Terça-feira, 23 de Julho de 2019
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'Barça' manauara revela talentos do futebol amazonense

A escolinha de futebol que leva o nome do homônimo clube europeu também segue à risca o mesmo estilo e cumpre com o papel de encantar e revelar os novos talentos do Amazonas



1.jpg Saymon Gabriel é umas das promessas do Barcelona Fast
02/11/2014 às 15:57

Com nome, estilo e ousadia do majestoso Barcelona F.C, que encanta os milhares de boleiros e fãs do futebol pelo planeta, na capital amazonense a escolinha de futebol que leva o nome do homônimo clube europeu também segue à risca o mesmo estilo e cumpre com o papel de encantar e revelar os novos talentos do Amazonas.

A quase 8.000 quilômetros de distância em linha reta do reinado de Barcelona, a escolinha fundada em 2006 com o nome de Centro de Futebol Amazonas (CFA) logo passou a ter o nome do “primo rico” e deu certo. Hoje a escolinha possui 160 alunos, 20 a menos da lotação máxima. “Naquele tempo o Barcelona tinha o Ronaldinho Gaúcho e ele fez um bom trabalho no clube. Fizemos uma votação com os alunos e acabou ficando Barcelona Brasil. Adotamos a filosofia que na época tinha quase 99% de jogadores da base. Foi uma homenagem e acabamos adotando a filosofia de trabalho deles, mas não temos nenhuma ligação. Foi só para homenagear o clube mesmo”, disse o coordenador da escola, Nedson Silva.

O ex-treinador das categorias de base do Nacional, que hoje coordena o Barcelona Manaus, não teve dificuldades de atrair a garotada para a escola. E tudo começou por amor ao esporte. “De 2001 a 2004 fui treinador da base do Nacional. Saí do clube e fui trabalhar no Cepe Petrobras, de onde saí e montei a escolinha. Peguei meus sobrinhos e alguns outros garotos de perto de casa e enchi o carro de menino. Levei para o campo, foram chegando mais meninos e no primeiro dia de aula já tinham uns 20 alunos”, relembra.

Meta é revelar

O foco em revelar atletas para o futebol do Amazonas e do Brasil já tem rendido frutos ao projeto. Atletas da escolinha passaram em peneiras realizadas em Manaus e hoje defendem a base de tradicionais clubes cariocas à espera de um lugar ao sol no difícil e concorrido mundo do profissionalismo dos grandes clubes. “Tivemos dois atletas, o Victor Hugo e o Henrisson Freire, que saíram daqui e estão no Fluminense. Ambos ainda têm 14 anos. O Isac passou pelo Botafogo, Vasco e agora está no Tigres. Aqui fazemos a meninada aprender a jogar bola. Temos cinco profissionais, entre técnicos formados e estagiários que trabalham no Barcelona e buscamos participar de competições no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima e Minas Gerais para valorizar a garotada”, contou Nedson.

Se “fora de campo” os resultados já aparecem, dentro dele, a escolinha já começa a aumentar a galeria de troféus. Recentemente o Barcelona amazonense, em parceria com o Fast, levantou a taça de campeão amazonense da primeira fase do Infantil. “A equipe já joga junto há cerca de três anos. São meninos de 14 a 16 anos. E temos bons jogadores e a revelação do campeonato, o Saymon”, destacou Nedson, que realizou a parceria com o Tricolor de Aço, depois de ser impedido pelos clubes de jogar com o nome da escolinha. “Como o Fast não iria disputar o Estadual, pegamos toda a estrutura do Barcelona e arrendamos o nome do Fast. Aqui todos os jogadores são do Barcelona. Também colocamos a equipe do juvenil, mas nossa prioridade é o infantil”, destacou.

Jovem talento

Apontado como um dos melhores jogadores da categoria infantil do Estadual, o ponta-direita do “Barcelona Fast”, Saymon Gabriel, 15, se tornou a sensação da equipe.Para o treinador Nedson, o jogador possui boas características para a função. “Um jogador muito rápido e driblador. O ponto forte dele é o drible. Com apenas 15 anos já consegue se destacar, mas temos outras revelações como o zagueiro João Bruno, o goleiro Victor e outros”, disse.

Mesmo não sendo um jogador formado pelo Barcelona (pertencia ao time do Recanto da Criança), Saymon ainda aguarda o momento certo que poderá levá-lo a um clube de grande porte do futebol brasileiro. “Tenho vontade de ir para fora e falta a oportunidade chegar. O futebol aqui no Amazonas é muito difícil e se Deus quiser chegarei lá”, acredita o jovem jogador.

Não ser oriundo do Barça Manaus não deixa o jogador desmotivado: ele se sente feliz em estar no mais novo clube do futebol de base. “É uma felicidade enorme fazer parte da equipe. Recebi o convite do Nedson e essa parceria com o Fast é muito boa. Já fiz de oito a 11 gols e está sendo uma experiência muito boa”, afirmou o jogador, que foca no título do segundo turno. “Estamos trabalhando e vamos em busca do título”, concluiu.

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