Quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2021
FUTEBOL

Autor de gol histórico do América, Rondinelli realiza aulas durante pandemia

Em 2011, zagueiro de 32 anos marcou o último gol do América antes do clube se afastar do futebol profissional. Formado em educação física, o jogador agora é personal trainer à distância em meio à pandemia



WhatsApp_Image_2020-06-05_at_20.48.56_35C9066A-1601-45CC-AC4D-807A156917FA.jpeg Foto: Aguilar Abecassis
07/06/2020 às 18:42

Rondinelli? É certo dizer que todo torcedor ou fã de futebol já ouviu esse nome em algum momento da vida. O primeiro na linha do tempo, conhecido como ‘Deus da Raça’, fez sucesso entre os anos 70 e 80 vestindo a camisa do Flamengo. Foi ele a inspiração para o nome de batismo do segundo, personagem da história que vamos relembrar agora.

Ele não tem o apelido de Deus da Raça, mas carrega ‘Valente’ como sobrenome, segundo escolheu a mãe Milza. Autor do último gol do América antes do clube se afastar do futebol profissional, formado em Educação Física e atualmente ‘personal trainer’ à distância em meio à pandemia da Covid-19, o zagueiro manauara Rondinelli bateu um papo com o CRAQUE. 



Relembrando o gol histórico marcado em maio de 2011 pelo Clube de Amadeu - apelido do América em alusão a um de seus treinadores, Amadeu Teixeira, que fazia parte da família que fundou o clube -, o jogador também contou como foi conciliar a carreira de jogador e de estudante para percorrer o caminho que o trouxe até o ofício de personal trainer. O profissional atende através do perfil @basetreinamento, no Instagram.

Última comemoração

Antes da paralisação do futebol por conta da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), Rondinelli jogava o Barezão 2020 pelo São Raimundo. E foi justamente contra o Tufão da Colina que o zagueiro marcou o gol histórico pelo ‘Diabo’. Há mais de 9 anos, em 14 de maio de em 2011, o América foi até Iranduba precisando ao menos do empate contra o Tufão para permanecer na Série A do Amazonense. 


Zagueiro jogou pelo 'Diabo' nos anos de 2010 e 2011. Foto: Aguilar Abecassis

A partida trouxe o resultado desejado: 2 a 2. Quem inaugurou o placar foi o zagueiro Rondinelli, de cabeça. Depois do Tufão empatar com Evandro Gaúcho, o Colorado Amazonense voltou a ficar na frente com um gol contra de Kinha. Nos acréscimos, Washington empatou a partida para o time colinense. De fato e de direito, o último gol a favor do América antes do afastamento dos campos foi contra, mas no ‘jogo jogado’, valeu a cabeçada de Rondinelli.

“Espero que um dia o América volte a brilhar dentro dos campos novamente. Quem ganha com isso é o futebol amazonense”, declarou o zagueiro, que ressalta a crise vivida no clube à época. “Nós, jogadores, já sabíamos que seria o último ano do América em campo, pois a situação financeira do clube estava muito afetada pelo ano anterior. Mesmo assim, conseguimos manter o clube na Série A do Estadual”, relembrou Rondinelli.

Em 2010, o América chegou a conquistar o acesso à Série C do Brasileiro, mas por conta de uma polêmica escalação irregular, houve uma ‘virada de mesa’ e o Diabo perdeu a vaga nos tribunais. A medida trouxe prejuízos tanto financeiros quanto históricos para o clube.

Zagueiro educador

Fora dos campos, Rondinelli também deu atenção à formação acadêmica. Conciliando a carreira de jogador com os estudos, o zagueiro concluiu o curso de educação física em 2015. “No começo foi complicado. O futebol era durante manhã e tarde e a faculdade à noite. Às vezes virava a madrugada para fazer os trabalhos e pesquisa da faculdade. No fim, deu tudo certo”, afirmou o personal trainer.


Conclusão do curso de educação física foi realizada no ano de 2015. Foto: Aguilar Abecassis

De casa, Rondinelli tem promovido aulas de exercícios físicos, garantindo a renda mensal e incentivando demais pessoas à prática de atividades em prol da saúde. Durante a pandemia, o zagueiro falou sobre a importância da realização de exercícios físicos. 

“Ajuda a trabalhar, além do corpo, a mente. Melhora muito a autoestima, sem falar que ajuda a combater doenças que, infelizmente, vem afetando muitas pessoas por falta de atividade física”, concluiu o jogador e personal trainer Rondinelli.

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Repórter do Craque
Jornalista em formação na Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e repórter do caderno de esportes Craque, de A Crítica. Manauara fã da informação e que procura aproximar o leitor de histórias – do futebol ao badminton.

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