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Base do MMA que faz sucesso no mundo, jiu-jítsu amazonense luta por reconhecimento

Às vésperas de competições internacionais importantes lutadores no topo da modalidade no Amazonas lutam não só no tatame, mas também para viabilizar sua própria participação nestas competições 19/06/2015 às 19:11
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Orley Passos, William Couto e Marcelinho Medeiros lutam dentro e fora dos tatames por patrocínio
Felipe de Paula Manaus (AM)

Mesmo sem a estrutura que dispõem os grandes centros de artes marciais no mundo, o estado do Amazonas vem consolidando a tradição de revelar grandes atletas para o mundo da luta, como o manauara José Aldo, campeão dos peso pena do Ultimate Fighting Championship (UFC), ou mesmo o recém “descoberto” Dyleno Lopes, finalista do Tuff Brasil, reality show da tevê brasileira cujo campeão garante vaga na organização.

Um dos fatores que mais contribuem para esse cenário é a conhecida vocação dos amazonenses para a arte-suave, uma das lutas com maior predominância entre atletas de Artes Marciais Mistas ou MMA.  No entanto, até quem é fera neste esporte milenar no Amazonas ainda sofre com a falta de apoio público e privado para treinar e competir, o que dificulta a evolução dos talentos. 

Às vésperas de competições internacionais importantes - como o Mundial de Jiu-Jítsu Esportivo, em São Paulo, o Rio International Open, no Rio de Janeiro, ambos no fim de julho, e o Mundial Máster de Jiu-Jítsu, em Las Vegas (EUA), em setembro -, lutadores no topo da modalidade no Amazonas lutam não só no tatame, mas também para viabilizar sua própria participação nestas competições.

Melhor do ano na categoria leve pela Federação de Jiu-Jítsu do Amazonas (FFJJAM), Marcelinho Medeiros, 34, da Associação Monteiro, garantiu vaga no Mundial de Jiu-Jítsu Esportivo ao vencer a seletiva brasileira na categoria leve, no ano passado. Agora, ele se prepara para disputar também o Mundial de Las Vegas, um dos mais difíceis do mundo. Porém, tem que dividir se tempo com uma outra luta: a de arranjar patrocínio pras viagens, para as quais só tem a passagem de avião.

“Somos talvez o esporte que mais dá orgulho para o estado, porque hoje temos seis ou sete amazonenses no UFC. Todos têm patrocínio da prefeitura”, diz Marcelo, lamentando a dificuldade de apoio dos setores públicos e privados do esporte. “O problema é que eles só patrocinam quando o cara já está lá”, critica Williams Jezini, outro que se dedica ao esporte para representar o Amazonas em competições internacionais e já teve viu as portas se fecharam para ele.
A eles se somam outros talentosos nomes do jiu-jítsu no Amazonas, como os faixa-preta Clandevan Martins, Maike Matos, William Couto, Clandevan Martins, Maeclay Silva e Orley Passos, todos em situação semelhante. “Já ganhei passagem para ir para a Argentina disputar o Mundial Absoluto e não tinha como me manter e como ficar”, recorda Clandevan Martins, que também pode ficar de fora das competições no sudeste por falta de apoio.

Um dos poucos esportes de maior destaque do Amazonas no cenário mundial, o jiu-jítsu continuará revelando talentos para o mundo da luta. Porém, com o necessário reconhecimento demandado por esse atletas, o Amazonas apresentará para o mundo, cada vez mais, atletas do porte de um José Aldo, que tanto visibilidade e orgulho devolvem para a cidade.

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