Quinta-feira, 22 de Agosto de 2019
Crise no Galo

Atual presidente do Rio Negro critica planejamento do clube e promete mudanças

Thales Verçosa afirma que clube " perdeu para si mesmo" e promete implementar mudanças radicais em sua gestão



1.png Os poucos torcedores em Manacapuru, sábado, lamentaram queda
30/04/2013 às 10:50

O Atlético Rio Negro Clube amarga a terceira queda à segunda divisão do Estadual em cinco anos, justamente no ano em que completa o centenário (13 de novembro), torcendo desesperadamente por dias melhores no futebol.

 O clube do salão dos espelhos enxerga um futuro nebuloso, pois o ex-presente foi um desastre “em campo” e o passado o condena. A combinação de falta de planejamento da diretoria, formação de elenco tecnicamente fraco e a falta de comprometido com o clube, além da ausência de campo para treino são as explicações mais imediatas para um novo vexame de um clube que tem grande tradição no futebol local.

O “tri-rebaixamento” aconteceu no último sábado, com a derrota por 2 a 0 para Iranduba, no Gilbertão, em Manacapuru. Foi o tiro de  misericórdia num Galo moribundo na competição como um todo, que ficou em último lugar no primeiro turno com três pontos ganhos em 12 possíveis, uma vitória, três derrotas, quatro gols de saldo negativo e apenas 25% de aproveitamento.  

 Veio o segundo turno, algumas mudanças, mas o Barriga-Preta continuou na berlinda e acabou na vice-lanterna: foram quatro pontos em cinco jogos, uma vitória, um empate e três derrotas, com dois gols marcados, seis sofridos e aproveitamento técnico fraco, de 26,7%.

Atual presidente do clube, Thales Verçosa, professor de Educação Física da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e rionegrino “doente”, tem uma explicação razoável e realista para a terceira baixa. “O Rio Negro perdeu para a sua própria incompetência”, resume o dirigente, que tomou posse com festa e jantar na noite de 13 de abril, quando o Rio Negro sofreu uma goleada para o Fast Clube por 4 a 0. “Eu assumi o clube como um todo. A incompetência foi de quem administrou o departamento de futebol que, infelizmente, no início do campeonato, foi entregue para gente quem nem torce para o clube”, analisa Verçosa.   

Baixas na gestão Eymar

Nos três rebaixamentos, o Galo estava sob a presidência de Eymar Gondim, gestão mais preocupada com comemorações e festas no salão dos espelhos que propriamente com o futebol, segundo a oposição. Eymar assumiu o clube em 2007 e ficou por dois mandatos de três anos (triênios) e ainda é o vice de Verçosa. A primeira queda em 2008 foi creditada à falta de dinheiro, ao baixo investimento no futebol e à escassez de jogadores qualificados. A segunda baixa, no ano seguinte, foi justificada pelas mesmas falhas. Essa terceira queda é explicada pela falta de competência na gestão, uma vez que o clube passou a ter dinheiro para pagar a folha mensal sem crise com ajuda financeira do Governo do Estado e da Prefeitura de Manaus.

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