local de prática do curling. Preparador do gelo das pistas das arenas, Márcio tirou todas as certificações necessárias para estar mais perto do seu local de treinos. “Eu era engenheiro de software, mas decidi dar um tempo. Como preparador de gelo, por conta das estações, eu ganho três meses de férias. É um trabalho que me deixa feliz”, ressaltou Márcio, que fica, praticamente, todos os dias no gelo.

Trabalhando como veterinária, Luciana aproveita sua flexibilidade de horários para treinar pela manhã junto de Márcio. Já tendo disputado em grupo, no naipe feminino, Luciana também já esteve em competições no formato de dupla mista - composta por dois homens e duas mulheres. Hoje, a manauara faz dupla com o amigo Márcio e vê a experiência como o principal diferencial em relação aos atletas europeus. “Eles disputam em maior quantidade, então já têm certa tranquilidade atuando nos mundiais. Nos falta essa experiência”, conta Luciana.

Olimíadas na mira

Colecionando disputas em Campeonatos Brasileiros e em Mundiais, a dupla almeja voos maiores. “Nosso grande objetivo é se classificar para uma Olimpíada de Inverno. A gente sabe que não é fácil, mas existe um caminho possível. Contamos muito com o apoio da Confederação Brasileira de Gelo (CBDG) juntamente com o Comitê Olímpico Brasileiro (COB)”, contou Luciana.

Para chegar lá, a dupla precisa dar sequência às participações nos Mundiais, para que assim, pontos sejam acumulados e eles possam disputar o torneio classificatório para as Olimpíadas. “Temos que estar sempre disputando e estar sujeitos à pressão dos torneios. Assim, os campeonatos maiores serão ‘mais um’”, afirmou Márcio.

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