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Autor do gol da vitória contra o Remo, Márcio Griggio relembra a última vitória do Naça em cima do rival há quase dez anos

Ex-meia do Nacional marcou o gol da vitória do Nacional no mata-mata da Série C 2005, em Belém. Resultado não classificou o Nacional, o meia sofreu uma lesão que encerrou a carreira como jogador 21/08/2015 às 19:30
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Ex-jogador do Naça atua hoje como técnico nas divisões de base do São Caetano
Anderson Silva Manaus (AM)

Há quase 10 anos o Nacional não sabe o que é ganhar do Remo. De lá prá cá, o Leão da Vila acumulou derrotas e eliminações vexatórias para o Leão paraense, sendo a mais lamentável delas - para o torcedor  – na inauguração da Arena da Amazônia.

Um empate em 2 a 2 eliminou o Leão amazonense da Copa Verde, com dois gols do zagueiro remista Max Lelis, que ainda eternizou o nome dele na história do futebol brasileiro por ter marcado o primeiro gol do novo estádio.

“Voltando no tempo” o CRAQUE foi atrás de um jogador emblemático, que ao menos por uma vez “enjaulou” o feroz Leão Paraense no mata-mata da Série C, dentro da casa do adversário numa tarde de 16 de outubro de 2005, o  dia da última vitória do Naça sobre o Remo, no  Mangueirão com mais de 45 mil torcedores.

E o responsável pelo gol da vitória foi o meia Marcio Griggio, que aos 22 minutos do segundo tempo marcou o tento da vitória do time amazonense.

“Antes do primeiro jogo em casa houve uma mudança da comissão técnica e com a saída do Ney Da Mata chegou Luiz Carlos Winck fazendo algumas mudanças e iniciei jogo no banco. Somente entrei no meio do segundo tempo. Perdemos (o primeiro jogo em Manaus por 2 a 0) e tínhamos que vencer no mínimo pelo mesmo placar para levar para os pênaltis o jogo em Belém. Voltei como titular e viajamos com muita confiança de reverter à situação. Fizemos um belíssimo jogo com muita garra e muito amor à camisa. Consegui fazer o gol de falta e alguns minutos após, aconteceu o incidente que me fez seguir outro caminho”, lembrou ou jogador. “Faltavam mais ou menos 10 minutos para terminar (a partida) e a gente acreditava que dava para fazer o segundo gol”, explicou o ex-meia e hoje treinador da base do São Caetano, que sofreu uma lesão grave naquele dia e nunca mais voltou a jogar  profissionalmente.

“Pra mim além de ter feito o gol que marcou a história do clube, também a partida foi um divisor de águas no meu futuro”.  Griggio lembra os  detalhes da lesão que o tirou do futebol. “O gramado do Mangueirão tinha sido trocado há algumas semanas antes e ainda não estava bem fixo. Antecipei um lançamento, meu joelho esquerdo foi apoiar no chão e entrou  na junção da placa da grama, travando-o e fazendo com que fizesse uma alavanca no meu corpo pra frente”, conta. Na queda, Márcio Griggio fraturou a bacia.


Mudança de planos

O meia  não voltou com o elenco para Manaus, ficando internado em um hospital particular em Belém. A recuperação durou  seis meses . Hoje com 44 anos, o jogador diz não lamentar o passado e  afirma ter  admiração pelo Nacional. “O Nacional deu todo apoio que eu precisava. Sou muito grato e criei um carinho muito forte pelo clube. Não lamento o que aconteceu. Já pensava em o que fazer quando parasse de jogar e tudo que passei foi bom para direcionar-me. Deus escreve certo por linhas tortas”, disse o jogador.

Carreira de técnico

Depois da recuperação, Griggio se tornou treinador.  Passou por São Carlos, XV de Jaú, Comercial e São Caetano. “Estou no São Caetano há mais de cinco anos. Treino o Sub-20 e auxilio o profissional sempre que sai algum treinador, finalizou.

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