Terça-feira, 25 de Junho de 2019
Craque

‘Barezão origens’. O Craque desvenda a origem dos jogadores do Campeonato Amazonense

O CRAQUE fez um senso do Estadual e revela qual a origem dos atletas que disputam a competição Baré. Saiba qual o time mais amazonense da competição e o mais “importado”



1.jpg O Campeonato Amazonense e a origem dos atletas que o disputam.
30/04/2015 às 20:36

O Barezão 2015 se aproxima de sua reta final e o CRAQUE resolveu mapear a origem dos 241 atletas que disputam a competição depois do fechamento da janela de transferências do Campeonato Amazonense. O torcedor sabe qual o time mais amazonense entre os dez clubes que concorrem ao título do Estadual? Ou a equipe que mais “importou” boleiros? Qual o Estado que mais contribuiu para esta edição do Amazonense? Ou a região do País que mais atraiu a vinda de jogadores para o Amazonas? Sabe qual o time mais Baré da competição? Pois esses dados o fã do futebol Baré vai descobrir agora.

Todas as regiões do Brasil estão representadas do campeonato deste ano. Dos 241 atletas inscritos no Estadual, 133 são da região Norte (55,18%), outros 45 (18,67%) são nordestinos. A região Sudeste do País cedeu 44 jogadores (18,25%) para a competição, enquanto o Sul e o Centro-Oeste do Brasil são representados por nove e dez boleiros, respectivamente (3,73 % e 4,14%). Dos 26 Estados brasileiros e o Distrito Federal os únicos que não têm representantes no Amazonense são Rondônia, Roraima, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo. 

Minoria baré

Dos jogadores que lutam por um espaço nos gramados do futebol Baré nem a metade nasceu no Amazonas, são apenas 102 atletas (42,32%), enquanto os “importados” chegam a 139 (57,67%). Desse montante, os paulistas são a maioria. Ao todo são 26 esportistas da Terra da Garoa (18,70%), destaque para o goleiro  Alex Graciani, do Iranduba, e o volante Adonias, do São Raimundo.

Das relações obtidas a duras penas com as diretorias dos dez clubes do  Barezão, temos algumas peculiaridades. O Fast Clube, por exemplo, pode ser chamado de “Rolo da Moléstia”, já que dos 28 atletas  fastianos, 12 são do Nordeste (42,85%), destaque para o meia pernambucano Rosembrick e o zagueiro cearense Ediglê.

O invicto Nacional, conhecido por importar times inteiros do Sul do País desta vez resolveu investir também em outras regiões do Brasil e é a equipe que tem mais atletas do Centro-Oeste e Sudeste. São 14 boleiros das duas localidades (53,84% do time). Entre eles estão o goiano Rodrigo Ramos e o candango Charles.  

Temos também o “Tufão dos Importados”. O São Raimundo, mesmo com o segundo menor elenco do Estadual, - fica a frente do Iranduba, com 21 atletas -, tem apenas três amazonenses (13,63%) no grupo de 22 jogadores. Do trio local, o veterano atacante Marinho é pouco  utilizado pelo treinador Eduardo Clara.

O Barezão 2015 por si só já traz um dado interessante: é a primeira vez que o Estadual tem 50% de times da capital e 50% do interior. Mas no quesito aproveitar a base Baré tanto Iranduba, Borbense, Princesa do Solimões, Penarol e Operário deixam a desejar. Dos 116 jogadores dos clubes interioranos, apenas 28 (pouco mais de 24%) nasceram nas cidades natais dessas agremiações. Do quinteto do interior o Camaleão de Borba é quem mais usa os borbenses na equipe, são dez no total (43,47% da equipe). No Sapão, nove são manacapuruenses (39,13%), enquanto o Tubarão do Norte emprega apenas cinco (20,83%) atletas nascido em Manacapuru. Somente dois irandunbenses integram o elenco do Hulk, mesmo número de itacoatiarenses no Penarol (nem 10% da equipe).   

Legião forasteira no Barezão

A corrida por uma vaga no G-4 do Barezão segue firme e o Nacional é nome certo na próxima fase do campeonato. Da equipe titular que ganhou notoriedade pela sequência de vitórias, apenas o lateral-esquerdo André Luiz, que costuma revezar com o paulista  João Rodrigo, é amazonense. Nem mesmo o meia Fininho, que nasceu no Amapá e veio ainda criança para o Estado, tem vaga garantida entre os 11 preferidos de Aderbal Lana.

No Fast Clube os únicos titulares  amazonenses no time de Cavalo são os meias  Roberto Dinamite e o “Pajé” Michell Parintins. Do time principal do Princesa, vice-líder do campeonato, que foi à campo no empate com o Penarol, os locais foram Rascifran, Baé, Edinho Canutama e Nando. E no Leão da Velha Serpa os amazonenses que costumam ser usados por Carlinhos são Kitó, Pirú, Leozinho e Jr.Neymar.

No Tufão da Colina a coisa é pior, nenhum amazonense é titular da equipe. O que mostra que a base dos clubes da capital é pouquíssimo aproveitada.

Barezão e a base perdida

O time  mais amazonense do Barezão deste ano é o Rio Negro. Dos 22 atletas do Galo, 17 (77,27%) são nascidos no Amazonas. A boa safra de garotos da base aliada, principalmente, a falta de recursos para a contratação de reforços  forçou a diretoria Barriga Preta a utilizar o time de juniores. Dos “Galinhos da Praça da Saudade”, quem se destaca é o atacante Ronan, que já balançou as redes três vezes no Estadual e é visto como uma joia pelos dirigentes do clube.

O que mais assusta é que as quatro piores equipes na tabela do Barezão são as que mais utilizam atletas locais. Dos 89 atletas de Iranduba (7º colocado), Borbense (8º), Rio Negro (9º) e Operário (lanterna), 59 são amazonenses (66,29% do total dos quatro elencos). Aí surge a pergunta: o jogador local é mal preparado na base ou a mão de obra de outros Estados é bem melhor que a local? No final deste mês tem início o Estadual de juniores e a promessa de novos talentos para o combalido, mas jamais vencido, futebol Baré.


Receba Novidades

* campo obrigatório

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.